coisas e lugares de vestir

31.8.12

(fotografias de a beautiful mess)


No outro dia visitei uma amiga na sua casa nova e a coisa que mais me deixou maravilhada, foi o facto de ela ter no quarto um 'closet', aqueles espaços com a roupa arrumada e espelhos para uma miúda se vestir, sabem? Pois...isso. E eu, que sou uma rapariga ambiciosa ainda gostava de mais, de um quarto só de vestir, ou seja, uma divisão destinada apenas à roupa e aos sapatos e às carteiras e aos casacos e a tudo o que serve para enfeitar o corpo. Tudo devidamente arrumado por zonas e estações e mais não sei o quê, e tudo à mão. Assim algo ao estilo do que o blog 'a beautiful mess' mostra neste post. Não se assustem, a minha roupa deve ser um décimo do que a Elsie tem (pudera, a rapariga tem uma loja vintage e dedica-se a fotografar 'outfits', por isso roupa faz parte do seu dia a dia).
Para isto não significa que o quarto teria de ser gigante, não se considerarmos que para dormir apenas precisamos da cama e se nos nossos quartos tirássemos tudo o diz respeito a roupas e sapatos e acessórios, ficava muito pouco. Portanto, um quarto muito pequeno para a cama e tudo o resto noutro espaço dedicado apenas à roupa. Faz todo o sentido. Se pensarmos na quantidade de móveis que temos espalhados pela casa para arrumar casacos e sapatos e roupa de Inverno e de Verão, tudo isso seria simplificado e mais arrumado. Depois haveria a grande vantagem de estar tudo à mão e de o processo de vestir ser muito mais agradável e menos 'ao despacha' como é geralmente (pelo menos no meu caso).
Bem, mas isto são apenas ideias virtuais, já que na minha casa de tijolo as coisas não são assim. Até dava, para com umas obras criar este conceito no meu quarto, mas obras, casa de viver e duas crianças, são palavras que não combinam bem no meu cérebro!
Entretanto fica apenas a ideia de que tenho de arrumar o quarto (booring!) e tudo o que por lá anda (mais booring!) e que tudo o que não está a uso deve ir para alguém que faça bom proveito. Aliás, isso seria um princípio a aplicar em toda a casa.
E que, actualmente o meu cérebro consumista anda em modo 'low cost' (o cérebro deve acompanhar a carteira, certo?), e que por isso compro com muita consciência e muitas vezes vou para comprar e penso 'mas para que é que eu preciso disto?' e resulta, se não preciso, se não vou usar com frequência, se não me dá jeito para o meu dia-a-dia pura e simplesmente não compro!
Em Setembro começam as aulas e o meu tempo, poderá ser um pouco mais meu, combinando trabalho e filhos e casa e mais não sei o quê. Planeio por as mãos-à-obra, ou seja, 'destralhar', como diz a nossa amiga Dora!

to blog or not to blog that is (not) the question

24.8.12
blogging
 
Já escrevo o meu blog há mais ou menos sete anos (wow!!). E agora com o Quarto de Mudança tenho acompanhado de perto a experiência de muitas outras pessoas com os seus blogs, sejam eles de cariz pessoal ou profissional, de pessoas com mais ou menos experiência, todos os que tenho conhecido encontram neste software a plataforma ideal para a sua expressão.

Muita 'tinta' tem corrido nas redes sociais sobre os blogs, sobre a vontade das pessoas em manterem os seus blogs, sobre os comentários, sobre se vale ou não a pena um negócio ter um blog. Para mim isso não é sequer uma questão, de tudo o que as pessoas produzem em termos de conteúdo virtual, é aquilo que fica registado num blog, o que mais valor tem. O conteúdo que é partilhado numa rede social, tem um valor instantâneo, dura apenas alguns minutos, depois disso 'morre'. Um site estático, corporativo, de apresentação de uma empresa é um formato ultrapassado. Quem visita um site que não tem nada de novo para nos dar? Era como ligar a televisão e ter sempre a mesma imagem no ecrã, chegava o dia em que nem ao trabalho de carregar num botão nos daríamos.

Os blogs foram e são a nova forma de produzir conteúdos online, não tenho dúvidas disso. Que é uma produção que dá algum trabalho, é um facto, que requer alguma organização de imagens, ideias e palavras, também sabemos que sim, mas é este o conteúdo que fica, que aparece no google e que mais diz sobre a pessoa ou entidade que o escreve. É património virtual no seu mais valioso formato!

