não cuspas no prato em que comes

7.9.12

7.9.12

#socialmedia from ABOVE on Vimeo.
(via P3)

É nojento, certo?

Pois eu estou constantemente a dar de caras com situações dessas na web. As pessoas usam o FB para falar, ligar-se, vender, matar tempo, distrair-se, divulgar as suas ideias, tudo e mais alguma coisa, mas no entanto estão constantemente a mal dizer a partilha de coisas online. Já para não falar quando o fazem com pessoas que ainda é pior.

Eu já pus em causa a minha utilização do FB, já sim senhora, mas sempre soube que no dia em que não quiser lá ir não vou, que leio e recebo as pessoas que me interessam e portanto a única responsável pela forma como lá uso o meu tempo sou eu mesma. Não há nenhum bicho papão a comer-me o cérebro, tenho a certeza!

É irónico este vídeo e a forma como é partilhado, mas ainda bem que 'perdi tempo' a ver, porque ganhei tempo a pensar e depois a agir de acordo com a minha razão. Sim, porque eu tenho uma, própria, que se faz pela minha cabeça e que me leva a navegar de um sítio para o outro, a ler ou não certas coisas e pessoas e a dedicar a essas actividades o tempo que acho bem. Não podemos é usar a rede para tudo e mais alguma coisa e depois dizer que é a mesma que nos lixa a vida, porque isso não é verdade!

7 comentários

  1. ADOREI!! adorei porque concordo com o que dizes, porque o vídeo está fenomenal, porque acerta no ponto e se tudo correr bem, faz pensar a cabecinha de muitos "alguéns".

    e fiquei muito contente por saber que a minha sanidade social é mantida porque ainda me mantenho algo fora do Twitter e não tenho iPhone, não há Instagrams, não há nada. se sou tentada muitas vezes? sim, claro, mas ao mesmo tempo gosto de não fazer parte de outra rede. gosto de saber que tiro fotografias com a minha máquina fotográfica e que entendo o que estou a fazer. gosto de saber que gasto dinheiro em rolos, na compra e na revelação, e não os escolho com um dedo para a frente e para trás.

    gosto de partilhar "cenas" mas abomino quem partilha mais do que deveria, e não percebe que as redes sociais não são um diário. tenho mais 1000 amigos no FB, mas 60% nunca os vi, mas não interessa, porque com os à séria, não é pelo FB que falo, com esses, estou com eles. e depois há ainda os outros que nunca vi, mas gosto deles à brava, como tu! :)

    agora esta vidinha tem de ser vivida e partilhada sim, mas temos de a viver e não ser espectadores da mesma por tanto nos afastarmos para registar e depois partilhar nas redes sociais.

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  2. Concordo bastante com o video e da que pensar, ja tinha visto um video semelhante. Acho que estamos tao consumidos e obsecados pela nossa vida e-social que nos esquecemos pura e simplesmente de viver.
    Esquecemos o conceito de pegar no telf e combinar um cafe e ir para a rua partilhar as novidades. O mais incrivel e que e muito facil deixarmo-nos levar pelas redes sociais e saber onde vemos por o travao. Eu prefiro o convivio na rua frente a frente mas reconheco que perco imenso tempo com blogs e facebooks, ate pq tb e uma forma de ter novidades faceis de pessoas que estao fora. E tudo a questao da bela da linha que separa o vicio da sanidade :)

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  3. Sinceramente ainda bem que vi este vídeo.
    Estou para escrever um texto que tenho para aqui guardado, sobre os meus últimos pensamentos em relação a redes sociais e bate um pouco certo com o teu.
    Cada vez mais dou comigo a pensar no que realmente interessa ou não.
    Beijinhos.

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  4. Concordo... e toca em pontos sensíveis nos quais já ponderei. Mas, confesso, do FB ainda não abdico. Faz pensar sim e isso já é bom. Obrigada

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  5. Hmmm, entendo o que dizes. Está nas nossas mãos (e cabeças) decidir como gerir o nosso tempo online e a importância que lhe damos mas não concordo que possas "desligar" assim tão facilmente... Somos mais influenciados por esta tecnologia do q queremos acreditar. Sinto isso particularmente em Londres onde tantas vezes já nem se enviam mensagens de telemóvel, é tudo via facebook e "toda a gente" parece estar sempre ligada, tens q responder e-mails na hora.
    Se podes decidir não entrar nessa onda? Pois claro, mas há sempre uma pressão social para o fazeres.
    Mas sim, no fundo tudo se resume a escolhas!

    ps: gostei do vídeo mas achei-o demasiado demagógico e fácil.

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  6. Vi agora o vídeo e sinceramente já não causa sensação, não vi nada de novo que possa levar comigo ou memorizar. A nível plástico está interessante mas o conceito dos frames a passarem rápidamente é o mesmo de um mural, enche, enche e pouca informação memorizamos. Acho que daqui a umas semanas ninguém se lembrará disto, como centenas de coisas que chegam umas atrás das outras.

    Estas férias fiz a mesma opção de algumas férias anteriores, ter net disponível e não me ligar a nada durante 3 semanas. Não saber. Consegui mais uma vez. Mas lixei tudo ao ligar-me há dois dias, realmente o excesso de informação e opinião só confunde, não faz assim tanta falta e a necessidade de partilhar a vida ao segundo também não. Os meus amigos dizem-me que irei mudar de ideias e eu não digo nunca, mas não sinto essa necessidade ainda, sinto é cada vez mais a necessidade de me desligar mais vezes para não sofrer tantas distrações. E com força de vontade até se consegue.

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  7. Olá Sílvia. O vídeo é interessante e dá que pensar sim senhor. Mas eu estou contigo: beber um copo às refeições não faz de mim uma alcoólica da mesma forma que não é por ter uma página no FB ou um blog que deixo de viver a vida real. Não se pode colocar tudo no mesmo saco porque as mesmas coisas podem ser usadas de forma diferente, indo do normal ao patológico, por pessoas diferentes. É pena que se generalize.

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