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o renascimento

14.5.17

Hoje vemos mobiliário nórdico importado um pouco por todos os pequenos 'paraísos vintage' de Portugal, mas a verdade é que foi em Portugal que o melhor mobiliário de bases pontiagudas, cor e madeira foi feito. Chamava-se Olaio e está de volta!
www.olaio.pt





há coisas que não se explicam

26.8.15

procuram-se retalhos

15.8.15

Queridas pessoas que lêem este blog, procuro retalhos de tecido para completar esta colcha.
Têm de ser antigos e do tipo 'cortinado' (o que em inglês se costuma chamar de barkcloth). Podem ser peças usadas, como colchas, cortinas ou capas de almofada, desde que se consiga aproveitar um rectângulo.
Por isso se tiverem alguma coisa para vender, saibam de alguma loja pelos lados do Porto ou na internet, enviem-me um mail para silvia@raparigascomonos.com que eu poderei estar interessada no negócio ou agradecer a vossa informação.
Sei que é uma tarefa quase impossível, mas ainda assim, vale a pena tentar.

Mil obrigadas.

porto · amigos · comida · vintage

9.2.15
#brickclerigos um sítio bom, bonito e de gente simpática. @almostlocals #portoporto • amigas • comida (amanhã pelo blog) #honestfood #brickclerigos #porto Depois de muitos e muitos dias em regime de reclusão por causa das malditas doenças cá por casa, na semana passada lá voltei ao mundo dos vivos e bem dispostos com uma ida ao Porto para encontrar amigas num almoço bem divertido e saboroso.
Comemos no Brick, onde já tinha ido e relativamente ao qual tenho muito boa impressão, pelo ambiente descontraído mas super cuidado, pela simpatia de quem atende e pela comida sempre fresca e saborosa. A ideia de uma mesa partilhada por todos é inovadora na cidade e mostra-se muito acolhedora.

@ac_mangana working her magic with Pris @almostlocals at #maoesquerda.#maoesquerda #porto for vintage lovers!Na #maoesquerda a perder a cabeça por um mega casaco que sim, veio para casa comigo! @ac_mangana :) Depois foi tempo de subir até ao outro lado da cidade, perto dos Poveiros, para visitar a super cool Ana Carolina e a loja de vintage Mão Esquerda. Saí de lá com um casaco de pelo falso, comprido, leve e super quente, que vai fazer as maravilhas do meu Inverno e a Pris comprou um de pele por 9 euros. Sim, 9 euros!


Tive a companhia da Priscilla e da Luísa, que tornaram o almoço e o passeio cheio de risos e boa disposição. A Priscilla é editora do site chicken or pasta? e estava pelo Porto a fazer um guia da cidade, por isso aguardem o artigo dela que vai levar o Porto até muita gente por esse mundo fora.

cata-vento

17.6.14
flowers not vintage
Desde o tempo de miúda em que visitava com a minha mãe a loja da D. Berta no Lumiére que eu sonhava em ter uma loja vintage. Naquela altura esta expressão nem existia, mas eu só imaginava que aquela senhora passava a vida a procurar tesouros nos sótãos das casas mais bonitas do Porto. E do mundo. Sim, porque para mim, aquela senhora com óculos pontiagudos, sapatos roxos e chapéu na cabeça havia de viajar muito pelo mundo. Como eu um dia faria. Isto de andar na escola era apenas uma ponte para uma vida 'desviada' que eu sonhava ter. Entre bastidores de teatro e pubs de final de tarde em Londres, eu seria uma destas excêntricas que apenas o mundo poderia classificar.

Bem, deixemo-nos de histórias, que todos vocês sabem que eu hoje estou mais para 'geek' e dona de casa do que outra coisa, lá está, o mundo terá de esperar por mim e eu terei de continuar a sonhar com ele. Nunca se sabe.

