reorganizar, reciclar e reduzir @ la redoute

7.3.14

A necessidade de arrumação e libertação do espaço à minha volta tem sido uma preocupação que trago comigo nos últimos tempos. Estou empenhada em fazer mudanças no meu espaço e na forma como o ocupo.
Os armários são prioritários pois só com a sua organização é que consigo manter as coisas no sítio. O post desta semana na la redoute foi exactamente sobre isso, pois sinto que nem para as peças mais bonitas tenho espaço e lá no meio, todas amarrotadas, de bonitas até me começam a parecer feias.
E atenção que o meu armário tem apenas 2 portas, uso 5 gavetas e tenho aproximadamente 20 pares de sapatos, incluindo todas as estações do ano e todo o tipo de calçado. Nem imagino como fazem aquelas pessoas que possuem centenas de pares de sapatos, e centenas de peças de roupa de todos os géneros e feitios. Não sei mesmo. Devem alugar um armazém:)
Hoje nem de propósito a Dora escreveu no blog dela sobre o processo de libertação do excesso de roupa que a prejudicava e impedia que se concentrasse no que era mesmo importante para ela. Pelos vistos vai-nos falar noutros posts sobre como tudo aconteceu e eu vou ficar atenta, pois não só gosto da escrita dela, mas também da clareza com que vê estas coisas.
Gostava de vos falar também da minha...mas tenho sérias dúvidas sobre os meus resultados. A ver vamos!

(fotografia do catálogo da la redoute)

seis

6.3.14
Pronto, começou a pré adolescência cá em casa :D Faz hoje seis anos que bati com os dois pés no fundo e comecei a nadar para cima.
Quando finalmente coloquei a cabeça fora de água tinha nas minhas mãos o ser mais belo que alguma vez vi.
Ali estava eu a ser mãe quando tinha deixado de ter uma.
Tudo mudou.
O sol, a lua, as marés, os meus olhos, o meu coração, tudo cresceu em tempo e em espaço. O meu centro passou a localizar-se bem longe do meu umbigo. E aquele calor de um ser pequenino aqueceu toda a minha alma que estava maltratada pela vida.

Ela é a Lígia. Faz hoje seis anos. Cresce tão rápido que nem acredito quando lhe compro sapatos 33. Já é difícil caber no meu colo, mas eu estou sempre a embalá-la. Todos os dias quando a deixo na escola e a vou buscar quero trazê-la ao colo.
Mas ela cresceu e anda ao meu lado, fala comigo, aprecia as coisas bonitas, faz perguntas. Tantas perguntas que me deixam cheia de dúvidas.

Mas uma certeza eu tenho, os seus passos pequeninos e desajeitados são agora grandes e seguros. Mas continuo aqui sempre a dar-lhe a mão. Nem sempre ela precisa da minha mão para caminhar, mas eu preciso para sempre da dela!

I could work here

4.3.14
Estou numa fase em que sinto que algumas coisas devem mudar. O local de trabalho é uma delas. Se aquilo que eu imagino como ideal não é viável para mim, outras coisas terão de ser repensadas e adaptadas.
Agora vocês começam a pensar...'mas esta rapariga é tolinha? está sempre a pensar em mudar?'.
Sim, está-me no sangue e no cérebro. Não consigo explicar, mas tenho dificuldade em me acomodar com as coisas. Por vezes é extenuante, acreditem, mas sinto quando o meu radar está alerta e percebo que tenho de mudar coisas para me reajustar.
Esta cabana foi criada para ser o local de trabalho de um escritor (vejam os links abaixo) e por isso vemos, que todas as pessoas têm necessidade de ter um local onde o seu cérebro se possa isolar na sua criação, no seu trabalho, sem o ruído das outras preocupações a atrapalhar.
Ok, este é um super local, bem sabemos, mas já que se recolhe inspiração, que seja a melhor possível, certo?
Por aqui, preciso de horas para organizar, limpar e libertar espaço.
Estar a trabalhar num local atolhado de tralha anda a dar cabo de mim. Partilho o escritório com o homem cá de casa e digo-vos pessoas, somos muito diferentes, e partilhar este espaço com ele é um desafio. Mas a verdade é que quem o invadiu fui eu e não ele, por isso não posso me queixar alto, apenas aqui no blog:D
Entretanto vou sonhando...alto!
Sinto que trabalhar em casa, para quem tem filhos é um desafio maior, porque imagino na altura em que vivia sozinha e acho que nessa fase seria muito fácil fazer da minha casa o meu local de trabalho. Agora já é bem mais difícil. A casa precisa de espaço para todos, e de ter espaço para partilharmos a mesma actividade, para estarmos juntos sem outras preocupações, ora para quem tem o trabalho sempre ali ao lado a chamar é muito difícil essa divisão.
Mas vamos nos adaptando. Não há vidas perfeitas, nem locais perfeitos, apenas o que nós fazemos deles, e é bom que seja o melhor.

