Lembram-se do meu post do mês passado, a falar da minha raiva para com as calças de ganga? O
lacunas femininas?
Pois é.
Pelos vistos não foram só vocês que o leram ou comentaram, também existem pessoas, profissionais da área, atentas a tudo o que se diz por aí sobre o produto em que trabalham.
Qual não foi o meu espanto quando recebo no meu inbox um e-mail do marketing da
Salsa Jeans a dizer que tinham lido o meu post e que gostariam de me mostrar como são feitos uns jeans e ajudar-me a encontrar o meu par perfeito.
Podem pensar que me enviaram um par de calças, me convidaram para uma abertura de loja com balões e fotografias, que me ofereceram algo em troca de um link num post qualquer a falar deles.
Mas não. Não foi nada disso que aconteceu.
Convidaram-me a visitar a fábrica deles, conhecer todo o processo de produção das calças de ganga, perceber o espírito que move uma empresa portuguesa que está um pouco por todo o mundo, com milhares de pessoas a trabalhar com eles.
Quiseram mostrar-me que a Salsa Jeans não eram só lojas e modelos de calças, que eram pessoas, designers, investigadores, tecnologia de ponta, que trabalham de forma apaixonada para encontrar o 'próximo par de jeans' aquele que vai ficar bem aquela pessoa em particular, a mim, a uma miúda de 15 anos ou a uma senhora de 80.
Quem me conhece sabe que gosto de fábricas, que mais do que os conceitos ou o design, gosto de ver as coisas a acontecer. E foi o que eu vi hoje, as coisas a acontecer num par de jeans.
Fui muito bem recebida pela Inês, que me convidou, pelo Joaquim que me mostrou a fábrica e pela Cristina que me acompanhou na tarefa de procurar o 'meu' par de jeans.
Eu já tenho ideias muito fixas do que gosto e não gosto numas calças de ganga, por isso, à partida foram excluídos vários modelos skinny, elásticos, de cintura subida, com muita lavagem ou excesso de rasgados. Assim se fez uma primeira triagem nas dezenas de modelos diferentes que a Salsa apresenta e ficamos reduzidas a meia dúzia.
A Inês, que se identificava comigo na parte de gostar que as calças assentem bem atrás e que possamos fazer toda a ginástica que quisermos com elas, sem ficarmos com as cuecas de fora, disse-me logo para experimentar umas
straight bliss, calças de perna a direito que se adaptam às curvas naturais da anca e cintura feminina. E apesar de ter experimentado mais umas 3, foram mesmo essas que ficaram. Não me apertam, são moles e confortáveis, bem adaptadas à minha cintura e anca. O modelo certo para mim.
A Salsa teve a gentileza de me oferecer o par que eu escolhi e eu fiquei contente por me voltar a sentir bem num par de jeans. Por mais que goste de vestidos e saias, a rapidez com que se veste uns jeans com qualquer coisa é imbatível.
Quero ver se arranjo uma amiga para me fazer umas fotos com as calças para mostrar aqui no blog. As calças merecem umas boas fotos e não uma selfie mal amanhada:)
Quanto à Salsa a surpresa não poderia ter sido mais positiva. Pela empresa, pelas pessoas, pelo espírito que a move, pela diversidade e inovação no produto que os representa.
Eu, que nunca entrava na Salsa, porque não me identificava com a imagem das suas lojas, a partir de hoje vou começar a dar-lhe uma oportunidade sempre que o assunto sejam jeans, porque quem sabe, sabe.
E à equipa de marketing da Salsa fica aqui a minha admiração e respeito, porque isto sim, é marketing, do bom!
(Este post é da minha inteira vontade e responsabilidade, apesar de me terem convidado para a sua fábrica e me oferecido o 'meu' par de jeans, a Salsa não me pediu para fazer nenhum tipo de post sobre eles ou sobre a experiência que me proporcionaram. Faço-o porque acho o trabalho deles excelente e merece toda a minha divulgação.)