a melhor montra online

10.2.18

Faço muitas compras de roupa online. Poupo idas a sítios que não gosto como os shoppings, posso comprar marcas que não há perto de mim e as roupas vêm intactas, impecáveis, o que nem sempre acontece nas lojas.
Claro que gostava de ter uma mão cheia de lojas com as minhas coisas preferidas ao lado de casa, mas isso não acontece. Agora que vou mudar de casa para uma cidade, muitas vezes olho em volta para perceber se esse hábito poderá voltar, mas ainda assim é difícil, as boas lojas escasseiam na rua das cidades pequenas, o que é uma pena. Sim, eu sei que nos cabe a nós mudar essa realidade e eu pretendo fazer parte da mudança, acreditem, mas a internet é imbatível na oferta.

Falando então de montras online, no mundo das roupas de gente crescida, uma das características é aquele ar de cabide que as modelos têm de quem comeu e não gostou e está profundamente deprimida. Odeio.

Mas alguma conseguem destacar-se desse mundo tristonho. A Benetton é uma delas.



O catálogo está tão alegre e divertido que as roupas ganham outra dimensão.
São coisas simples e básicas, não têm peças 'UAU' mas são uma das marcas que têm as melhores camisolas, malhas, básicos e mesmo calças de ganga.
E a roupa interior e de dormir: adoro.

Este é um caso sem dúvida de sucesso online, porque nestas montras apetece ver tudo.
E as flores? Muito bom.
Espreitem aqui e divirtam-se com a Primavera que aí vem.





sete dias, sete pratos

28.1.18

Dos poucos blogs que vou lendo este ano, o Slower é sem sombra de dúvida um deles.
Um blog como um blog deve ser: original, bem escrito, boa imagem, cadência.
A minha rubrica preferida é o sete dias sete pratos, no qual vou espreitando outras famílias a ultrapassar o fardo das refeições diárias. Pode não o ser para toda a gente, mas para mim é.

Gosto de perceber com quem mais me identifico, respirar fundo quando vejo que outros também se 'baldam' como eu, lembrar-me de coisas fáceis que posso fazer, relembrar-me de planear e retirar o stress de não saber o que vou fazer.

Vão lá espreitar as casas de outras famílias e vejam como somos todos tão parecidos.


I could live here

o renascimento

14.5.17

Hoje vemos mobiliário nórdico importado um pouco por todos os pequenos 'paraísos vintage' de Portugal, mas a verdade é que foi em Portugal que o melhor mobiliário de bases pontiagudas, cor e madeira foi feito. Chamava-se Olaio e está de volta!
www.olaio.pt





a cozinheira má

13.5.17

a cozinheira má tem a certeza que o maior fardo da maternidade é alimentar as crias até à idade adulta.

kaftan ready


Below, the Cut's steps to getting yourself caftan-ready for the warmer months.
(The best news: Literally every step but the first is optional.)
1. Select a caftan of your chosen gauge and length. Stroke its gauzy fabric and whisper into its folds.
2. Let your flesh settle into the crevices of your comfortable, comfortable caftan.
3. Crumbs? Let them fall where they may, swaddled in your caftan.
4. Throw out your razor.
5. Throw out your bra.
6. Throw out the aloe vera lotion you bought last summer. You will not be getting sunburned this summer.
7. Release your inhibitions. Feel the rain on your skin.

(via NYMag)

o melhor biquini de todos os tempos

2.5.17

sem mais nem porquê

1.5.17

with the lights out

2.5.16

I could live here

28.2.16

trabalho é a arte de fazer acontecer

22.2.16

I could live here

24.1.16

o meu café

23.1.16
De manhã mando shots de cafeína, de pé num balcão de um café local.
As paredes são em tons de cinza, branco com detalhes roxos. Há espelhos um pouco por todo o lado, mas como me confundem o cérebro, nem sei bem onde estão. As cadeiras brilham num misto de limpeza e dúvida sobre a mesma. A televisão passa os programas da manhã e os senhores lêem o JN. As senhoras saem de casa ainda em chinelos com a carteira debaixo do braço e tomam meias de leite e galões.
O café é óptimo, as bolachas de chocolate também e a menina que me atende irrepreensível na sua simpatia e educação.
Aqui tudo falha, com excepção das pessoas que atendem e da qualidade do produto. Então, será que falha mesmo, ou realmente funciona?

