with the lights out

2.5.16
Este blog está a passar pelo túnel da escuridão.
Passam-me pela cabeça pensamentos sobre o facto de, após 10 anos, talvez esteja na hora de parar, ou quem sabe mudar.
Pergunto-me até onde se consegue prolongar um blog que, na era do brand yourself não tem propriamente um target muito menos um objectivo.
Se eu própria já me fartei de tanto que se faz por aí, sei melhor do que ninguém que também nada do que se faz por aqui é de registo.
E sei que algo vai muito mal quando me pergunto demasiado sobre o que escrevo e publico.
Esta sensação de que nada vale a pena carregar no botão publicar é algo que nunca cheguei a sentir por estes lados. Mas agora sinto.
Já não tem nada a ver com as velhas polémicas das redes sociais, nem sobre a elevação intelectual dos conteúdos, muito menos sobre a qualidade fotográfica que não me interessa grande coisa. Tem apenas a ver com a ligeireza de colocar coisas cá fora, sejam elas sobre opções estéticas, ideias, ideais, locais ou pessoais.
O que mais gosto de ver nos outros blogs que ainda vou acompanhando são coisas tão pequenas, tão simples, por vezes até mesmo básicas, que no momento em que as leio ou vejo sei que o caminho é tão mais simples do que parece à partida.
Mas depois...nada.
Resta-me manter o silêncio até que a vontade volte, se voltar.
Até já.




#thisisallaboutstyle

14.3.16

Ter estilo é isto.
Rir com todos os dentes e todas as rugas.
Há muito quem se esqueça deste princípio básico nos dias que correm.
OK, nem todos podem ter estilo, mas dentes...isso quase todos temos.
Às vezes é só difícil de acreditar.
A conversa do estilo é mera ironia.

[a fotografia foi roubada do FB da Pureza Fleming que tem um grande olho para estas coisas da moda, mas os créditos esses são daqui: Mariacarla Boscono shot Peter Lindbergh for Vogue Italia ]

I could live here

28.2.16

A integração perfeita entre o tradicional e o moderno.
A visão de 'arquitecto' sem esquecer a visão original da casa.
Cores, materiais, dimensão e localização perfeitas.
Sim, gostava mesmo de viver aqui.

Via Arch Daily.

Trabalho é a arte de fazer acontecer

22.2.16

Gostava muito que esta frase fosse da minha autoria pois expressa melhor do que outra qualquer o que me vai no pensamento. Mas na verdade esta frase é da Xiomara Marques que a trocou comigo numa mensagem de FB sobre trabalho.
Desde o início do ano que mudei radicalmente de trabalho, saltei para fora do computador e da secretária e iniciei um novo desafio na gestão de uma pequena empresa familiar.
Apesar de ter formação e experiência em gestão, investi muito tempo no negócio web e agora é como começar tudo do zero. É todo um novo mundo de coisas para aprender, produtos, negócio, sistemas de informação, pessoas, imagem, marketing, comunicação, etc. Tudo numa nova dimensão, bem real, de pedra, tijolo, carne e osso.
Há muito que sabia que queria mudar, o negócio dos blogs sempre foi algo transitório para mim, algo que começou por uma coisa que eu gosto e se transformou em negócio. Não quero com isto dizer que o Muda de Página vai desaparecer, não (gosto demasiado dele), vou ajustá-lo às minhas possibilidades, mas acima de tudo ao que eu mais gosto de fazer. Passar novamente de um trabalho para um projecto paralelo de coisas que me dão gozo, ao ritmo que me são naturais, e não ao ritmo de gerar dinheiro. Neste momento está em pausa, porque preciso aqui de um tempo de ajuste à nova realidade.

Estas coisas do trabalho têm sido surpreendentes para mim, a forma como tudo muda, como nós somos capazes de nos ajustar e adaptar às novas necessidades e realidades e como aquilo que nos faz felizes hoje, não é de todo aquilo que já nos satisfez antes.
Nunca pensei estar aqui hoje, nunca pensei fazer o que fiz antes, nunca sequer idealizei nenhum dos trabalhos por onde fui passando. Também não fui a estudante que sonhava em ser médica ou arquitecta, e achei que fosse fazer o mesmo a vida toda. Pois não foi isso que aconteceu de todo.
Muitas vezes toda esta inconstância me causa muita ansiedade, a sensação de que se está sempre à procura de alguma coisa é cansativa. Por outro lado, acho que o trabalho hoje em dia é isso mesmo, mutável, e quem se adapta sobrevive melhor do que quem se instala.

Cada vez que olho para estas 3 questões que uma vez me colocaram
"What are you good at?”
“What will people pay you to do?”
“What were you born to do?”

sinto que estou mais perto de lhes dar resposta a todas elas. Apenas as respostas não se dão com uma profissão ou um título como muitas pessoas se iludem, mas sim com aquilo que és capaz de fazer acontecer.


I could live here

24.1.16

A prática de namorar casas na internet continua a ser um exercício de procrastinação máxima neste blog.
Todos sabemos que é muito melhor ver e suspirar por estas casas em que tudo está perfeito, do que levantar o rabo para fazer alguma coisa pelas nossas, nomeadamente arrumar, certo?
Esta é linda demais!
Bom Domingo pessoas.









Via Yellowtrace.
Projecto de Noji Arquitects.

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