E hoje li um artigo que defende e explica muito melhor do que eu, isto que já andava pela minha cabeça há uns anos.

Ora vejam lá:

Why Blogging Is Even More Critical In the Age of Social
- Blogging is stablest form of SEO
- Blogging creates a hub for social
- Blogging builds your email list
- Blogging drives point of view
- Blogging creates other options


(in http://www.ducttapemarketing.com by Jonh Jantsch)

as mulheres e as suas cabeças duras

19.8.12

moreno patchwork

18.8.12
moreno patchwork
 
Pronto, já sei que todas as pessoas que me conhecem estão neste momento a abrir este post e a rir maliciosamente ao ler a palavra 'moreno'. Fica aqui então a nota para quem não me conhece que eu sou a mais branquela da praia e arredores, e nem o facto de ter passado toda a minha vida junto ao mar, conseguiu mudar isso. Mas não vamos falar de bronzes e outras coisas que não me dizem nada, porque o que eu quero falar aqui hoje é de pele, sim, a pele e os seus problemas (por isso aos poucos rapazes que me lêem ficam já saber que este post não vos interessa).

A minha pele nunca foi perfeita. Não. Mas também nunca foi de fugir. Não. Mas actualmente e após duas gravidezes um dos meus problemas de pele que mais me incomoda está a atingir o seu auge: manchas castanhas na pele da cara ou mais conhecido como 'pano'. Geralmente acontece em mulheres mais velhas mas a mim começou muito cedo até antes de ter tido a minha primeira filha, mas agora, depois da segunda tudo está pior e eu estou a mentalizar-me que ou faço qualquer coisa agora ou me habituo para sempre a um moreno cada vez mais patchwork e uma cara que não é bem a minha. E não, não quero começar já a desprezar a minha beleza dos 30 anos, com coisas irremediáveis porque não são. Então, este blog que geralmente não serve para estas coisas da beleza, hoje serve para recolher opiniões para eu começar a pensar e pesar soluções possíveis.

Então aqui vai, raparigas da blogosfera que têm este tipo de manchas ponham o dedo no ar e digam lá o que fizeram para resolver isso. Tratamentos lazer? Cremes? Médicos? Vá, vamos lá a escrever aqui nos comentários tudo direitinho, com nomes, marcas e moradas. Prometo que se tudo correr bem chego ao alto nível da exposição e coloco aqui um 'antes' e 'depois'!

Obrigada!

how cool is that?

14.8.12


Descobre como podes vestir as tuas fotografias aqui: http://lumi.co/

a vida aos 35

10.8.12
vida aos 35
 
Hoje li este texto no blog Divine Shape. Um texto fantástico de uma mulher que chega aos 35 e olha para a vida de forma lúcida e real. Estes não são os meus 35, são os dela. A minha vida desenrolou-se de forma tão diferente mas em tantas coisas tão iguais. Será que estes pensamentos não são um pouco comuns a todos nós? Mas fico contente por perceber que depois de toda essa vida e sonhos que não se realizam e dificuldades que não contávamos, afinal "No meio disto tudo, aos 35 a minha única certeza é que ser mãe é a coisa mais poderosa do mundo. E que sou melhor mãe do que sou tudo o resto. Que o sonho que realmente importa é ser feliz. Que foi isso que sempre quis. O resto pouco importa."

Parabéns!

pots, pans and other solutions

6.8.12




http://potspansdocumentary.wordpress.com/

Um documentário feito por um português sobre a 'revolução' na Islândia. Vale a pena ver e pensar.

♥♥♥

4.8.12





Hoje foi dia para desejar colares...e estes são todos lindos.
Na Modcloth!

'breast cancer is not a pink ribbon'

3.8.12
 

Porque o que vem nos jornais e nas reportagens televisivas são as pessoas que vencem, que vivem e sobrevivem a este mal que mata mais de 20 mil pessoas por ano só em Portugal. Mas a grande maioria não são essas pessoas, são aquelas que morrem, que ficam anos a sofrer o fim dos seus dias, que sofrem várias reinvestidas de uma doença que acho que ainda ninguém consegue explicar, que vivem e sobrevivem os seus dias sem bocados de si, do seu corpo e da sua alma. É um cenário carregado de dor e sofrimento, sem laços e sem cores. É duro, como são estas imagens.