Fico muito feliz por poder ver e visitar tanta coisa boa a aparecer no Porto que recupera tantas memórias e imaginários de casas e vidas passadas, que recicla e valoriza o que um dia foi nosso, e traz à nossa cidade todo um ecletismo que as mega stores nunca vão conseguir trazer. E o Porto é propício para isso, porque de todas as cidades do país sempre foi a que mais charme emanou nas ruas. Digo eu, que sou suspeita!

Há umas semanas atrás fui com a minha melhor amiga desanuviar as ideias e visitar a casa aberta das irmãs Ana e Patrícia, criadoras da loja Cata-vento Vintage. Foi uma surpresa tão boa visitar a casa delas, o bom gosto é uma coisa que não tem preço nem idade e que se sente facilmente em quem o detém. E elas têm muito bom gosto. A loja delas é a prova disso mesmo e as peças que elas seleccionam são escolhidas minuciosamente para fazerem parte deste pequeno tesouro que é o Cata-vento.

Aproveitei para tirar algumas fotos, trazer mais umas peças para mim, experimentar roupa e falar um pouco com elas, sobre este mundo das velharias, da segunda-mão e do vintage em Portugal.
Querem entrar e conhecer a Cata-vento melhor? Venham:

cata-vento (vintage shop)cata-vento (vintage shop)cata-vento (vintage shop)

Nome(s): Ana Carolina e Patrícia Jorge
Idade: 36 e 38 anos
Ocupação: à procura de novos futuros
Presenças web: Facebook Cata Vento
3 palavras sobre o cata-vento: amor pelos pedaços do passado


1 - O vintage é algo recente na vossa vida ou já tem, tal como as peças, um longo passado? 

O bichinho do vintage está dentro de nós há bastante tempo. Sempre fomos ‘recolectoras’ de objectos e pedaços do passado. Primeiro por nostalgia das coisas que tinhámos em casa das nossas avós: objectos da cozinha, peças de roupa, sapatos, malas, botões, revistas de Moda (a nossa tia-avó era modista!), brinquedos, “o infinito e mais além. As cores, as linhas, os desenhos, a tipografia, são elementos que sempre nos fascinaram.
Rapidamente ficámos viciadas em coleccionar tralha e entusiasmadas com a possibilidade de ir montando “puzzles” de objectos com história.

2 - Como surgiu o cata-vento? 

Uma paixão partilhada por duas irmãs e uma vontade muito grande de fazer aquilo que gostam: andar a caçar tesouros de outros tempos. E bom, como já não temos mais armários e espaço para guardar tamanha tralhice, decidimos que seria interessante partilhar esta nossa paixão com as demais pessoas.

3 - Quem vos visita o que pode esperar encontrar? 

Por um lado, aquilo que já é designado como o ‘malódromo’, onde vamos expondo diferentes tipos de malas e carteiras. Depois armários recheados com peças de roupa, loiças, objectos de decoração de décadas passadas, bem como algumas peças de mobiliário.

4 - As vossas peças são exclusivamente portuguesas ou também vêm de fora? O que vocês acham do vintage português vs o de outros países? 

Em termos de objectos para o lar damos bastante importância a peças genuinamente portuguesas: garrafas térmicas da Fergel ou da Lusotermo, plásticos da Plasfil, da Figueira da Foz ou de Leiria e loiças de marcas históricas como Sacavém, Raul da Bernarda, Coimbra, Candal, Vista Alegre, Viana ou Sado Internacional. Claro que também temos coisas de outros países, em particular peças de roupa e carteiras. Não estamos dedicadas em exclusividade a uma única proveniência.

5 - Como é que se vive de vintage em Portugal? Há mercado em termos de procura e de material para alimentar um negócio? 

