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as minhas escolhas @ luxwoman

5.10.14

Hoje podem ler no site da Luxwoman um pequeno artigo com as minhas escolhas, algo sobre mim e sobre os meus gostos, locais, comidas, pessoas, leituras, etc.
Espero que gostem!

[all about playing]: uma entrevista sobre a nossa família

11.7.14

Hoje eu e a família cá de casa estamos ali no blog pinknounou, onde a simpática Ana me fez algumas perguntas sobre as miúdas giras cá de casa e os nossos hábitos enquanto família.
Querem espreitar? É aqui.

cata-vento

17.6.14
flowers not vintage
Desde o tempo de miúda em que visitava com a minha mãe a loja da D. Berta no Lumiére que eu sonhava em ter uma loja vintage. Naquela altura esta expressão nem existia, mas eu só imaginava que aquela senhora passava a vida a procurar tesouros nos sótãos das casas mais bonitas do Porto. E do mundo. Sim, porque para mim, aquela senhora com óculos pontiagudos, sapatos roxos e chapéu na cabeça havia de viajar muito pelo mundo. Como eu um dia faria. Isto de andar na escola era apenas uma ponte para uma vida 'desviada' que eu sonhava ter. Entre bastidores de teatro e pubs de final de tarde em Londres, eu seria uma destas excêntricas que apenas o mundo poderia classificar.

Bem, deixemo-nos de histórias, que todos vocês sabem que eu hoje estou mais para 'geek' e dona de casa do que outra coisa, lá está, o mundo terá de esperar por mim e eu terei de continuar a sonhar com ele. Nunca se sabe.

Fico muito feliz por poder ver e visitar tanta coisa boa a aparecer no Porto que recupera tantas memórias e imaginários de casas e vidas passadas, que recicla e valoriza o que um dia foi nosso, e traz à nossa cidade todo um ecletismo que as mega stores nunca vão conseguir trazer. E o Porto é propício para isso, porque de todas as cidades do país sempre foi a que mais charme emanou nas ruas. Digo eu, que sou suspeita!

Há umas semanas atrás fui com a minha melhor amiga desanuviar as ideias e visitar a casa aberta das irmãs Ana e Patrícia, criadoras da loja Cata-vento Vintage. Foi uma surpresa tão boa visitar a casa delas, o bom gosto é uma coisa que não tem preço nem idade e que se sente facilmente em quem o detém. E elas têm muito bom gosto. A loja delas é a prova disso mesmo e as peças que elas seleccionam são escolhidas minuciosamente para fazerem parte deste pequeno tesouro que é o Cata-vento.

Aproveitei para tirar algumas fotos, trazer mais umas peças para mim, experimentar roupa e falar um pouco com elas, sobre este mundo das velharias, da segunda-mão e do vintage em Portugal.
Querem entrar e conhecer a Cata-vento melhor? Venham:

cata-vento (vintage shop)cata-vento (vintage shop)cata-vento (vintage shop)

Nome(s): Ana Carolina e Patrícia Jorge
Idade: 36 e 38 anos
Ocupação: à procura de novos futuros
Presenças web: Facebook Cata Vento
3 palavras sobre o cata-vento: amor pelos pedaços do passado


1 - O vintage é algo recente na vossa vida ou já tem, tal como as peças, um longo passado? 

O bichinho do vintage está dentro de nós há bastante tempo. Sempre fomos ‘recolectoras’ de objectos e pedaços do passado. Primeiro por nostalgia das coisas que tinhámos em casa das nossas avós: objectos da cozinha, peças de roupa, sapatos, malas, botões, revistas de Moda (a nossa tia-avó era modista!), brinquedos, “o infinito e mais além. As cores, as linhas, os desenhos, a tipografia, são elementos que sempre nos fascinaram.
Rapidamente ficámos viciadas em coleccionar tralha e entusiasmadas com a possibilidade de ir montando “puzzles” de objectos com história.

2 - Como surgiu o cata-vento? 

Uma paixão partilhada por duas irmãs e uma vontade muito grande de fazer aquilo que gostam: andar a caçar tesouros de outros tempos. E bom, como já não temos mais armários e espaço para guardar tamanha tralhice, decidimos que seria interessante partilhar esta nossa paixão com as demais pessoas.

3 - Quem vos visita o que pode esperar encontrar? 