O cancro enquanto não mata leva pedaços de nós*: The Scar Project.

(*A frase anterior não faz parte do projecto, fui eu que a escrevi e se calhar não é uma boa mensagem para passar a quem me lê. Mas é a minha experiência. Derrotista, pois é. Por isso risquei. Viva os que vencem a luta.)

mistura explosiva

31.7.12


O que é que acontece quando a Urban Outfitters se junta com o The Shelby? Isto!
Se as casas reais do The Shelby conseguem fazer-nos sonhar, rir e chorar, tudo isso associado com as compras (imaginárias no meu caso) que se podem fazer na secção appartment da Urban Outfitters (.com, e isto é muito importante porque o .com é diferente do .uk, não se iludam), então este catálogo é a mistura explosiva dos dois. Quero tudo, mas este sofá verde mata-me:D Vão lá e iludam-se também, é uma meia-hora bem passada!

quando os outros dizem tão melhor do que eu

28.7.12
"Uma tendência para a qual vou tendo cada vez menos paciência: versões “design”, “urbanas” e “gourmet” de alimentos, objectos ou modelos de negócio, sobretudo quando se articulam entre si numa espécie de gramática pretensiosa: “Água-pé gourmet” servida em “malgas design” numa “tasca urbana”. É a melhor representação da austeridade enquanto estética, uma celebração da pobreza e dos seus valores concebida por e para gente que nunca foi pobre e que muito claramente despreza a pobreza, que confunde passar fome com perder calorias, perder o emprego com uma oportunidade, voltar à aldeia com ir de férias." in Pobreza Gourmet, the Ressabiator.

Eu não diria melhor. Apenas acrescento uma expressão da alta roda intelectual: 'ponham-se normais'!

o melhor dos saldos

27.7.12
saldos

É chegar bem no fim da coisa...e não gostar de nada.
Ganhamos todos, eu que não perdi tempo, a minha carteira que não ficou mais esburacada do que já está e o meu armário que não tem espaço para compras mal feitas. Não fosse ter feito aqui dois ou três clicks online e eu começava a achar que tinha perdido o meu espírito consumista. Mentira, ele continua aqui, as lojas comerciais este ano é que não conseguiram cativar-me nem um bocadinho! E eu não lhes faço falta nenhuma nem elas a mim.

PS: não me interpretem mal, eu gostava de ter encontrado uma daquelas pechinchas de 9.90 euros, mas entre os beijes e as cores flúor eu começo a perder a paciência e deixo de conseguir ver o que quer que seja. Venha o Inverno!

apetecia-me

23.7.12

 
mesmo ver isto...ao vivo!

♥♥♥

22.7.12






Talvez o mais bonito vestido na mais bonita (e natural) noiva que já encontrei por aqui.
Parece tudo tão 'sem esforço', não é?
Pois é assim mesmo que devia ser, se bem que todos sabemos que não é!

(fotografias de Lydia Jane, via miss moss)

recuperarte

21.7.12
recuperarterecuperarterecuperarterecuperarterecuperarterecuperarterecuperarte
 
Querida Maura,

Este ano, foi o ano do pico do esforço. Lá fizemos a operação aos intestinos e apesar de já digerires bem as coisas, às vezes ainda te dá alguma azia. Não és uma mulher fácil Maura.
Pois, mas por estes lados os cartuchos acabaram. Não que não queira, ou que não mereças, mas não consigo. Melhores dias virão...
Para já, tens aquilo que te é natural: a cor branca, o céu azul, as flores no jardim, e um ar fresco dentro de casa feito de propósito para esse tempo abafado em que vives. Uma arquitectura perfeita, digo eu.
Sobre os teus colos rotos, os braços soltos, os acessórios estragados ou fora de moda, a pele a cair e a falta de jeito para a culinária não posso fazer nada. Temos de nos adaptar ao que somos. Eu e tu. Por isso, eu que já te dei tudo o tinha, peço-te só que me dês as boas-vindas quando me aninho em ti e recebas simpaticamente os amigos que te visitam.
E pronto, é assim mesmo que vamos ter de continuar...eu e tu!