Há mercado e muito por explorar, agora há um interesse muito grande pelas maravilhas do design industrial e o nosso país tem uma herança industrial muito forte. A tipografia das zonas comerciais também ganharam muitos entusiastas.
É muito curioso perceber padrões reveladores da nossa história. Por exemplo, as malas e carteiras até aos anos 80 eram muito sóbrias, é raro encontrar peças de cores que fujam ao preto-castanho-azul e roupa que seja justa. As peças dos anos oitenta são ilustrativas da mudança, da utilização de cores, ou da quantidade de peças disponível.
Quando compramos noutros países percebemos muitas diferenças por época. Temos verdadeiras lições de história económica, social e cultural nestas andanças!

6 - Quem são os vossos clientes? 

Temos muitos amigos clientes e clientes que se tornaram amigos.
Compramos com base no nosso gosto pessoal, mas muitas vezes vemos peças e pensamos numa determinada pessoa. Temos pedidos pendentes de peças que tentamos encontrar. Mas creio que não tenhamos um perfil especifico de cliente.
Há quem vá para comprar uma mala e saia com um serviço de chá. A caça ao tesouro tem destas coisas!

7 - Já todos sabemos que passamos uma fase de revivalismo em Portugal, por isso as peças de décadas passadas estão muito em voga. Acham que isto é uma moda passageira ou veio para ficar? 

Sempre houve interesse pelas coisas do passado e é recorrente usá-lo para fazer o presente. O que é valorizado e está em voga é que vai mudando, percebemos que é ciclico, já passamos por alturas que todos queriam gira-discos, depois veio a vaga do mobiliário das décadas 50, 60 ou 70.
Neste momento podemos afirmar que é muito raro encontrar candeeiros para tantos pedidos. E bom, encontrar cães de loiça a preços acessíveis é missão impossível!
O sotão da avó, a casa da tia, a casa dos vizinhos foram essenciais para a construção dos nossos imaginários. Jogámos Spectrum, falámos no Tom Sawyer e na Candy Candy, víamos o Roque Santeiro e todos sabemos de cor as músicas do Verão Azul ou das Misteriosas Cidades do Ouro.
Já as gerações posteriores têm outro tipo de referências: as Playstation 1, os GameBoy ou o Dragon Ball, por exemplo.

8 - O vosso estilo pessoal é muito influenciado pelo negócio ou o negócio é influenciado pelo vosso estilo pessoal? Como é que se separam de peças que gostam?

Talvez a segunda opção seja a mais correcta, pois normalmente gostamos bastante das coisas que disponibilizamos para os outros. O processo de triagem por vezes é duro, implica sempre alguma negociação entre as duas – a irmã mais nova tem mais dificuldade em separar-se das tralhas. Vivemos um bocadinho com as peças e depois deixamo-las partir para novas mãos.

9 - E o Porto, com todo este rejuvenescimento da cidade, novos negócios e pessoas, é o local ideal para lançar um negócio deste género? 

É no Porto que vivemos e queremos continuar a viver. O eixo compreendido entre a Rua do Almada e a Mártires da Liberdade alberga variadíssimos locais dedicados às coisas do passado e é engraçado ver como os novos negócios se estabelecem e convivem ao lado das casas de velharias e antiguidades mais tradicionais.
Em relação à roupa somos grandes admiradoras da Mão Esquerda, da Absolute Tribute, da Mon Pêre entre outras, pois para além de encontrar peças incríveis, partilhamos amor pelas mesmas, é engraçado estar a conversar com quem vive isto e para isto durante horas.

10 - Para quando uma loja física e online? Está nos vossos planos?

Sim, obviamente adoraríamos ter um espaço físico, mas primeiro queremos ver como corre a experiência online.

11 - Para quem quiser ver as vossas peças ao vivo, onde vos podem encontrar nos próximos meses? 