Agora dou por mim a pensar muito em espaços comerciais e como as pessoas se sentem quando vão comprar algo. Esquecendo os shoppings, que ficam lá na secção do Sr. Belmiro, as lojas pequenas, locais, fora dos centros urbanos, ficaram presas entre uma economia que esmagou qualquer negócio em nome próprio e uma nova geração que se desloca de carro para todo o lado e quer ter tudo à distância de dois passos. A maior parte dos negócios morreram e os que sobreviveram, fizeram-no à custa da teoria do 'não respira', ou seja mantiveram-se congelados com medo de qualquer passo em falso que os poderia condenar.

Quando vemos de fora, de longe, está tudo mal, criticamos o espaço, as pessoas, a decoração e a oferta. Mas depois quando nos aproximamos também temos de ver o que têm de melhor.

Não me sinto bem em sítios demasiado brancos e clean, também já não aguento a moda hipster-urbana, o saudosismo nacional (abrindo uma merecida excepção para a Vida Portuguesa que faz tudo tão bem e de forma tão cuidada, que é quase irrepreensível), nem o rococó fofinho em tons pastéis.

Queremos sítios bonitos, limpos, com muita oferta, acessíveis, com pessoas simpáticas e disponíveis, queremos ter o que os shoppings têm e mais alguma coisa para sermos diferentes e queremos, depois de tudo, que tudo seja genuíno. Simples e genuíno. Assim, sem grande esforço.
Mas afinal, será que isso é mesmo possível?

E vocês? O que vos faz sentir bem num sítio? Bastará as pessoas e o produto? E o resto, de que forma tudo o resto afecta o essencial?

reset de estilo

2.1.16
Coat by Zelinka-Matlick 1954 5 anos a trabalhar a partir de casa.
5 anos a encarar a roupa como um objecto supérfluo, perfeitamente dispensável e cuja aquisição se faz por mero gozo e não por necessidade.
Quando trabalhas em casa, vestes a mesma roupa alternada nas lavagens e não há necessidade de roupa para momento algum, uma vez que estás aqui, atrás do computador.

E é atrás do computador que muitas 'fashionistas'  (este é um dos nomes mais pirosos de sempre) fazem os seus posts de estilo com fotos da memória no computador enquanto usam o mesmo fato de treino e vão trocando as meias de lã grossa compradas naquela viagem à neve, que servem perfeitamente para a foto IG do pequeno almoço com o café ao colo. As fotos são claras, a luz perfeita, as unhas pintadas.
E do lado de cá do computador, vamos achando que anda toda a gente cheia de um estilo natural, descomprometido, leve e fácil, somos todas parisienses. E ricas.

Mas depois, na rua, no momento do vamos lá ver, é tudo tão diferente, e triste e tantas vezes a roçar o ridículo. Sim, a vida no ecrã do computador é bem mais bonita. A luz verdadeiramente natural não é assim tão amiga do estilo. Temos pena.

Na verdade eu própria alimento-me de conceitos de estilo que vou consumindo virtualmente e raramente se comprovam no dia a dia.
No dia a dia, precisamos de botas para a chuva, camisolas para locais gelados, meias que não estejam rasgadas, casacos sem borboto e sapatilhas que não tenham passado pela guerra.

E de repente, olhas para o armário e concluis: congelei no tempo caseiro. Não posso sair de casa.
Tenho 37 anos, há muito que deixei de me deslumbrar com as roupas da Zara, vestir-me à anos 60 está fora de questão, calças rasgadas ao vento e saltos altos não encaram poças de chuva. O conforto não pode nunca ser ultrapassado pelo estilo. Quero peças bonitas, de qualidade, com as cores e as formas certas. Confortáveis. Não muito caras. Originais. Já não tenho muita paciência para grandes banhos de lojas. Também não tenho muito dinheiro.

