O Brandon do Humans of New York está na Europa, a fotografar e contar histórias de refugiados. Podem pensar que é uma estratégia de marketing para levar o seu projecto até níveis ainda mais altos do que já foi, e se calhar até é, mas eu só consigo ver alguém a sair da sua zona de conforto para levar imagens e histórias a percorrer o mundo e, quem sabe, até mesmo a mudá-lo.
Porque as imagens têm essa força e as histórias essa verdade.
Nem de propósito ontem vi este filme:
Que me tocou particularmente não pelo lado de jornalista desta mulher, mas sim, pelo lado de mãe, porque todo o filme eu pensava sempre como podia ela abandonar as suas filhas e família para ir para cenários de guerra.
Até que numa parte do filme a filha diz que a sua mãe faria muito mais falta a todas as crianças em risco em cenários de guerra do que a ela própria.
Altruísmo irreal, bem sei, mas...
Quando vejo os jornalistas a acompanhar situações limite como a de estas pessoas, em que tudo o que fazem é disparar continuamente, por vezes vejo-os como abutres, isentos de emoção perante o que se passa diante dos seus olhos. Mas se não fosse esse disparo contínuo, essa pessoa que regista o que os nossos olhos evitam ver, se calhar o mundo seria muito mais lento a mudar.
E o mundo precisa de mudar.
Por isso, fica aqui a minha admiração pelo Brandon e por este seu projecto de imagens e pessoas reais. E tenho a certeza que as suas histórias e imagens vão mudar muito mundo.
há vários dias que leio e ouço dezenas e dezenas de comentários, posts, entrevistas, conversas sobre este acontecimento social a que deram o nome de "geração à rasca".
ora, enquanto eu estou em literal explosão física e com todas as minhas hormonas a saltar, não consigo muito bem organizar as ideias e oscilo entre a raiva em ebulição e a passividade de quem precisa de uma boa noite de sono. como essa noite já não vai ser hoje, nada melhor do que um espaço na internet aqui mesmo à espera de ser usado para dar asas a pensamentos cada vez menos organizados.
não compreendo como é que é possível que, após a mobilização de milhares de pessoas em todo o país, ainda haja gente que se concentra e preocupa apenas com a questão musical daquilo a que chamam movimento. é que já ouvi mais debates e comentários sobre a capacidade do gel em ser um líder, ou a intenção dos deolinda ao usar a palavra parvos, ou sobre um festival da canção que está há décadas adormecido do que sobre o que significa o facto de tanta gente, chamada de passiva pela história recente, levantar-se do sofá e trocar os seus comandos e telemóveis por uma simples e clara folha de papel e vir para a rua falar do que lhe vai na alma.
eu não quero com isto retirar o mérito que é devido às canções, porque foram elas e os artistas que as criaram, que ao longo de décadas inspiraram as pessoas a pensar e tantas vezes a agir. ora, o gel e o falâncio, os deolindas e os zecas afonsos, são isso mesmo...artistas! pessoas que, goste-se ou não, têm o dom de com o seu som e as suas palavras arrepiar a pele de quem os ouve, fazer rir de imagens que muitas vezes são as nossas, e juntar multidões que ao som dos seus acordes ganham um ritmo no passo e no coração. isso, para mim, é impagável.
mudam as políticas? resolvem as situações? procuram as soluções? não...mas fazem-nos tantas e tantas vezes pensar, no carro, na rua, no meio da multidão, e encontrar aquele resto de coragem que nos faz ir e fazer o que temos de fazer.
sobre o resto, que neste caso é de facto o cerne da questão, eu posso dizer que sou da geração a que chamaram de rasca, mas não estou à rasca, porque até hoje me tenho desenrascado.
o mundo mudou e aquilo que as pessoas tomavam como certo já não é mais. é difícil de um momento para o outro perceber que tudo aquilo de que nos falaram enquanto crescemos de facto já não existe para nós. isso pode ser um problema, mas também a maior das oportunidades que podemos ter para refazer o que já todos percebemos que está podre, que é este estado social da treta e um governo desgovernado.
se duas músicas podem agitar pensamentos, mobilizar pessoas, incitar à discussão e ao descontentamento aberto e assumido, então venham mais cinco, dez ou vinte.