Por um lado, aquilo que já é designado como o ‘malódromo’, onde vamos expondo diferentes tipos de malas e carteiras. Depois armários recheados com peças de roupa, loiças, objectos de decoração de décadas passadas, bem como algumas peças de mobiliário.

4 - As vossas peças são exclusivamente portuguesas ou também vêm de fora? O que vocês acham do vintage português vs o de outros países? 

Em termos de objectos para o lar damos bastante importância a peças genuinamente portuguesas: garrafas térmicas da Fergel ou da Lusotermo, plásticos da Plasfil, da Figueira da Foz ou de Leiria e loiças de marcas históricas como Sacavém, Raul da Bernarda, Coimbra, Candal, Vista Alegre, Viana ou Sado Internacional. Claro que também temos coisas de outros países, em particular peças de roupa e carteiras. Não estamos dedicadas em exclusividade a uma única proveniência.

5 - Como é que se vive de vintage em Portugal? Há mercado em termos de procura e de material para alimentar um negócio? 

Há mercado e muito por explorar, agora há um interesse muito grande pelas maravilhas do design industrial e o nosso país tem uma herança industrial muito forte. A tipografia das zonas comerciais também ganharam muitos entusiastas.
É muito curioso perceber padrões reveladores da nossa história. Por exemplo, as malas e carteiras até aos anos 80 eram muito sóbrias, é raro encontrar peças de cores que fujam ao preto-castanho-azul e roupa que seja justa. As peças dos anos oitenta são ilustrativas da mudança, da utilização de cores, ou da quantidade de peças disponível.
Quando compramos noutros países percebemos muitas diferenças por época. Temos verdadeiras lições de história económica, social e cultural nestas andanças!

6 - Quem são os vossos clientes? 

Temos muitos amigos clientes e clientes que se tornaram amigos.
Compramos com base no nosso gosto pessoal, mas muitas vezes vemos peças e pensamos numa determinada pessoa. Temos pedidos pendentes de peças que tentamos encontrar. Mas creio que não tenhamos um perfil especifico de cliente.
Há quem vá para comprar uma mala e saia com um serviço de chá. A caça ao tesouro tem destas coisas!

7 - Já todos sabemos que passamos uma fase de revivalismo em Portugal, por isso as peças de décadas passadas estão muito em voga. Acham que isto é uma moda passageira ou veio para ficar? 

Sempre houve interesse pelas coisas do passado e é recorrente usá-lo para fazer o presente. O que é valorizado e está em voga é que vai mudando, percebemos que é ciclico, já passamos por alturas que todos queriam gira-discos, depois veio a vaga do mobiliário das décadas 50, 60 ou 70.
Neste momento podemos afirmar que é muito raro encontrar candeeiros para tantos pedidos. E bom, encontrar cães de loiça a preços acessíveis é missão impossível!
O sotão da avó, a casa da tia, a casa dos vizinhos foram essenciais para a construção dos nossos imaginários. Jogámos Spectrum, falámos no Tom Sawyer e na Candy Candy, víamos o Roque Santeiro e todos sabemos de cor as músicas do Verão Azul ou das Misteriosas Cidades do Ouro.
Já as gerações posteriores têm outro tipo de referências: as Playstation 1, os GameBoy ou o Dragon Ball, por exemplo.

8 - O vosso estilo pessoal é muito influenciado pelo negócio ou o negócio é influenciado pelo vosso estilo pessoal? Como é que se separam de peças que gostam?

Talvez a segunda opção seja a mais correcta, pois normalmente gostamos bastante das coisas que disponibilizamos para os outros. O processo de triagem por vezes é duro, implica sempre alguma negociação entre as duas – a irmã mais nova tem mais dificuldade em separar-se das tralhas. Vivemos um bocadinho com as peças e depois deixamo-las partir para novas mãos.

9 - E o Porto, com todo este rejuvenescimento da cidade, novos negócios e pessoas, é o local ideal para lançar um negócio deste género? 

É no Porto que vivemos e queremos continuar a viver. O eixo compreendido entre a Rua do Almada e a Mártires da Liberdade alberga variadíssimos locais dedicados às coisas do passado e é engraçado ver como os novos negócios se estabelecem e convivem ao lado das casas de velharias e antiguidades mais tradicionais.
Em relação à roupa somos grandes admiradoras da Mão Esquerda, da Absolute Tribute, da Mon Pêre entre outras, pois para além de encontrar peças incríveis, partilhamos amor pelas mesmas, é engraçado estar a conversar com quem vive isto e para isto durante horas.

