soneto do amor total

21.3.11

21.3.11


Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Moraes

2 comentários

  1. Adoro este poema e reencontrá-lo aqui, foi simplesmente fantástico! Porque é que há coisas que gostamos tanto que se vão "esquecendo" e substituindo por outras?
    Obrigada por partilhares!

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  2. A-mei. nao conhecia este, so podia ser do grande vinicius.. :) *

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