o que eu acho que todos temos de perceber e ultrapassar é esta questão dos canudos e daquilo a que nos dão acesso. não digo que quem estuda para ter uma determinada profissão não deve aspirar a tê-la, não é isso. mas a ideia de que o estatuto faz o profissional é que está completamente errada.
cada um opta por fazer o percurso académico que mais lhe convém, ou que mais gosta, mas tem de saber por e para onde vai e assumir esse risco na sua vida. não estou de modo nenhum a defender a ideia da geração dos cinquentas anos que usam os argumentos gastos e infundados de que trabalho há muito e as pessoas não querem é fazer nada. acho que todos temos direito de procurar na nossa vida o que nos faz felizes e nos traz auto reconhecimento, seja isso ser electricista, condutor, engenheiro ou médico, não cabe a ninguém julgar o que os outros aspiram para si mesmos.
se por um lado as oportunidades de trabalho por cá estão cada vez mais escassas, ainda bem que as fronteiras estão mais abertas, que a nossa geração, mais do que qualquer outra tem a facilidade da mobilidade seja ela física ou virtual através da internet e outros meios de comunicação. hoje, mais do que nunca, temos acesso ao mundo e o mundo pode nos ver a nós. para mim, isso é precioso. se calhar, quando tiver 65 anos não vou ter uma vida descansada, mas se o meu percurso até lá chegar for feito de algo que me deu gozo construir e me fez feliz, isso vale mais do que qualquer vida atrás de uma secretária, ou na frente de uma sala de aula, a desejar todos os minutos do meu dia que tudo acabe.
sobre as várias questões políticas e sociais que esta conversa suscita não vou sequer falar, porque são demasiadas bolas para se manter no ar numa só conversa e continuar a fazer algum sentido.
eu, estou orgulhosa de todas as pessoas que saíram à rua e fizeram ecoar a sua voz, estou orgulhosa das letras e sons de músicos que conseguem arrepiar almas e mexer com as mentalidades, estou farta da hipocrisia de alguns pseudo-intelectuais que povoam a televisão e a internet e que gostam de chamar a si uma realidade que nunca experimentaram.
qual o meu espanto quando hoje leio um comentário no meu blog a dizer que a placa desta fotografia tinha sido roubada!!!! roubada... há uns meses atrás fiz este post sobre as binas e fotografei esta loja antiga na rua de ceuta no porto...será que despertei a má curiosidade? a quem souber alguma coisa deste pedaço de história, é favor falar no café ao lado da velo invicta no porto...pelos vistos, os legítimos donos da placa oferecem uma recompensa, uma vez que a mesma é de enorme valor sentimental para a família... terá sido uma brincadeira de mau gosto???? puro vandalismo? ou será que daqui por algum tempo vamos abrir uma revista de decoração e deparamo-nos com um "apontamento vintage" numa qualquer casa "da moda"??? esperemos que não. se eu vir a placa a "pairar" por aí podem ter a certeza que vou "meter a boca no trombone", ai vou, vou...
hoje fui ao porto e para pena minha esqueci-me da máquina, mas por sorte encontrei no flickr exactamente o que precisava...uma foto desta loja! para quem é do porto ou por lá anda com certeza que se lembra daquelas duas lojas logo a seguir à machado joalheiros, uma era uma loja de papel de parede muito antiga e a outra de casacos de pele. ambas as lojas eram lindíssimas, pela sua arquitectura e design, sendo que esta última tinha uma decoração de conto de fadas, com candeeiros imponentes no tecto, talha dourada nos armários, chão de madeira, etc, etc... a loja do papel de parede lá foi para as mãos de um chinês qualquer, que em meia dúzia de dias transformou aquilo num galinheiro de plásticos e luzes néon:( hoje resolvi ir espreitar a loja dos casacos de pele, pois lembro-me que tinham modelos dos anos 60/70 líndissimos com cortes fantásticos, na altura não me atrevia a lá entrar por causa dos preços, mas agora isso não me incomoda nada...e lá fui eu... qual não é o meu espanto quando chego e verifico que ao todo só haviam para aí 20 casacos, o mobiliário e espelhos estavam encostados às paredes, as montras tinham umas aplicações de chão e parede a imitar pedra, mas em plástico, do mais foleiro que se pode ver, e, lá dentro num dos armários de talha dourada, sentado, um sr. a ler o jornal. entrei... - boa tarde! - só tem estes casacos? - sim, são os restos que estão aí nesse cabide. - vão fechar? - não, vamos mudar de ramo. - ai sim? para o quê? - venha para a semana e já vê (nota: quem se ilude que os comerciantes velhinhos que estão nas lojas são muito simpáticos e prestáveis, engana-se redondamente. geralmente, para as pessoas com ar jovem e de poucas posses como é o meu caso, são de uma antipatia congelante, acho que estão sempre com medo que lhes roubemos alguma coisa!) - não me diga que vão tirar tudo o que aqui está dentro? (digo eu a olhar para os fantásticos espelhos e mobiliário) - venha para a semana e já vê!!!! (desloco-me para ver os casacos de homem) - esses casacos não são para si, são de homem - eu sei, boa tarde