10 - Para quando uma loja física e online? Está nos vossos planos?

Sim, obviamente adoraríamos ter um espaço físico, mas primeiro queremos ver como corre a experiência online.

11 - Para quem quiser ver as vossas peças ao vivo, onde vos podem encontrar nos próximos meses? 

Quem quiser visitar a nossa sala só tem que telefonar ou enviar uma mensagem e nós abrimos a porta de casa. Pelo menos uma tarde de sábado por mês teremos a porta aberta para quem quiser espreitar e temos algumas peças à venda na Mão Esquerda, Second Hand Shop, ali na Rua de Santo André, perto dos Poveiros.
  cata-vento (vintage shop)cata-vento (vintage shop)cata-vento (vintage shop)

E já agora fiquem a conhecer o serviço de chá mais bonito do mundo. É meu e veio da Cata-vento. Isso mesmo! (queria ter melhores fotos, mas para já é o que se arranja):
  serviço chá sacavem

Sónia Sapinho · Escolhidos a dedo

30.4.14

Ultimamente andamos todos apaixonados por este quadrado mágico que é o instagram. Ainda ninguém percebeu se será apenas uma moda, se um marco icónico da fotografia do século, se uma rede social poderosa. Cada um à sua maneira aprecia esta forma de nos ligarmos uns aos outros com imagens.

Uma das coisas que mais gosto de perceber nas contas que sigo são os estilos que vão surgindo.
E foi com alegria que fui começando a identificar na Sónia Sapinho um tipo de fotografia característica. Ela pegava num qualquer objecto do quotidiano, segurava com a mão num fundo liso e fotografava. Objectos tão simples nos quais não reconhecemos valor estético de repente davam vontade de imprimir e colocar numa moldura.
Este hábito da Sónia foi se repetindo vezes sem conta até que um dia ela resolveu juntar tudo num tumblr, devidamente arrumado e com o destaque merecido. E por isso agora é possível apreciar o 'escolhidos a dedo' em forma mosaico em escolhidosadedo.tumblr.com.

Ora eu, que ultimamente ando com a necessidade de convidar pessoas para o meu espaço, e que já era amiga virtual da Sónia há algum tempo, resolvi enviar-lhe umas perguntas para saber mais qualquer coisa sobre estas fotos e sobre o que a Sónia  pensa e anda a fazer por aí pelos caminhos virtuais.
Falar é bom e eu gosto de trocar ideias e por isso tenho feito este exercício de em vez de ficar apenas a admirar as ideias e o trabalho de quem gosto, aproveitar para dois dedos de conversa que só fazem bem à alma e à curiosidade.

Fiquem então com a Sónia Sapinho e com o 'escolhidos a dedo':




Nome: Sónia Sapinho

Ocupação:
Mãe
Designer de cerâmica de formação
Marketeer de pós formação
Designer e gestora de comunicação (virtual e real em part time e freelancer)
"Tudo e mais alguma coisa" de projectos próprios como o Ditado
Curiosa (in)disciplinada

Presenças web:
website: www.soniasapinho.com
instagram: www.instagram.com/soniasapinho
flickr: www.flickr.com/soniasapinho
tumblr: www.soniasapinho.tumblr.com
www.purplish-red.tumblr.com
www.escolhidosadedo.tumblr.com
twitter: www.twitter.com/soniasapinho
pinterest: www.pinterest.com/soniasapinho
facebook: www.facebook.com/ditado

3 palavras sobre ti:
Ir
Rir
Descob(rir)


1) 'Escolhidos a dedo' é um nome que deste a uma página tumblr com fotos do instagram que mostram um e só um objecto que seguras com a mão. São mesmo escolhidos a dedo?

Sim. São mesmo escolhidos a dedo só que de uma forma espontânea e não programada. Não ando a pensar em objetos para registar, nem tenho uma lista para cumprir. É uma coisa que acontece e que faço questão de manter.
Às vezes tenho de parar o que estou a fazer para registar o objeto. E é esse, para mim, o maior encanto desta coleção que é sobretudo uma coleção minha*. Quando me lembro de registar não posso esperar mais. É apontar e clicar. Já aconteceu, por exemplo, estar a fazer a sopa para família e parar de descascar uma courgete por ter de ser imediatamente fotografada :)

*a certa altura comecei a pedir a algumas pessoas que usassem a # em determinadas fotos, havendo assim, no instagram e também no tumblr, algumas fotos de outras pessoas que são “escolhidas a dedo” por mim.


