um presente e as novas tecnologias

17.10.13

17.10.13

Hedgehog Book Trailer from Ardozia on Vimeo.

Ganhei!!!!!
Ganhei o livro do ouriço, uma app portuguesa para crianças, que tem 3 histórias interactivas muito, mas mesmo muito fixes. Tudo criado, pensado e produzido por portugueses em Portugal: podem espreitar o site e outros jogos e programas em ardozia.com.
Ontem já experimentamos e as miúdas adoram (confesso que eu também, empurramos umas às outras para ver quem escolhe o próximo passo). Pois eu ganhei este fantástico livro no blog da Ana (doce para o meu doce) num presente que ela ofereceu aos seus leitores em conjunto com a Ardozia. Fiquei feliz, porque as minhas filhas gostaram, e porque eu não concorro a todos os concursos que cruzam o meu caminho, apenas aqueles cujo produto realmente me interessa, este  foi um deles e eu raramente ganho alguma coisa, por isso  foi um dia sorte!

Queria também aproveitar para falar um pouco das crianças e das novas tecnologias. Esse bicho papão que lhes vai comer o cérebro! (será que já comeu o nosso?).

Há uns bons tempos atrás cruzei-me no FB com uma discussão acesa por causa de uma foto que tinha sido tirada a uma família num restaurante, em que as crianças estavam a brincar com um gadget qualquer e os pais estavam a comer e a falar um com o outro. Caiu o carmo e a trindade! Porque aqueles pais, coitadas das crianças, é o mundo que temos, blá, blá, blá...claro que também apareceu por lá uma outra versão de pais que disseram que se lhes tirassem aquela fotografia e a usassem na net naquelas circunstâncias estariam naquele momento a enfrentar um processo judicial!

Eu na altura não tinha telefones espertos (ainda não tenho) nem ipads nem nada do género, pelo que, à boa moda antiga ia para os restaurantes com um saco de livros e canetas e coisas para as miúdas se entreterem quando acabam de comer e nós podermos engolir o nosso jantar nas melhores condições possíveis. Nunca vi ninguém a criticar isso, uma criança com um livro ou um puzzle numa mesa de restaurante. Agora se for um gadget...alto!!!!

Hoje tenho um ipad e posso vos dizer que é uma ferramenta espectacular para as crianças. Em apenas um objecto temos dezenas de livros, lápis de colorir, pincéis, puzzles, músicas, jogos didácticos, tudo! Não se estragam folhas nem caem canetas por todo lado e podem brincar as duas. Tem sido precioso, nos momentos de espera, em consultas, nos restaurantes, todas aquelas situações em que precisamos de ter algo à mão para os miúdos brincarem.
Isto não tira o lugar ao parque, nem à rua, nem à bicicleta, pode ser difícil de gerir as vontades, pode, mas uma coisa não mata a outra, complementam-se em situações distintas.
E depois há coisas incríveis que eles hoje podem fazer com a tecnologia, que nós nunca tivemos disponível quando éramos crianças, e isso abre uma série de possibilidades para eles, que são preciosas. Há outras coisas que nós tivemos e eles não vão ter, também é verdade, mas os tempos são o que são, o que não muda é o amor e o carinho que temos de ter para eles, o resto muda, e há que aceitar e incluir as mudanças da melhor maneira possível, ou então, como acontece comigo, brincarmos também um pouco, porque afinal, para nós estes brinquedos são tão novos como para eles!

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E eu acredito que as novas tecnologias são um super poder ao nosso alcance e que nas escolas do futuro, aprender código deveria ser como qualquer outra disciplina, para todos. Garanto-vos que ia abrir todo um novo espectro de possibilidades não só tecnológicas, mas também criativas na vida de muitas pessoas. Fica aqui um pequeno filme de um movimento que se criou nos EUA e que pretende fomentar a aprendizagem de código nas escolas (via swiss miss).


6 comentários

  1. Tal como falas, a tecnologia deve ter um tempo limitado no tempo das crianças, e só depois de muitas outras coisas serem feitas. Infelizmente e quer não sejamos nós assim, existem muitos pais que oferecem tecnologia pela ausência de tempo físico com os filhos. Esta é mesmo uma realidade.
    Eu já acredito que o cair dos lápis, e a forma como se preenche fisicamente uma folha, possa ser bem mais benéfico de que um simples arrastar de dedo. O jogo didáctico numa plataforma tecnológica limita a jogo e a margem de erro, a dificuldade é atenuada, uma vez que não é necessário a sua também organização física.
    Falo-te apenas da minha experiencia pessoal. Quando conheci a Lara com os seus 3 anos, era já uma miúda com completamente absorvida pela tecnologia, apática, sem movimentos, sem fala, apenas com a concentração psicológica de uma criança de 4 anos. Trocamos-lhe os computadores, televisão, tlm por jogos, brincadeiras, livros, actividades, manualidades , e a diferença foi brutal. Tornou-se numa criança mais activa, comunicativa, ágil, prática, organizada e acima de tudo a conhecer os limites e “magias” do seu corpo.
    Na tecnologia o que cai não parte, não suja, o puzzle e o livro arrumam-se sozinhos, não há consequências, bem longe da realidade e dos saberes para a vida.

    E parabéns pelo prémio. :)

    Xiomara Marques

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    1. Olá Xiomara:)
      A minha abordagem não exclui a tua. Não quero com o meu post dizer que o ipad substitui os livros, ou os jogos cá em casa, porque isso não acontece. É muito prático para outras situações, principalmente fora de casa.
      Há também outros tipos de interactividade com tempo e acontecimentos que estas plataformas permitem e que são interessantes.
      Acho que tudo pode conviver pacificamente, e todas as formas são interessantes.
      A tecnologia não tem de ser absorvente, pode ser mais um meio para comunicar, jogar e aprender, paralelo a tantos outros.
      A forma como os pais gerem o seu tempo e relação com os filhos já é um assunto completamente diferente e a culpa disso não é dos jogos nem da tecnologia nem do que quer que seja, é mesmo das pessoas:)

      beijos!

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  2. eu gostei muito de ler o que escreveste. fiz uma leitura diferente, pois a minha experiência é diferente da da Xiomara.
    desconhecia o video e achei muito interessante. entendi-o como o chamar de atenção para uma ferramenta, uma linguagem que temos ao nosso dispor (de todos e não apenas de meia dúzia de iluminados) e dos nossos filhos.
    não me incomoda, por exemplo, que os meus filhos escolham o ipad para lerem livros. eu prefiro o papel mas entendo que eles façam outra escolha.

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  3. Gostei do video. Acho que uma coisa não invalida a outra, acho que são ambas necessárias.

    Ligia

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  4. A autora das histórias é-o também deste blog http://meumaufeitio.blogspot.pt/

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  5. Porque gosto da forma como escreve. Dirigido a qualquer idade.
    Beijinho e votos de sucesso

    Regina Sousa

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