Conclusão: melhor ficar atrás do computador.
De qualquer forma parece que vai chover, não é?


Hasta la vista 2015

31.12.15
A Filipa fez um.
A internet anda toda ver o seu #2015bestnine.
Pois eu...eu...também:)

Este é um best de nada, é o que me vou lembrando, bom e mau, grande parte de coisas que se passam aqui pela internet à mistura com algumas emoções da vida pessoal.
Para arrumar e seguir em frente que amanhã está já aí.

1. Andei a brincar ao instagram com o Jóni Silva e foi muito bom relembrar que os adultos também podem ter espaço para a diversão sem tabus de idade.
2. Fiz um site para lá de giro para o Muda de Página que é a minha cara e do qual me orgulho muito. Mais uma vez percebi que, desde que me decida a tal, aprender novas coisas é sempre o melhor caminho. Arriscar vale a pena.
2. Contei com a Filipa do outro lado do ecrã e cada vez mais próximo do coração, percebendo que a Internet é um grande canal para se fazer amigos.
3. A ansiedade e o medo perseguiram-me. O medo de uma trombose que estava sempre presente, a ansiedade que me fazia voltar a sítios maus sempre que estava na eminência de encontrar um bom. Um início de ano arrasado por uma penunomia, um corpo cansado e sem energia. Foram inúmeras as sensações de desgaste, tive queda de cabelo, problemas de pele, de dentes e mais não sei o quê. Uma condição física de desgaste brutal. Um sentir-me mal na minha pele.
Agora com o ano a terminar, sinto que estou a arrumar essas sensações, a resolver o que tem de ser resolvido. Acima de tudo a ensinar a minha cabeça a aproveitar o melhor da vida, para que o meu corpo possa encontrar alguma espécie de equilíbrio.
O yoga foi sem dúvida o melhor lugar que o meu corpo encontrou.
4. Contei com a Maura para os dias mais quentes, confortáveis e agradáveis do ano, junto da minha família de coração. Momentos que quero poder repetir a vida toda.
5. Percebi que a escola primária não era o bicho papão que muita gente fazia acreditar. Acima de tudo confiei na pessoa que a frequenta, a minha filha. E ela saiu-se para lá de bem.
6. Participei de um meet do Instagram com algumas das pessoas que mais admirava neste mundo dos quadradinhos fotográficos. Uma experiência inesquecível de onde saiu a melhor foto que alguma vez me fizeram.
7. Comprei o melhor casaco do ano na Mão Esquerda.
8. Trabalhei muito e pude conhecer muitas pessoas interessantes, cheias de ideias, novos projectos e talentos e percebi que o melhor do meu trabalho é poder ajudar estes projectos e pessoas, pequenos ou grandes a ver a luz do dia na internet.
9. Não iniciei caminhadas nem corridas, fui menos ao yoga do que queria, não organizei a minha casa nem a minha cabeça. Percebi que quase não conseguia largar a cadeira do computador. Dias da semana, fim-de-semana, manhã, tarde e noite. Percebi que as coisas tinham de mudar. O meu corpo e a minha cabeça precisavam de mundo. A minha vida pessoal tinha de ter um espaço longe da profissional.
10. O que salva é sempre o amor que tem a forma destes três.
11. Deixei de ter bebés em casa. E tenho saudades. Mas ganhei duas miúdas giras que vão comigo para todo o lado.
12. Conheci a Sónia Sapinho ao vivo e cores e vi que a simpatia transborda para lá dos ecrãs.
13. Reencontrei o Menina Rapaz e reavi o entusiasmo perdido pela leitura de blogs.