Bom Carnaval pessoas!

[Todas as imagens © Wai Ming Ng | Via: ignant]

da maternidade

3.3.14
#miudasgiras #rua #praia #aguda #ligia Eu sou a mãe que sou eu sendo mãe.
Não tenho classificação possível para esse meu papel, porque é uma coisa natural tal como sou eu sendo mulher ou sou eu sendo humana.
Não sei se faço melhor ou pior do que outras, e pouco me interessa como as outras o fazem, porque outras mulheres não sou eu.
Amar incondicionalmente os nossos filhos é um lugar comum, poucos não amam, se bem que haverá quem o faça de formas diferentes.
A verdade é que ultimamente questiono-me quanto a muita coisa, ando a passar uma fase complicada cá em casa (5 anos + 2 anos) e sinto que a paciência que tenho para lidar com as birras e implicâncias diárias é pouca, muito pouca, e depois das discussões, dos castigos, dos choros e das birras, sinto-me a pior de todas as mães num ranking que nunca consultei.

Para mim não há fórmulas, há que ir passando as fases uma a uma, como podemos e sabemos. As minhas duas filhas são muito diferentes e percebo que são diferentes se sozinhas ou juntas.
Hoje ou ler o post do practising simplicity lembrei-me disso mesmo, principalmente ao que à mais velha diz respeito, ela precisa de algum tempo só para ela. Tempo em que não estejamos a tentar resolver conflitos com a mais nova. E até mesmo esta, que é muito mais rebelde e difícil de controlar, talvez gostasse de sair a solo um ou outro dia. E fazia-nos bem, tenho a certeza.
Mas o tempo é aquela coisa lixada que nos está sempre a escorregar por entre os dedos. E por isso a minha filha me pergunta, 'porque são todos os dias iguais?' e a única resposta que me ocorre é dizer algo estupidamente adulto do tipo 'é a vida filha, é a vida'. Lá vou tentando relembrar-lhe coisas que vamos fazendo, que por vezes achamos que são uma grande coisa e que eles esquecem em menos de uma semana. Crianças e adultos têm uma noção de tempo e de presente/passado/futuro muito diferente.

Para o ano vem a escola primária e uma sensação muito estranha de que estamos perante uma super decisão, quando escolhemos a escola para onde vão. Ouço falar de futuros tão distantes como a universidade, o que vai ser quando crescer, quem serão os seus amigos, etc, etc, que fico a explodir em conceitos e preocupações de uma sociedade complexa, exigente, que coloca os filhos num pedestal e prepara cuidadosamente todos os momentos das suas vidas.

Gostava de viver num país em que só existisse a escola pública, igual para todos, com as melhores condições que o país pudesse dar e que fosse lá que cada um crescesse e se formasse de acordo com as suas vontades e aptidões. Esta crescente entrada do privado na educação deixa-nos num limbo, e a eterna questão de que 'será que o dinheiro tudo pode comprar'?
Eu quero acreditar que não.


um raio de sol

1.3.14

Ando um pouco em modo OFF. Menos vida online, mais resoluções na vida física.
Às vezes tenho esta necessidade, quando percebo que tudo o que vejo e sinto por estes caminhos virtuais não está a conseguir 'chegar até mim' em modo de inspiração, informação, prazer, diversão, desligo um bocado. Trabalho normalmente, mas navego menos. E resulta. Parece que fico com mais espaço para deixar entrar o bom.
Uma boa amiga minha falou comigo no outro dia sobre os efeitos nefastos de não resolver o 'destralhamento' na minha casa e sobre como isso me afecta psicologicamente e até em termos de rendimento no trabalho que também faço a partir de casa. E por isso estes dias têm sido passados a planear alterações, arrumações e resoluções.

Nem de propósito, hoje numa passagem rápida pelo FB a primeira coisa que vejo é uma entrada da Ana Heleno e do blog Sneak Peeks. E assim fiquei inundada de raios de sol, do meu Algarve que tantas saudades deixa e de uma artista cujas obras me deixam uma sensação muito boa, que eu ainda não sei explicar, se é que estas coisas se explicam - Meinke Flesseman.