começou a irritar-me o homem e saí já sem pena nenhuma dele e até a pensar, "com essa simpatia não admira que o negócio não te corra bem"
enfim, fora a triste cena do comerciante, tenho a certeza que vão fazer daquilo outra loja dos chineses!!! não acredito! não haverá por aí alguém que tenha ganho o euro milhões e queira deitar mão a estas coisas??? já não falo da câmara, mas alguém rico??? a rua 31 de janeiro, outrora rua de santo antónio, já foi uma das ruas com as lojas mais chiques do porto, hoje é de fugir! depois chegas ao cruzamento com a santa catarina e a loja da esquina, que também já foi digna de espanto...fechada...sem nada lá dentro...sem ponta do glamour de outros tempos...e olhas para a direita, e vês o cinema águia d'ouro a cair, no qual alguém escreveu a vermelho "e tudo o vento levou"... pois é, e tudo o vento vai levando nesta cidade linda de morrer, com tantos edifícios e lojas a serem perdidos no esquecimento e no abandono! não há por aí alguém interessado em meter mão nisto?
já agora, se alguém ler este post e para a semana se deslocar para esses lados do porto, por favor tire uma foto ao belo serviço que eles vão fazer da loja e mande para aqui...apenas para sabermos se os chineses ganharam de novo ou se o "puorto" ainda se vai conseguir manter de pé!
Por detrás de um espectáculo de Dança, Teatro, Música, Circo, Cinema ou Audiovisual esconde-se uma realidade preocupante, a realidade com que os profissionais das Artes do Espectáculo se confrontam nas suas condições de vida e de trabalho. Actores, músicos, bailarinos, coreógrafos, encenadores, realizadores, técnicos de audiovisual e tantos outros profissionais têm vindo, ao longo dos anos, a ser confrontados com condições de trabalho cada vez mais precárias, com graves consequências para a sua vida pessoal e profissional, sobretudo devido: • à imposição ilegal de contratos de prestação de serviços (recibos verdes), com a negação de direitos que daí resulta para os trabalhadores; • à instabilidade ou irregularidade contratual, muitas vezes resultante da própria dinâmica da actividade artística, que acaba por penalizar os profissionais que assim se vêem sem salário nem acesso ao subsídio de desemprego; • à desprotecção social resultante da situação contratual, que nega a estes trabalhadores o direito à protecção no desemprego, na doença na maternidade ou na invalidez. Apesar de há muito ser conhecida e reconhecida esta realidade, nunca foram tomadas medidas que permitissem resolver estes problemas. As promessas feitas por sucessivos Governos foram sendo adiadas e são agora adoptadas soluções que mantêm e agravam os problemas e dificuldades já existentes. A aprovação da Proposta de Lei n.º 132/X pela Assembleia da República, constitui um sério motivo de preocupação para os trabalhadores das Artes do Espectáculo. A nova lei não só não resolve os problemas que já hoje existem como ainda cria novas dificuldades onde elas não existiam. A Proposta de Lei, aprovada exclusivamente com os votos favoráveis do Partido Socialista: • não põe fim à situação de desprotecção social em que se encontra a maioria dos profissionais das Artes do Espectáculo, adiando a adequação do regime de protecção social à sua situação laboral; • tenta apropriar-se do termo "intermitente" remetendo para um conceito que nada tem a ver com a real intermitência das Artes do Espectáculo, permitindo que os profissionais já vinculados por contratos de trabalho a tempo indeterminado vejam o seu salário reduzido em certos períodos quando até aqui isso não acontecia; • não põe fim à utilização abusiva e ilegal do regime de prestação de serviços (recibos verdes), que continuará a ser imposto por ser mais vantajoso para as entidades patronais; • não considera os trabalhadores das profissões técnicas como verdadeiros profissionais das Artes do Espectáculo, incluindo-os apenas de forma parcial no seu âmbito de aplicação; • cria um regime laboral mais desfavorável do que o previsto para a generalidade dos trabalhadores no que diz respeito ao pagamento do trabalho nocturno ou aos limites de sucessão, duração máxima e renovação dos contratos a termo; • cria uma contradição com o n.º 2 do artigo 178.º do Código dos Direitos de Autor e dos Direitos Conexos no que diz respeito à remuneração dos direitos de autor, fragilizando a posição dos artistas. Pelas razões expostas, e por considerarem que a valorização das artes e da cultura impõe a dignificação dos seus profissionais e o respeito pelos seus direitos sociais e profissionais, os abaixo-assinados solicitam a Sua Excelência, o Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, a não promulgação da Lei que aprova o regime dos contratos de trabalho dos profissionais das Artes do Espectáculo.