Quem quiser visitar a nossa sala só tem que telefonar ou enviar uma mensagem e nós abrimos a porta de casa. Pelo menos uma tarde de sábado por mês teremos a porta aberta para quem quiser espreitar e temos algumas peças à venda na Mão Esquerda, Second Hand Shop, ali na Rua de Santo André, perto dos Poveiros.
  cata-vento (vintage shop)cata-vento (vintage shop)cata-vento (vintage shop)

E já agora fiquem a conhecer o serviço de chá mais bonito do mundo. É meu e veio da Cata-vento. Isso mesmo! (queria ter melhores fotos, mas para já é o que se arranja):
  serviço chá sacavem

coração alecrim

26.5.14
Coração Alecrim - PortoCoração Alecrim - Porto Coração Alecrim - Porto Na sexta-feira enquanto apanhava ar nas ruas do Porto resolvi passar pelo Coração Alecrim, na Travessa de Cedofeita para visitar a loja e fazer algumas fotos aqui para o blog.
Eu já conhecia esta loja há uns anos, mas não nesta nova versão em tudo muito melhor. O projecto Alecrim, que agora passou a Coração Alecrim mudou e cresceu e ganhou um novo sopro de vida. E que bem que sabe ver as coisas que mudam a crescerem e a tornarem-se cada vez melhores.
Eu sou uma fã de velharias há muitos anos e para além dos sítios locais e feiras da zona Norte, sempre que viajei procurei lojas antigas para visitar, e posso vos dizer com certeza que esta é uma das melhores lojas deste tipo que conheço.
Não é apenas pelas peças, o local ou os preços, mas pelo cuidado que se percebe que é investido em cada um dos objectos que lá estão expostos, pela procura e escolha de cada detalhe e peças que fazem toda a diferença. Por um velho que também convive com o novo numa harmonia única.
Pela presença das pessoas que estão atrás do balcão e que nos recebem na sua casa, não apenas para vender mas também para comunicar um trabalho que lhes dá prazer. A Rita e a Filipa, não se limitam a ter uma espaço que comercializa velharias, elas apresentam todo um conceito, de casa, moda, natureza, lifestyle que se sente a cada passo naquele espaço. Só a falar com elas percebi que a Filipa é fotógrafa e depois de chegar a casa tenho andado a navegar pelo trabalho dela absolutamente maravilhada (este assunto ficará para um outro post).
Talvez também por isso o Facebook delas seja tão bom de se ver, as fotografias são óptimas!

Deixo-vos com algumas humildes fotografias, que não fazem jus ao espaço e às peças ao vivo! Vale mesmo a pena lá ir, com calma e tempo, para apreciar os detalhes de cada peça, prateleira, revista ou planta.

Sem dúvida um projecto para ficar e crescer, com muito coração e todo o positivismo do alecrim!

www.coracaoalecrim.com
www.facebook.com/coracaoalecrim

Coração Alecrim - Porto Coração Alecrim - PortoCoração Alecrim - PortoCoração Alecrim - PortoCoração Alecrim - Porto

como eu gosto disto

5.5.14

Se há coisa que eu gosto é de casas velhas.
E se há outra coisa que eu gosto é de as ver serem recuperadas.
Por isso, fiquei super feliz quando vi o post no FB da Casita de Wendy a divulgar um blog totalmente dedicado à recuperação da casa deles de campo.
Espero posts frequentes e digo-vos que não vou perder um!

dreamingourhome.blogspot.com.es

achados de Domingo

20.1.14
Achados de DomingoAchados de domingo!Achados de Domingo
Agora que é Inverno e tem chovido as feiras de velharias estão mais recolhidas e reduzidas. Não há tanta gente a vender nem a comprar como no Verão. Ainda assim, sempre que o sol espreita, verifico qual a feira mais perto de mim e lá vou eu na voltinha domingueira, por vezes na companhia da minha irmã (que também é uma apreciadora com um olho muito treinado), outras sozinha.

Este Domingo foi dia de visitar Ovar e no meio de muito do mesmo, sempre algum lixo à mistura, um olho atento consegue sempre encontrar relíquias. Uma cortina dos anos 60 em perfeito estado, uma cadeira de madeira de bonecas, uma caneca de esmalte que teve a sorte de receber umas flores no mesmo dia. Tudo 7 euros.