A Ana iniciou uma série no blog dela em que visita casas de artistas mulheres que vivem em Portugal. E não podia ter começado melhor com a casa da Meinke em Olhão.
Assim entraram uns bons raios de sol pelo meu computador e deixaram em mim um sorriso rasgado e uma boa sensação na alma.
É mesmo pessoas, as imagens podem deixar sensações destas, assim como as palavras e por isso estas pequenas janelas para o mundo podem ser mágicas, temos é de deixar entrar o sol!

Visitem o blog da Ana para ver toda a visita e vejam o site da Meinke para se deliciarem com arte daquela mesmo 'à séria'!






(todas as fotografias deste post pertencem ao blog Sneak Peeks).

la casita de wendy: uma colecção para lá de bonita

25.2.14





Já falei aqui algumas vezes da 'La casita de Wendy', mas depois de ver a sua nova colecção não podia deixar de vir aqui mostrar-vos este conjunto de peças que são de cortar a respiração!
Vale a pena ver tudo no seu FB ou no seu blog, e acompanhar o trabalho destes dois designers que têm algo muito interessante a dizer no mundo da moda.
Sobre esta colecção, eu vou começar a poupar, porque vou querer mesmo poder comprar uma peça, pelo quão bonitas que são, pelo trabalho que representam e pela moda não convencional com que nos presenteiam.
Vale mesmo a pena.

para a maura

24.2.14
Para a Maura #casamaurana Nos meus anos, a minha irmã ofereceu-me um presente para a Maura.
Azulejos da Praia do Carvoeiro que estavam na casa dela, mas que ela achou que podiam ter um sítio melhor. E vão ter.
Melhor do que os azulejos foi a carta dirigida à Maura que vinha com eles (e que foi autorizada a ser publicada aqui):

"Querida Maura, 
Esta prenda é para ti. 
Será que te lembras de mim? 
Aquela menina morena que brincava às secretárias no mais importante escritório do aeroporto da América, que pintava livros de colorir com imagens únicas para oferecer ao António... 
Tu, Maura, eras um verdadeiro castelo. Branco. 
De onde partíamos para a caça ao tesouro e onde regressávamos para descansar na alfarrobeira mesmo em frente.
Mais tarde, a aldeia era nossa e nós as verdadeiras rainhas da aldeia.

Maura, ainda hoje sinto o teu cheiro e vejo a tua luz, ouço o miar dos gatos, e recordo a 'Cookie' a cozinhar e a fumar...e o cheirinho das bolachas a sair do forno...
Que saudades!

Maura, hoje continuas a ser um castelo, agora com duas princesas lindas que te chamam 'a casa branquinha' e com uma rainha que luta por ti e que te cuida como mereces e como só ela o saberia fazer...

Esta prenda é para ti.
Para que te lembres de mim. Porque eu jamais te esquecerei!

Xana"

Made from luxurious Portuguese tricotte cotton

22.2.14
Já aqui disse que possuo uma paixão platónica pela loja PLUMO.
Da nova colecção há muita coisa que adoro e que não vou ter, mas chamaram-me à atenção estas t-shirts do Bob, do Mick e do Keith não só porque são bem do estilo que eu gosto de usar (sim, apesar da moda invasiva do ano passado de t-shirts de música eu sou, como sempre fui, super fã de usar no peito o som que gosto de ouvir), mas também porque têm na descrição a seguinte frase:
"Made from luxurious Portuguese tricotte cotton".
Parece que Portugal volta a ser reconhecido pela qualidade da sua matéria-prima ao ponto de essa referência estar lado a lado com o artista que criou os desenhos.
Orgulho!

we are family

21.2.14
Do tempo em que os dias de sol pareciam não ter fim:D @pedro_choka @chokinha #algarve #wearefamily #casadosnetosCasa Maura Ana no final dos anos setenta #casamaurana#wearefamily #casadosnetos #algarve
As minhas tentativas de organizar fotos da enorme mala que tenho cheia delas, dá nisto...fotos espalhadas por todo o lado!
A verdade é que por mais longe que esteja a minha infância, continuo a sentir saudades dela, como se fosse ontem. Há muitos momentos marcantes e felizes na nossa vida, mas na infância o nosso cérebro era livre como nunca mais poderá voltar a ser.

autoretratos

20.2.14
'Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.'' 
Frida Kahlo

(via FB abra a janela)

can we start again?

19.2.14
#canwestartagain#canwestartagain#canwestartagain#canwestartagain Hoje antes de começar a trabalhar fui à praia aproveitar a luz que tanta falta anda a fazer ao meu cérebro.
Havia muita gente por lá...a trabalhar. Pescadores, limpeza da câmara, donos das esplanadas, peixeiras, toda a gente a limpar, a reparar a recomeçar os seus negócios e trabalho depois da tempestade dos últimos tempos.
Vim para casa com outro espírito.