2) Para quem vê agora parece-nos uma série com um tema preparado. Foi assim, algo que querias fazer ou aconteceu por acaso? Conta-nos como foi.

Sim, agora parece que é uma série com tema preparado mas aconteceu por acaso. Mais do que uma série é uma coleção que nasceu espontaneamente na minha conta de instagram. No início era apenas um conjunto solto de fotos de coisas que eu aprecio e que foi crescendo. A certa altura a @ritacordeiro, a minha instagrammer favorita, disse-me:
- Tens de arranjar uma # para as tuas fotos com as coisas na mão!
Assim fiz e o que era um conjunto de fotas soltas transformou-se numa coleção e não parou de crescer. Claro que passou a ser mais consciente a compilação agora que tinha uma "casa".
As fotos acontecem sempre que no meu dia a dia me cruzo com coisas dignas do meu “selo de aprovação". Um objeto, um alimento, o que for. Há cerca de dois meses senti que era tempo de a coleção ter um espaço próprio onde eu e quem vem seguindo a coleção a pudesse apreciar toda junta. Nasceu o escolhidosadedo.tumblr.com. Parece que fiz bem porque recebi, inesperadamente, muitas reações positivas, e até o teu convite para esta entrevista.

3) Acho que na forma como as coisas acabam por surgir no teu feed de imagens, consegues pegar em algo banal e fazer dele um objecto digno de moldura. Este projecto tem algum objectivo futuro?

Obrigada, Silvia. É mesmo essa a intenção que tenho ao fazer estas fotos desde o ínicio:
- retirar algo do seu contexto quotidiano, isolá-lo, colocá-lo num pedestal e percepcionar o objecto de outra forma. Fico feliz por conseguir passar essa mensagem.
Futuro?! Bem pensado. Queres ver que a tua pergunta é o começo de alguma coisa? Até agora não tinha pensado nisso. Objetivo futuro: talvez pensar nisso.

4) Todas estas fotos surgiram graças ao instagram, e vejo que tens sempre uma presença muito activa nas redes sociais. Gostas de comunicar desta forma? O que pensas sobre as redes sociais e a forma como comunicamos com elas? O que é para ti um bom comunicador nas redes sociais?

Gosto de comunicar. Eu acho que a forma de comunicar nas redes sociais é igualzinha às outras formas de comunicação entre grupos de pessoas mas com um ultra megafone encostado à boca e uma caneta de tinta permanente na mão!
Todas as nossas ações geram reações seja nas redes sociais virtuais ou nas redes sociais reais, como a da mesa do café, ou a dos colegas no local de trabalho. Aqui é só uma questão de escala e de perpetuação do que se comunica, para o bem e para o mal.
Eu, particularmente, nas redes sociais gosto da partilha de conhecimento e de imagens, de me poder ligar a pessoas com interesses comuns e nalguns casos ir estreitando as empatias tal como fiz a vida toda com as pessoas que se iam cruzando comigo em pequenas redes sociais: a escola, os desportos, o trabalho, os amigos dos amigos. Gosto também muito do poder de escolha do que vejo ou sigo. Talvez seja essa, para mim, a melhor característica destas novas formas de comunicação. O poder de escolha.
Talvez seja uma visão muito linear e pragmática da coisa mas isso sou só eu a ser eu própria.
Para mim um bom comunicador das redes sociais é alguém que é genuíno, que tem um caminho e identidade própria e que não se afirma por oposição aos outros. Alguém que é cortês e simpático sempre.

5) Por último, blogs, és uma fã de tumblrs onde reúnes imagens. És leitora de muitos blogs? Queres nos deixar alguns endereços? O que te cativa num blog?

Gosto mais de blogs de ver do que de blogs de ler. As minhas leituras online faço-as, maioritariamente, nos clássicos New York Times, Vogue US e Harpers Bazaar US.
Gosto de saltar de blog em blog e apesar de seguir alguns há bastante tempo nunca os tive em lista de feed. Gosto de os ver no seu ambiente natural e do acto de lá ir ao meu ritmo.
Desde que me alistei no instagram (06/2012) confesso que diminuí os meus passeios pelos blogs. O meu tempo livre é o mesmo e a oferta é substancialmente maior.
O que me cativa são blogs com conteúdos de design, moda e lifestyle com sentido de humor, generosidade e boa apresentação visual.
Em jeito de #escolhidosadedo hoje, aqui, "pego" e "ergo" o Mrs. Lilien que é um dos meus favoritos e representa na perfeição o que me cativa.