É caso para dizer que 'one women's trash is another women's treasure'.

chalet saudade

21.12.13
O Chalet Saudade, o sonho da Mary e do Luís tornado realidade.
É nestes momentos que acredito que sonhar e fazer vale mesmo a pena, contrariando este espírito pessimista que vivemos.
Parece um sonho, mas é mesmo uma casa e vocês vão poder ficar lá a partir de agora. Eu já estou a fazer planos:)

sim, eu tenho 60 anos

18.9.13
louceiro work in progress Nos intervalos da correria cibernética que preenche os meus dias, ando a tentar por ordem a algumas coisas cá em casa. Há já algum tempo que herdei este louceiro (lindo!) e ainda não tinha arrumado nada lá. Nunca há tempo para nada e deixo sempre para amanhã.

Por outro lado, andava a pensar como lhe dar uma utilização diferente daquela para o qual foi concebido, mas depois pus-me a olhar bem para ele e percebi que estava feito para receber louça, tem suportes para pratos, protecções nas prateleiras, enfim, é o que é e eu gosto dele assim. Porquê tentar mudar aquilo que está bem feito?
Então, resolvi por de lado os preconceitos e dar espaço ao meu universo mulher de 60 anos.
Fui buscar o serviço de louça (aquele de família para as festas importantes que nós nunca damos, sabem? Aquele?) e arrumei-o na parte de baixo com os belos dos paninhos de linho a proteger a prateleira e depois em cima comecei a organizar a enorme colecção que tenho de louça, desde chávenas de chá, a conjuntos de café. pratos, etc, que ou eram da minha mãe ou comprei algures nas feiras de velharias (menos este prato lindo do amor perfeito que comprei nos saldos da Zara Home e que gosto tanto dele que nem tenho coragem do o usar).
Acrescentei as barras de crochet amarelo e alguns naperons que andavam perdidos nos baús e tudo começa a fazer sentido, ainda me falta muito, mas estou a gostar, mesmo!

Muitas vezes desejo fugir para uma casa de paredes impecáveis e brancas, apenas com o essencial, sem nada destes 'tarecos', mas a verdade é que no fundo eu sou mesmo assim, a vida e as suas voltas fizeram-me assim, carrego comigo muitas memórias e imagens do passado, não sou saudosista, mas tenho necessidade de congelar algumas coisas, para que nem tudo se perca na rapidez dos dias.
Às vezes sinto-me uma senhora de 60 anos, rodeada dos seus livros, pratos e imagens, a tentar relembrar coisas que a memória já perdeu.

Mas tenho 35, decoro o meu louceiro com crochet e chávenas, ao mesmo tempo que uso umas nike cor-de-rosa, e trabalho com os olhos postos no futuro e nas novidades. São os sinais dos tempos, já nada é datado, já ninguém é apenas o que parece. A moda não nos amarra mais, somos hoje, mais do que nunca uma geração livre de sentir e misturar épocas e estilos sem muitas preocupações.
Seremos esteticamente mais livres? Gosto de pensar que sim!

achados de Domingo

18.8.13
uploadachados de Domingoachados de Domingoachados de Domingo

Ao Domingo de manhã o meu programa favorito é passear pelas feiras de velharias. Já conheço todas das proximidades, mas sou capaz de me deslocar a um sítio só por causa de uma feira.
Vou muitas vezes sozinha, mas prefiro ir acompanhada pela minha irmã que partilha este gosto por coisas velhas comigo.
Hoje foi um dia de boa companhia e de bons achados!

quase 20 anos depois...

3.8.13
Passei nesta rua inúmeras vezes, estudei vários anos em frente a esta fábrica. Durante muito tempo não soube o que era, depois perguntei e investiguei. Tentei espreitar pela porta, por cima do muro, no parque de estacionamento, nas janelas da faculdade, mas nada me mostrava mais do que uma deslumbrante fachada e uma enorme chaminé.

