how cool is that? made with code

20.6.14

20.6.14
Tenho uma formação académica na área de engenharia. Muitas vezes me perguntei o que andava eu fazer por lá. Muitas vezes conclui que nada.
Mas hoje sei que me enganei. A minha formação deu-me algo que poucas dão: a capacidade de resolver problemas abstractos. Coisas que não são concretas, que só vemos com uma boa dose de imaginação, abstracção e resiliência.
Hoje, incrivelmente interesso-me mais por coisas 'geek' do que alguma vez pensei interessar-me.
Hoje, gostava que as minhas filhas aprendessem código e ciências dos computadores na escola como aprendem inglês, matemática ou música. Não precisam de ser engenheiras, podem ser o que quiserem, apenas queria que percebessem as maravilhas de dominar linguagens variadas, que não só lhes permitem falar, mas acima de tudo criar.
Nos EUA este pensamento já se está a disseminar, fala-se e pensa-se muito sobre isso, sobre a importância de aprender e ensinar qual é a linguagem que os computadores falam.
São ferramentas.
São poderosas.
E sim, podem ser muito charmosas!

3 comentários

  1. Na faculdade aprendi Fortran. Essa coisa que já na altura era obsoleta. Mas hoje percebo que o importante era o esquema de pensamento. A capacidade de pegar numa operação e perceber o que lhe está por trás. E sim, isso uso muito :)

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  2. Acabei o meu curso há 15 anos e só agora compreendo, mais do que nunca, o grande valor da minha formação em comunicação. Estou a pegar nela e a construir algo sobre ela. Voltei a vários conhecimentos que passaram por mim na universidade e percebi, como uma epifania, coisas dessas como a que falas, no teu caso, da capacidade de resolver problemas abstractos. Muitas vezes me questionei se valeu a pena ter estudado e agora percebo como valeu muito a pena e de como isso me construiu, mesmo sem me ter apercebido.

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