14. Tenho uma miúda crescida em casa, cheia de ideias e opiniões sobre tudo e mais alguma coisa.
15. Preparei a cabeça para receber a mudança. Disponibilizei-me. Arrisquei experimentar o que nunca tinha pensado. Acredito no destino e que as coisas acontecem por alguma razão. Acredito em mim e nas minhas capacidades. Espero ansiosamente o novo ano.

Boas entradas em 2016 pessoas lindas que lêem este blog!

(todas as fotografias são do meu instagram com a excepção da 6 que é do Jóni Silva e da 8 da Xiomara Marques.)

Diz que vem aí um novo ano

22.12.15

Quando o Jóni fez esta fotografia e me pediu para dizer o que via através daquela janela, tudo o que conseguia imaginar eram coisas por ver e por fazer: "Quando olho pela janela vejo todas as portas que ainda estão por abrir."
Uma sensação constante que me acompanha sempre ao longo da vida de que ainda há muita coisa para vir. Um sentimento que por vezes gera angústia mas que na maioria das vezes me carrega a cabeça de adrenalina.

O novo ano está a chegar e a mudança vem com ele alinhada ao toque dos primeiros dias. Talvez uma das maiores mudanças que já fiz, ou talvez não, o decorrer de um caminho que me fez aceitar e gostar de novos desafios e de abraçar coisas novas sempre que se cruzam comigo.

Começo 2016 num novo desafio profissional, saio da cadeira atrás do ecrã, do mundo do 'share' e do 'like' e entro com os dois pés num espaço físico, de portas e tijolos, e com uma equipa de pessoas para trabalhar. Uma realidade que vem cheia de desafios e de interrogações, mas também um enorme projecto que vou gostar de viver. Eu sabia que estava na altura da mudança, já lá vão muitos meses que decidi que queria mais qualquer coisa, mas ainda não sabia por onde ia acontecer. Aconteceu.

O Muda de Página não vai desaparecer, vai também mudar e ajustar-se. É um projecto meu, pessoal, de que muito me orgulho e que vou querer manter nos moldes que acho que me fazem tirar dele o maior prazer. Sempre fiz outras coisas para além do Muda de Página, outros trabalhos, que não passavam por aqui porque não eram meus para partilhar, e esses sim, vão ser substituídos.

Este blog, esse vai continuar por aqui, agora mais do que nunca um ponto de fuga para outras realidades e pensamentos. A minha maior e melhor ligação ao espaço virtual, à imagem e ao texto pessoal, livre e descomprometido.
Espero poder continuar a contar com vocês desse lado, que fazem todo este caminho virtual valer sempre a pena.

Agora resta inspirar e expirar, várias vezes, encher a cabeça de energia e saltar.

Bem-vindo 2016!


Querido pai natal...esquece lá isso!

17.12.15
Segue o álbum do(a) Sílvia querido pai natal esquece lá isso no Pinterest.

Sabes aquelas coisas super fúteis que eu queria para o Natal?
Excêntricas e tal que nunca iam acontecer? Deixa lá isso Pai Natal.

Desde aquele ano em que me puseste uma camisa abotoada até cima com uma camisola de lã por cima a fazer 'pandan', que eu percebi que tu não estavas lá para mim.
A partir daí só serves para me arruinar a carteira a comprar presentes para toda a gente, sem qualquer expectativa de retorno.
Pois então, podes ficar a saber que não quero nenhum dos presentes que imaginei. E sabes porquê?

Porque os vou comprar eu.

Hasta la vista!

Instagram husbands

8.12.15
Sabem aquelas contas do IG em que são sempre as próprias pessoas a aparecer nas fotos? As proprietárias da conta? Sabem?
Por vezes dou por mim a pensar, então se todas as fotos são dessa pessoa a conta não deveria ser dela, porque na verdade o fotógrafo terá de ser outra pessoa, certo?
(pode haver um tripé, sim, mas na maioria dos casos duvido)

Ora que os maridos do IG resolveram se unir e criaram os Instagram Husbands onde falam do que sentem por serem usados como selfie stick sem stick.

Coitados!