Imaginei histórias e famílias e jardins e fábricas e pessoas.
Eu tenho uma paixão por edifícios e coisas antigas e sempre que possível tento espreitar, mas nunca houve outra que aguçasse tanto a minha curiosidade como esta fábrica.

Hoje, graças a um post da Marta no FB vejo este filme que me leva por todas as ruas e portas que eu sempre desejei entrar.
Cá está ela: "A Companhia Aurifícia, a antiga indústria de pregaria da qual a maioria dos portuenses conhecerá apenas a bonita fachada em tijolo cor de vinho na Rua dos Bragas. Para lá do portão, está o equivalente a 1,6 campos de futebol de terrenos e oficinas desativadas e um cenário quase cinematográfico, que se estende até à Rua de Álvares Cabral."

 

Porto I ♥ you

24.7.13
Porto

Passear pela cidade, com sol, muita gente nas ruas, esplanadas cheias.
Descer a Rua dos Caldeireiros e dizer olá a todos os novos negócios que aparecem por lá, comer uma sande e beber uma Super Bock na Sandeira (boas, muito boas!!).
Fazer o tour das velharias na cidade, perceber que o velho e vintage está completamente inflaccionado. Continua a haver muitos sítios, mas já não se encontra nenhuma pechincha, muito pelo contrário. Trouxe duas peças, uma de casa e outra de vestir, lindas, não demasiado caras, mas de forma alguma muito baratas. Mas por outro lado é bom perceber que as pessoas têm negócio. E que negócio:D
Amigos.
Dias bons.

lixo de uns, tesouro de outros

17.7.13
Lixo de uns, tesouro de outros
 
O Algarve está cheio de lojas de caridade, ou devo dizer 'Charity Shops', uma vez que em todas quem lá está a tratar das coisas são estrangeiros?
As pessoas entregam lá o que já não querem, eles recolhem em casas abandonadas, e depois organizam por temas e por tipo de produto. As pessoas, que como eu lá vão, ou gostam de coisas antigas e procuram tesouros escondidos, ou procuram peças para a sua vida por preços mais do que pequenos. Em ambas as situações faz todo o sentido, aquilo que uns já não querem, pode ser de grande utilidade para outros e o dinheiro que o loja gera ainda serve apara ajudar.
É um bom conceito.

Mal entrei dei de caras com este conjunto de cozinha coberto de terra (sim, devia estar numa casa abandonada ou algo do género). Eu na verdade apenas queria um prato para enfeitar a minha cozinha, mas não fui capaz de lá deixar o serviço todo que custava 7 euros. Trouxe a família toda para casa, muitos dos pratos não se aproveitam para uso diário, mas vou fazer deles algo fixe nas paredes. Para o ano. Para já fico a admirar as flores lindas e o facto de parecer que este serviço foi feito para a minha cozinha.

Um bom dia pessoas!

fui ali à Noruega comprar uma cortina e já voltei

20.6.13


Depois da conversa do velho de ontem, fui dar uma volta no etsy para ver mais coisas velhas, pois claro!
E não é que encontrei uma cortina, à medida da minha janela, com cores lindas, pronta a pendurar e...velha?

No caso de quererem ir também à Noruega a loja foi esta.
Made my day!

they left without warning

24.3.13

eu devia ir dormir, mas...

22.3.13

...em vez disso fui ali ao etsy e comprei este vestido (havia um desconto do equinócio e eu vai não vai e comprei nos últimos 3 minutos, por isso se este vestido não me servir, vou ter de o pendurar na parede e fazer dele uma obra de arte - o equinócio, by 'Sílvia sem sono').
Se me servir vai ser mesmo uma sorte! É a adrenalina das compras do outro lado do oceano, de coisas velhas, com mais de 20 anos, a funcionar no seu melhor (ou pior!).
Agora já não vou dormir, vou mas é trabalhar! Pesa-me a consciência:)