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2015, será que podemos começar outra vez?

26.1.15
#letitrain Não sei quantos dias se passaram, desde que fui atirada ao tapete pela primeira vez.
Viroses nas crianças, gripes, otites, e uma penumonia que me deixou KO, foram alguns dos elementos destes últimos dias que vejo de forma enevoada e cinzenta. Já nem sei bem o que aconteceu nem quando. Apenas aquela sensação de privação de sono e dor no corpo é que está bem presente.
Logo eu que não fiz listas de desejos para 2015, que não organizei as minhas prioridades nem desejei mudar o closet para uma nova época, apenas queria dar conta do que já tinha em mãos. Apenas queria responder atempadamente ao trabalho, começar alguns novos projectos, fazer algumas coisas com os meus.
Janeiro desapareceu, não sei o que aconteceu, mas evaporou-se, e agora parece que o mundo seguiu o seu curso, a maratona corre desenfreada em direcção à Primavera e eu ainda mal saí do ponto de partida.
Hoje sentei-me e olhei em volta. Haverá ponto de partida? Por onde começo? Pelo trabalho atrasado? Pelos mails por responder? Pelas desculpas por pedir? Pelo dinheiro que não ganhei mas o estado me cobra? Pela casa que parece estar enterrada num eterno caos de coisas por arrumar? Pelo escritório onde quase não me consigo sentar? Pela roupa que ficou entre o armário e algumas caixas e sempre por arrumar? Pela minha cara que parece estar pronta para enterrar? Por onde começo? Haverá fim à vista? Haverá forma de sprintar até apanhar a maratona que já vai bem lá longe?
A corrida é solitária. As preocupações de uma só cabeça. Não está previsto ficar doente. Quem não corre não ganha. Simples.

Bem, pelo menos posso riscar um elemento da minha lista mental. Sem maratonas nem ginásios, 3Kg já lá vão, ficaram no tapete. Pronto, estou elegante, agora só falta o resto.

Vamos lá começar outra vez, qualquer início pode ser um bom recomeço. Qualquer. Desde que algo aconteça. Vamos a isto então.
Sem percalços por favor. Obrigada.

agora que se acabaram as festas

4.1.14
A caminho de um novo ano, há que reunir energias para arrancar a todo o gás! Confesso que as passagens de ano me deixam sempre um pouco deprimida, por isso esperei uns dias para cá voltar e deixar passar aquela fase dos planos para o ano novo...quais são os teus? ...não sei, é o que é.

No Natal fico feliz com a expectativa e com as miúdas e a alegria delas, mas também é a altura em que as saudades apertam mais do que nos outros dias e em que imagino como eu gostaria que as coisas fossem e de facto não são, nem nunca serão, pelo menos para mim. Mas deixo que a alegria das minhas filhas fale sempre mais alto. Depois a passagem de ano é aquela euforia misturada com ressaca que no dia seguinte me deixa mesmo deprimida. Parece que um camião me passou por cima e que vou demorar semanas a recuperar.
E de repente o que esperar do novo ano? Continuar o anterior?
Fazer balanços é bom, mas não acredito em objectivos estratégicos na vida pessoal. Acredito em pequenos passos, em vitórias que se fazem todos os dias e em trabalho. Acredito no fazer hoje.

Há coisas que eu quero mudar, ah se há, são tantas que nem sei o tamanho da lista que davam. Mas este ano, quero continuar a trabalhar e a aprender como tenho feito até agora, a agarrar e proporcionar oportunidades a mim e a outros que se cruzam comigo. Este último trimestre do ano fiz mais do que nos 3 primeiros do mesmo ano. Por isso quero continuar, porque acho que não estou a fazer tão mal quanto isso.  Tenho um objectivo concreto apenas que se refere ao meu bem estar e saúde e que será algo muito específico que tenho mesmo de actuar. De resto, o meu ano é preenchido com cadernos de listas e a minha agenda de 2014 já está activa há uns meses atrás, pelo que não faz sentido colocar lá no meio uma lista de coisas, na sua maioria inalcançáveis e que só me vai trazer angústias.

2013 foi cheio de coisas e de emoções, nem todas boas, mas com toda a certeza nem todas más. Tenho me esforçado muito nos últimos anos, trabalhado muito, ultrapassado muita coisa, e tenho a certeza que o que semeei são coisas boas, por isso só posso esperar colher coisas ainda melhores. E acreditar. O ano anterior apesar de não ter feito planos em forma de lista, tinha os meus objectivos mentais daquilo que eu achava que ia acontecer. Não aconteceu. As coisas inverteram-se completamente e o caminho que segui não o planeei. Mas hoje estou certa que é um bom caminho e resta-me manter o foco e a calma e continuar.

Quero essencialmente energia, alegria e entusiasmo perante as coisas e as pessoas, que a minha família esteja sempre aqui ao meu lado e que a nossa vida possa continuar exactamente como é. Porque é boa.
E que vocês continuem a fazer-me companhia desse lado do ecrã, porque ao nono ano de vida de um blog este é um sítio cada vez mais especial na minha vida.

Obrigada 2013, bem-vindo 2014!


a minha vida e as montanhas

14.5.13
montanhas da vida
 
Este post podia ser uma ode aos passeios semanais familiares entre montanhas e flores ao som da música no coração, mas não é. Podia ter bicicletas e pássaros e roupa a condizer, mas não tem.
Este é um post sobre cabelos desgrenhados, olheiras e cansaço.
Contrariamente ao que geralmente faço, que é tentar procurar o lado positivo das coisas, hoje eu sou toda lados negativos. Amanhã será outro dia, mas hoje temos de aproveitar o mood e explicar-vos algumas coisas da vida que também são importantes serem discutidas nesta coisa linda e fofa que são os blogs.
Hoje falei ali no Quarto de Mudança sobre a saída do Pedro do projecto e falei bem. Mais uma mudança, novas ideias a caminho e desejar ao Pedro a melhor sorte, porque mais do que um parceiro de trabalho ele é um amigo.
A mudança é boa sim senhora, mas também é lixada. Isso mesmo pessoas lixada.
Há sempre milhares de obstáculos em tudo o que fazes, mil coisas que precisam de ser arrumadas, trabalho e mais trabalho para ser feito e não, o esforço geralmente não é recompensado proporcionalmente por nada que venha do cosmos. O esforço é uma cena brutal e dura que tens de te habituar a sentir todos os dias da tua vida. Sempre a esforçar, sempre a subir a rampa, a pedalar com mais força, a fazer mais um esforço, a respirar fundo, a pensar, a puxar os cabelos, a tentar, a tentar, a tentar...
E eis que o caminho é constituído por uma montanha atrás da outra. Mas só depois de subires várias montanhas é que começas a perceber que não há auto estradas, nada é plano, nada é simples.

Bem-vindos ao fantástico mundo do sexy empreendedorismo, que se diz tão aclamado em Portugal e que tantos temas de formações tem dado por esse país fora.
Será que não era melhor porem o pessoal a treinar endurance? Triatlo? Levantamento de pesos?

Este senhor é que tem razão:

Studying entrepreneurship without doing it
...is like studying the appreciation of music without listening to it.

The cost of setting up a lemonade stand (or whatever metaphorical equivalent you dream up) is almost 100% internal. Until you confront the fear and discomfort of being in the world and saying, "here, I made this," it's impossible to understand anything at all about what it means to be a entrepreneur. Or an artist.

by Seth Godin

Portanto fiquem com esta música que eu vou trabalhar:
Wake Up by Rage Against the Machine on Grooveshark

where others see darkness...

11.5.13