Can we start again? Yes, please.

 

Fevereiro, estás dispensado!

18.2.14
On the wire...
O que poderá ser melhor, depois de dias enterrada em dores no corpo, do que amanhecer para um dia de sol?
Ter as filhas com os mesmo sintomas que a mãe...e o pai...e talvez a mãe outra vez...mais alguém? Melhor, melhor é aproveitar este lindo dia de sol para lavar os tapetes dos quartos que ontem se encheram de vomitado!
A vida é bela...ou quê?

#afterthestorm

16.2.14
#afterthestorm#afterthestorm#afterthestorm#afterthestorm
De sexta-feira só me lembro de preparar um jantar para amigos cá em casa, depois fui invadida por uma virose qualquer, que me atirou ao tapete em 3 tempos. Nem me lembro da comida que eu própria preparei.
Dores horríveis e febre acompanharam-me nos últimos dias, só hoje recuperei e comigo veio também o sol que me permitiu esticar o corpo que estava encolhido há dois dias, sem as costas conseguir colocar no sítio. Pareceu uma eternidade e sinto-me como se alguém me tivesse batido durante  horas a fio.

Hoje as miúdas também puderam recuperar um pouco da sua liberdade, a correr pela praia no meio de várias dezenas de pessoas desesperadas por um raio de sol. Deu para respirar e para ganhar energia que tanta falta me tem feito nos últimos tempos. Ando lenta e com muita dificuldade em sair da cama todos os dias.
Comecei a tentar cuidar um pouco de mim entregando-me de duas em duas semanas nas mãos de uma boa amiga que estuda e sabe desta coisa a que se chama de 'bem-estar'. Vamos lá ver como corre, se consigo manter o ritmo pelo menos até ao Verão e se consigo fazer algum exercício até lá, seja ele qual for desde que me arranque fora desta cadeira.

E pronto, hoje é Domingo, o corpo está fraco e a cabeça a recuperar, de amanhã apenas desejo mais um raio de sol.

Boa semana pessoas!

jonisilva.com

14.2.14

Hoje o Jóni faz 32 anos e (finalmente) está online com o seu novo blog!
Por isso e antes de mais, parabéns ao Jóni pelo aniversário, mas também pelo novo espaço que eu sei nos vai agradar e surpreender a todos.
O Jóni é um perfeccionista, por isso para ele, criar o seu blog foi um processo longo e demorado, porque ele pensa e analisa todos os detalhes. A imagem e a simplicidade eram essenciais para ele, mas também mostrar ao mundo quem ele é e o que gosta de fazer.
Eu deste lado fui dando uma ajuda na parte técnica, escrevi sobre ele no about, mas essencialmente na motivação de fazer avançar este espaço. Estou muito contente que hoje ele tenha colocado a sua página online. É o dia em que faz 32 anos, mas também em que inicia um processo de partilha do seu universo com os outros que eu tenho a certeza que vai valer muito a pena acompanhar!
Parabéns Jóni!

www.jonisilva.com

Can we afford ethical fashion?

13.2.14

Muitas das discussões que se fazem sobre a origem da roupa que compramos nas grandes cadeias acaba com este pensamento: 'pois, mas é tudo tão caro que eu só posso comprar aqui'. Verdade.
Cada vez mais, cada escolha que fazemos no nosso dia-a-dia é uma forma de dizer ao mercado o que nós queremos. Se não gostamos das regras do Pingo Doce, porque lá vamos? Se não gostamos da forma como são produzidas as roupas da HM, porque compramos? Muitas vezes pelo preço.
Mas também temos de admitir que compramos a uma velocidade tal que raramente pensamos no que quer que seja e que muito do que compramos vai para o lixo (desperdício de comida) e em termos de roupa temos peças que pouco mais de um ano nos duram.
Eu aponto o dedo a mim própria, porque sou uma dessas pessoas e porque até há bem pouco tempo, não compreendia o que a minha mãe me dizia quando eu era miúda: 'mais vale uma camisola cara e boa, do que muitas baratas e más'. Eu pensava que era um desperdício e que no ano seguinte eu já não ia querer usar a camisola do ano anterior por isso toda aquela conversa era 'treta' para mim.
Já não penso assim.
Actualmente penso muito mais antes de comprar e são raras as peças de que gosto mesmo, por isso quando gosto quero mantê-las por muito tempo. Comprar usado e bom, para mim também é cada vez mais um caminho quando procuro peças originais. O facto de um casaco que eu uso já ter 30 anos de vida e ainda poder vir a ter mais 30 comigo, é um significado de que as peças podem viver muito tempo, se bem bem feitas e de qualidade.
A roupa e acessórios das crianças cada vez mais tem um ciclo entre família e amigos, tenho roupa e coisas de crianças que foram da minha sobrinha que hoje tem 13 anos e que servem perfeitamente o seu propósito. De mim tento dar e emprestar às amigas que têm bebés depois, porque acho um desperdício andarmos todos a comprar roupa que só vai servir um mês.

