a arte de não saber (quase) nada

23.7.15

Este ano a tecnologia trocou-me mesmo as voltas. Não ter televisão e quase nenhuma internet eu já estava habituada, mas ficar sem o portátil, na mesma altura em que não tenho televisão nem internet, por essa eu não esperava!

Confesso que nos primeiros dias fiquei um pouco desesperada, porque apesar de deixar tudo preparado para poder ter uns bons dias de férias, há sempre tanto e-mail e coisas para ir adiantando que não resisto a espreitar o trabalho de vez em quando.

O que mais me espanta é a facilidade com que se desliga, com que se deixa de ver o FB e seguir as notícias, com que não se consomem imagens nem palavras e como isso em poucos dias começa a ser normal. De repente parece que o mundo digital fica esquecido algures lá no canto do cérebro.

Há tempo para outras coisas e outras pessoas.
Ainda bem.

Entretanto, continuo com o cabo ligado em momentos intermitentes de internet lá para os lados do instagram: https://instagram.com/asilviasilva/ e vou guardando as fotos e as histórias para partilhar por aqui em breve!

And...we're home!

20.7.15
Ol\'e1 Carvoeiro! #carvoeiro #algarve

a pdi

12.7.15

Até aos trinta e poucos anos a idade nunca me incomodou. Na verdade não via assim tantas mudanças ao ponto de perder muito tempo a pensar nisso. Achava até algo estranho as mulheres que estavam sempre a falar nisso, 'a idade isto, a idade aquilo, nada é como era, blá, blá, blá'.
De há uns três anos para cá (vou nos 37 para quem não sabe) comecei a perceber algumas coisas.
Os olhos, as rugas de expressão, as manchas na pele, agora alguns cabelos brancos a aparecer de lado, e também uma sensação de que quando tenho alguma dor, algo se passa. Dantes se tinha alguma dor, 'ia passar' agora 'algo se deve estar a passar'.
Sei que as coisas estão diferentes quando vou às compras, olho para uma coisa e independentemente dela me servir ou não, penso que é roupa de miúdas e não quero. Já não quero.
Quero algo meu, que tenha o meu carácter, mas que me assuma como mulher, não tem nada a ver com ser clássica, que não sou nem nunca vou ser, tem a ver com uma forma de estar.

Olho em volta e vejo muito cabelo pintado, muitas pestanas artificiais, partes de corpo falsas, maquilhagens excessivas, unhas falsas, cuecas push up...e penso o quão difícil deve ser ter de manter as aparências todos os dias. E penso que quero poder envelhecer sem ter de me matar para parecer mais nova. Me estafar num ginásio que odeio, passar horas no cabeleireiro, manter as pestanas e as mamas, os rabos e mais o que se lembrarem a seguir.

Não quero nada disso para mim, mas sei e sinto a dificuldade que aceitar as mudanças do tempo implica. Olhar para nós e gostar de ver a mudança que acontece agora todos os anos não é fácil.
É altura de mudar, de assumir e amar aquilo que somos em todas as fases da vida.
Se calhar se todas o fizéssemos naturalmente seria tudo tão mais fácil.
Mas esta é uma postura individual, que começa em cada uma de nós, e não, não tem nada a ver com desleixo ou não gostar de coisas bonitas. Eu gosto e quem segue este blog ou me conhece sabe bem disso.
É gostar de ser e não de parecer.


chama-me que eu vou

11.7.15
Goste-se muito ou pouca da música do David Fonseca o artista visual que ao longo de anos se tem revelado é incontornável.
Aqui, com um vídeo em formato instagram, cheio de ritmo, cor e boa disposição, à boa maneira do IG.
E haveria melhor altura para uma música 'chama-me que eu vou?'

#eugostodisto