[hoje estou ali]: histórias contadas

24.4.14




A Marta contactou-me a pedir alguns conselhos para o seu blog 'histórias contadas', e conversa puxa conversa, acabou por me convidar para a sua rúbrica 'bloggers story' que eu aceitei com muito gosto. E falei, falei, falei...
Vejam a entrevista aqui.

[eu gosto é de blogs]: boop

13.3.14
Apesar dos ossos do ofício que me fazem olhar para páginas todos os dias, continuo a vibrar sempre que descubro um blog que gosto. É como se estivesse a acrescentar companhia (da boa) aos meus dias.
Sei que quando tomo o meu café tenho mais um sítio para passear e me deliciar.

Pois foi exactamente isso que senti quando descobri o blog da Daniela, o Boop. Fiquei apaixonada pelas fotografias e pelos passeios que ela me leva a fazer pelo Porto, que tanto adoro. Sinto como que se saísse com uma amiga e fossemos fazer um bom programa.
A Daniela leva-nos pelas ruas do Porto e mostra-nos o seu olhar único sobre uma cidade e lugares que ela conhece como a palma da própria mão. Também vamos por vezes de férias com a Daniela e os amigos e vemos os lugares, a comida, os amigos em volta de uma mesa, de um piquenique, de uma boa comida com muita conversa.
E depois, para tornar tudo ainda melhor temos pequenos apontamentos do estilo da Daniela, que não vão deixar ninguém indiferente, pelo menos a mim não deixam!



Quando descubro estas portas de casas virtuais que adoro, gosto de bater a ver se vem alguém à porta para trocar dois dedos de conversa. E não é que a Daniela apareceu logo?
Fiz-lhe algumas perguntas que ela simpaticamente respondeu e que partilho aqui com vocês, pois sei que vão gostar tanto como eu de ler as respostas!

Um bom dia para todos!

Nome: Daniela Marqueiro
3 palavras sobre ti: Determinação, fantasia e curiosidade
Idade: 33 anos
Ocupação: Designer Gráfica e professora
Presenças web: www.boopblog.com | www.instagram/boopblog | www.facebook.com/boopblog

1 - 'Boop', de onde vem este nome e o que significa para ti? 
O Boop surgiu da vontade de partilhar algumas experiências pessoais que tenho na cidade do Porto. Como sempre tive dificuldade em criar nomes, recorri a fórmulas com sílabas, relacionadas com blog e porto/oporto. Também sabia que queria um nome pequeno, para ser fácil de identificar e memorizar. Resultou Boop.

2 - Porquê ter um blog?
O blog foi a ferramenta que me possibilitou criar este espaço de partilha, através da publicação de fotografias que ilustrassem os momentos e experiências que tenho na cidade, os cafés e restaurantes que frequento, as ruas por onde passo, e todos os locais que me motivam para fotografar. Sempre fui uma apaixonada pelo Porto e gostaria que o Boop fosse um reflexo disso, uma atitude pessoal, de alguém que sente vontade de viver a cidade e acredita que o pode fazer.

3 - A fotografia do teu blog prende-nos no primeiro minuto que o visitamos. És a autora de todas as fotos? Qual a tua relação com a fotografia?
Sou autora de quase todas as fotografias. Às vezes recorro à ajuda do meu namorado ou de quem estiver comigo no momento em que preciso de fotografar alguma situação específica. Normalmente preparo a máquina e fotografo primeiro para exemplificar os enquadramentos, porque é mais fácil para compreenderem o que pretendo. Embora as imagens que publico não sejam totalmente planeadas, por vezes procuro algo concreto. Enquanto designer gráfica, sempre trabalhei com fotografia e isso exigiu uma constante pesquisa e atualização, mas não me considero por isso uma fotógrafa profissional. Gosto simplesmente de fotografar porque me permite “congelar” momentos que vivencio e que quero partilhar.