Sábado, 9 Fevereiro, às 10H, no Mercado do Bolhão, os cidadãos, movimentos, associações, personalidades, comerciantes do Porto, vão reunir-se amanhã por forma a expressar publicamente a total discordância com o acto de pura especulação imobiliária que vai acontecer no Mercado do Bolhão, demolindo todo o interior do Mercado do Bolhão para transformação num shopping. Irá decorrer no Sábado a recolha de assinaturas para PETIÇÃO ONLINE, lançada na semana passada, para ser entregue na Assembleia da República. A petição conta até ao momento, com cerca de 7.000 assinaturas.
Texto da Petição:
Os cidadãos do Porto não podem deixar de manifestar, publicamente a sua total discordância e solicitar às Entidades e Organismos competentes que impeçam esse “acto de puro mercantilismo”, que pode ser «a demolição do Mercado do Bolhão», já autorizada pela Câmara Municipal do Porto, num desrespeito absoluto pelo Património Arquitectónico e Cultural, praticando a vergonhosa acção de estar a desactivar um dos mais emblemáticos símbolos o Comércio Tradicional da cidade, construído durante a Primeira Guerra Mundial, para dar lugar a mais um centro comercial.
O Mercado do Bolhão deve ser reabilitado e não demolido, de acordo com os seguintes princípios: - Implemente as necessárias infra-estruturas técnicas, mecânicas e funcionais; - Utilize os conceitos Arquitectónicos internacionalmente reconhecidos para a reabilitação do Património; - Integre os Mercadores e Comerciantes existentes no Mercado e sejam tratados, de facto e de direito, como parceiros; - Possibilite a divulgação dos conceitos de Reabilitação, aos Cidadãos, tornando o Projecto e a obra participada, exercitando as regras democráticas e o reforço do Estado de Direito. O Mercado do Bolhão é património da Cidade e só o Povo do Porto pode decidir o seu futuro. A Câmara foi eleita para gerir o património da Cidade e não para o entregar por 50 anos ao grande capital privado comprometendo a gestão de futuros autarcas, provocando ainda mais o fosso social que a nossa Cidade atravessa. Pelo exposto, os cidadãos abaixo identificados solicitam que sejam accionados os meios disponíveis para manter vivo e reforçar, o tecido Humano e Empresarial do Mercado do Bolhão, na sua estrutura compositiva e de jurisdição Municipal, legando aos vindouros um dos maiores símbolos Arquitectónicos, de Monumentalidade e implantação na Cidade, alegórico da Terciarização no Sec. XIX e XX, sem comprometer o Bem Público nos próximos 50 anos, meio século. Ao mesmo tempo exigem que a decisão tomada pela Câmara Municipal do Porto seja alvo de discussão pública e que a demolição do Mercado do Bolhão, que a muito breve trecho se perfila, seja atempadamente impedida.
já me tinha apercebido que este tempo de clausura em casa a chocar o ovo me estava a fazer ficar um pouco "por fora" do mundo. aqui se prova que ter televisão e ver o telejornal nada nos trás sobre conhecimento da actualidade ou sequer noção do que se passa à nossa volta! faltam-me as ruas, os cartazes, o jornal na hora de almoço, as pessoas, os folhetos, as montras, etc...