Bem, toda esta conversa porque no post ali de trás, a Cat enviou-me este link, que me levou à loja People Tree, na qual encontrei roupa proveniente de comércio justo e consciente a um preço acessível.
O que mais me agradou foi o facto de ser tudo muito simples, vestidos lisos, de riscas, pequenos padrões, casacos de malha, boas cores, excelentes opções que servem muitos tipos de corpo.
Com saldos significativos que podem ser muito bem aproveitados.
O vestido azul lá de cima já vem a caminho, gostava do casaco amarelo, mas já não estava dentro do meu orçamento. Ainda assim, sei que seria uma peça de bom valor e que eu poderia usar bastante.
Eu não pratico estas regras do consumo consciente diariamente, mas estou cada vez mais alerta e acima de tudo, procuro comprar cada vez menos, mas melhor.
Acho que a loja People Tree vale bem a visita, ver os seus princípios, perceber como as peças são feitas e acompanhar o blog é uma forma de tentar perceber este mercado. E num ou noutro momento poder escolher uma destas peças.
Espero que gostem, ficam aqui algumas das minhas selecções:



a criatividade precisa de ser alimentada

11.2.14
Houve dias em que vi 2 arco-íris, agora só vejo cinzentos, vários tons de cinzento regados a pingas de chuva. #saopedroestasdespedidoTrabalhar com as ideias nos vastos e solitários campos da criatividade, tem sido um dos maiores desafios dos últimos tempos da minha vida.
A criatividade não são bolhas de ideias que saltam da nossa cabeça, é trabalho, é paciência, é persistência, tentativa e erro...até que...pamba!

Ainda bem que comecei a pedir às minhas clientes uma banda sonora para acompanhar os seus trabalhos, elas não sabem, mas isso não me ajuda apenas a conhecê-las melhor, mas sim a alimentar o meu cérebro!
E entretanto parece que o sol resolveu vir dizer olá!

Também tenho a sorte de ter clientes cheias de bom gosto:

 

margarida girão, the super lady

10.2.14

Já foi há alguns anos que me cruzei com um trabalho da Margarida Girão na Internet. Acho que foi esta foto.
Desde então de forma mais ou menos intermitente fui acompanhando e admirando o trabalho da Margarida. Das muitas ilustrações com recortes que ela cria, passando pela sua viagem a solo pela América do Sul, até à nova loja onde vende peças de roupa com as suas ilustrações, a Margarida consegue sempre surpreender-me e prender-me ao ecrã a acompanhar o que quer que seja que ela faz.

Ultimamente têm sido estas ilustrações acompanhadas de pequenas frases que me têm deixado a pensar.
Todos os dias nos cruzamos com fotos e frases em todas as redes sociais, mas as imagens da Margarida conseguem despertar em mim algo mais. A super lady é uma das imagens mais poderosas que vi nos últimos tempos. Tive a sorte de a receber junto com a t-shirt que lhe comprei no outro dia, e agora anda comigo na agenda para todo o lado. É como um amuleto de energia e inspiração.
A propósito deste trabalho de ilustração, que ela me explicou ser todo manual, perguntei-lhe no outro dia:

Achas que as tuas imagens podem distribuir super poderes pelas mulheres da 'rede'?
- Sim, as imagens são super poderosas. Tens que experimentar. Ainda ontem fui a Timor Leste com um botão na orelha direita e asas de pombo nas costas. Ah, tenho um braço cristal, protege-me do mau tempo. E quando estou quase a stressar olho para a menina que faz pilates, e uf! lembro-me que preciso de relaxar.
A influência das ilustrações depende muito da receptividade das pessoas. A imagem tem poder, mas por si só não faz acontecer.

Depois disto, há uns dias li uma das entrevista mais originais dos últimos tempos, feita pela Maria Pratas  à Margarida para a revista Mutante, em que ela fala um pouco de si e da sua forma de ver a vida e o mundo, o que veio reforçar a minha admiração e o poder das ilustrações! 

Para já fiquem com mais algumas das ilustrações da série 'oh dear, that's life', que já estão disponíveis na loja em forma de postais, e sigam a Margarida no seu Facebook, onde a inspiração é garantida.