4 - O Porto está quase em cada um dos teus posts. Nasceste no Porto? Qual a tua relação com a cidade?
Nasci no Porto, cresci no Porto e sempre vivi no Porto. Representa a minha cidade, a minha família, os meus cães e os meus amigos. Tenho uma paixão imensa pela Invicta, pela sua arquitetura, pelas pessoas, pelos locais, pelas ruas e pela luz, mesmo nos dias mais cinzentos. Também considero um privilégio estar tão perto do rio e do mar. A minha relação com a cidade sempre foi de grande proximidade e cumplicidade. Quando comecei a fotografar, utilizei-a como “cenário” porque precisava de uma motivação para aprender a fotografar. Mas não pretendia partilhar o Porto como uma cidade turística. Senti uma necessidade de transmitir com as minhas fotografias uma visão pessoal de quem utiliza a cidade como outra pessoa qualquer e, se possível, fazer do Porto um lugar onde apeteça viver. 

5 - Publicas muitos sítios que visitas no Porto: restaurantes, cafés, etc. O teu blog pretende ser também um pouco 'guia' para quem visita a cidade? 
Sempre gostei muito de passear no Porto, de frequentar alguns locais mais antigos e tradicionais, conhecer espaços novos, mas principalmente restaurantes e cafés porque são espaços que caracterizam as cidades e as pessoas que os frequentam. Também gosto muito de gastronomia. Sentar-me à mesa e deliciar os sentidos é sem dúvida um dos meus grandes prazeres. Depois de começar a partilhar os primeiros posts sobre alguns locais no Porto, surgiu um feedback positivo de amigos e outras pessoas que visitavam o Boop, e decidi então continuar a partilhar. Por vezes, também recebo emails de pessoas que visitaram a cidade pela primeira vez e aproveitaram para incluir no roteiro os locais que sugeri, o que é sem dúvida gratificante. Neste sentido, acho que o Boop pode ser um um pouco guia na descoberta da Invicta, sugerindo espaços para visitar e ajudando a fazer algumas escolhas.

6 - És leitora assídua de muitos blogs? Quais?
Neste momento gostaria de ter mais tempo para passear na blogosfera. Se pudesse perdia horas. Acompanho alguns blogs nacionais e estrangeiros de lifestyle, moda, interiores e culinária, que estão sempre nos meus favoritos: Seoul State of Mind, Lolita, Tales of Endearment, Park&Cube, Marta Vargas, The Coveteur, Blue Bird, Weekdaycarnival, Tapas na Língua, Paperkite Photography, Editer, Garance Doré, Raparigas como Nós, Kinfolk, Froufrouu, In The Mood For Food, Nancy Zhang, Little Upside Down Cake, Clavel´s Cook, Chilli com Todos, e outros.



7 - Em Portugal assistimos a um crescente lançamento de blogs de todo o tipo na Internet. Será que a nossa geração tem muito a dizer/mostrar ao mundo, ou estaremos a assistir a uma moda que em breve poderá ser substituída por outra? Qual a tua opinião sobre a 'blogosfera' portuguesa?
Conheço vários blogues portugueses de grande qualidade que acompanho há alguns anos e se destacam pela pertinência dos temas tratados. Ficaria muito triste se desaparecessem. Na minha opinião a blogosfera portuguesa é igual às outras, podemos encontrar blogues que vão de encontro a todos os tipos de preferências. Basta fazer uma pesquisa e selecionar de acordo com interesses de cada um.

8 - Qual o caminho que gostavas que o boop percorresse nos próximos tempos? 
Gostaria que continuasse a percorrer o mesmo caminho, mas com atualizações mais frequentes. Tenho outras ideias para desenvolver e muitos espaços para partilhar.
O Boop acaba por ser um prolongamento de mim própria, pois partilho apenas aquilo de que realmente gosto. Quando publico um post sobre um local ou um produto específico é porque me identifico com ele e acho que vale a pena dar a conhecer.
Na minha conta de instagram, por exemplo, não tenho tanto esse cuidado. Vou partilhando simplesmente experiências momentâneas. Com o tempo percebi que ter um blogue requer muito tempo e dedicação, e sendo o Boop um blogue individual depende só de mim e da minha disponibilidade. No último ano tornou-se complicado estar tão atualizado quanto gostaria. Voltei a estudar e compatibilizar a vida de designer, professora e estudante transformou-me num verdadeiro desafio. Mas é uma fase apenas.

9 - Se o teu blog tivesse banda sonora, o que poderíamos estar a ouvir agora? 
Talvez algumas músicas de Lykke Li, Cocorosie...


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