isto para dizer que fiquei muito surpreendida com a notícia sobre o bolhão e o seu novo projecto de reabilitação que li num blog. a partir deste cheguei a outro sobre o manifesto propriamente dito, e se tenho alguma opinião, que tenho, o meu texto não a poderia descrever melhor do que este post que diz basicamente tudo o que me vai na alma.
só ainda não percebo porque é que em portugal continuamos a difundir estas ideias peregrinas de shoppings como cogumelos...e a comparação com outras cidades europeias nem pode ser desculpa, porque da experiência que tenho, nada se compara a portugal! em londres, onde está frio e chove constantemente não há tantos shoppings como no porto ou lisboa, e noutras grandes cidades europeias também não. qualquer livro de turismo faz sempre referência aos grandes mercados antigos e cheios de histórias e sabores pela europa. são sítio de visita obrigatória onde se sente o pulsar das cidades e o lado mais real das pessoas que as habitam!
ainda sobre a conversa do blog action day, e depois disto e disto, o meu supermercado ainda continua a implementar novas acções na sequência da minha carta. depois dos sacos de pano, colocaram avisos para sensibilizar as pessoas para a reutilização, e agora, no novo ano substituiram os sacos que tinham por outros fabricados em PE-HO... estou estupefacta! parabéns ao miraramos... parabéns aos blogs e às pessoas que os escrevem, ao seu poder de iniciativa, capacidade de expôr e discutir "coisas de todos os dias" muitas vezes com um nível intelectual que supera em muito os nossos telejornais, revistas e jornais...eu estou muito contente por andar por aí a ver e a ler tantas coisas interessantes e de bom gosto nisto a que o mundo chama de blogosfera...:):):)
apesar de já ter passado o dia do blog action day, foi através do blog da rosa pomar que soube que existia e que passado alguns dias resolvi participar. a minha participação foi exactamente o proposto pela rosa, e enviei uma carta para o meu supermercado a pedir que implementem uma política no sentido de reduzir o nº de sacos plásticos que trazemos para casa. ora muito bem...depois do site da rosa ainda consultei outros em que cada um dava o seu contributo, a alice através da arquitectura, a ritacor falou de aspectos normais do dia-a-dia em que desperdiçamos recursos tão simples, mas tão importantes, etc... a verdade é que eu, apesar de informada sobre uma panóplia de assuntos sobre o desperdício, ambiente, comércio justo, consumo consciente, etc, no fundo acabo por ser uma básica separadora de lixo doméstico nas três embalagens amarela, azul e verde. muitas vezes tento trocar as lojas das multinacionais, em que vejo artigos produzidos em países de terceiro mundo com exploração infantil, ou então ter consciência de que compramos artigos que são imitações foleiras de coisas originais que foram criadas por alguém, tento comprar artigos nacionais no supermercado, tenho um carrinho de compras tipo "terceira idade" para não usar os sacos do supermercado (a verdade é que quase sempre me esqueço dele em casa!), enfim...acho que na minha geração é básico ter estas preocuações, só ainda não se tornou um hábito nas nossas vidas! lembro-me que quando vivi em inglaterra as mulheres usavam com muita frequência os tais saquinhos que se guardam na bolsa em vez de sacos plásticos, e lembro-me também que lá não havia uma série de "luxos" de terceiro mundo como há cá: já repararam que a qualquer loja que se vai em portugal, seja farmácia, loja de lingerie, roupa, frutaria, etc, mesmo que se compre um alfinete dá sempre direito a saco? estranho, não? para que é que queremos um saco para levar um alfinete de 2 gramas? podemos começar por aí, porque não? mais vale um pensamento na cabeça do que mil a voar...(acabei de inventar esta!) eu escrevi para o meu supermercado, e tu?
ontem recebi um presente de uma amiga (a de sempre!) daqueles que se gosta ainda mais do que o normal: inesperado, com uma mensagem e um efeito absoluto. é linda a t-shirt da nossa revolução, boa imagem, qualidade, bom corte...a criação é dele e é para divulgar! a revolução, essa, já começou...ainda bem...