o sal e as mulheres

18.7.12







































Acho que quase todas as mulheres apreciam a beleza dos seus pares, ou não?
Eu aprecio. Para mim, olhar para uma mulher e achar mais ou menos bonita, não tem nada a ver com a perfeição do corpo ou dos traços, da pele ou do cabelo. Tem a ver com o sal.
Isso mesmo, sal.
E que se desenganem as miúdas giras que acham que do alto dos seus belos corpos e cabelos impecavelmente tratados têm o rótulo da beleza na testa, porque não é assim tão fácil. O sal não se compra nem se arranja. Não está nas roupas nem nos dotes naturais. Está algures no olhar, na forma como se movem, se vestem, como riem e choram estas mulheres absolutamente magnéticas. Um magnetismo que não tem sexo, apenas não consegues desviar o olhar.
O sal é muito difícil de encontrar.
Quantas e quantas raparigas giras que eu conheço e com tanta falta de sal? Muitas...
E outras há, que não sabemos bem porquê, têm aquele 'je ne sais quoi' que prende o olhar e sustém a respiração.
Ora esta rapariga é uma delas!

E esta foto e modelo pertencem à já aqui aclamada e tão talentosa Yokoo, numa produção para a sua (cheia de sal) loja Mother!

a minha vida num segundo

16.7.12
Há uns dias tive um daqueles acidentes domésticos com a minha filha mais nova. Aqueles que toda gente fala e que todos achamos que sabemos resolver porque já vimos a técnica aqui e ali.
Um engasgamento.
Criança abre a boca sem som e começa a ficar roxa.
Criança continua roxa sem respirar.
Tentamos tudo.
Nada.
Desespero.
112
Criança não respira.
E após longos minutos de total agonia ela começa a chorar.
Não sei como nem porquê.
Toda a minha vida me passou pela cabeça em apenas alguns segundos.
E o pior sentimento passou também pelo meu coração...

Tudo acabou bem, mas depois na urgência rodeada de todos aqueles avisos sobre afogamentos, crianças que caem de varandas, atropelamentos, tudo e mais alguma coisa, penso que esta é a tarefa mais inglória que nos é dada: tentar proteger os nossos filhos. Será que conseguimos?

summertime I

12.7.12
feriasferiasferiasferiasferias
 
Para mim o Verão sempre foi assim.
Sul e sol!
Com passeios até Silves, comer peixe, sardinha, marisco e churrasco, praia, areia, gelados e casas branquinhas.
Este ano continua assim.
Agora com duas crianças, as coisas e os hábitos têm de se readaptar. Acordamos muito cedo. Mesmo! Por isso a praia aqui é mesmo como a foto de cima:D Não é nenhum postal.
Este ano tem feito falta o resto da família que costuma estar cá na mesma altura. Sem elas/eles nada é o mesmo. Mas temos de criar os nossos próprios hábitos e rotinas, porque a sorte que eu sempre tive de ter a família por perto, é isso mesmo, uma sorte!
Confesso que ando a maior parte do tempo cansada, o meu corpo ressente-se de toda esta ginática de praias e banhos e refeições e casa e roupa para arrumar, mas ser mãe também é isto, e os momentos que outros me proporcionaram neste ambiente de praia e sol, hoje sou eu a proporcionar aos meus filhos, agora sei o quanto custa.
Por isso, fica aqui o meu grande obrigada à minha avó que recebia 6 netos pequenos todos os anos na sua casa o Verão inteiro. Devia ser dose. Mas foram alguns dos melhores momentos da minha vida. Obrigada!

packing

1.7.12
packing
 
Coisas de que estou mesmo a precisar:
- mergulhar a cabeça em água fresca e salgada;
- viver numa casa vazia, sem televisão, sem roupa para lavar e secar, sem brinquedos...
- comer peixe;
- usar chinelos e vestidos todos os dias;
- apanhar sol.

Coisas que podia bem dispensar:
- carregar um saco cheio de tudo e mais alguma coisa, juntamente com um guarda sol todos os dias para a praia;
- correr atrás da minha filha mais nova todo o tempo na praia, na rua em todo o lado;
- fazer mais ginástica nestes dias de praia do que o ano todo em casa.

É isso, vamos a caminho do sol e da nossa casa branquinha!
Life is good, live it well! (eu tento, mas nem sempre consigo:D)

planear ou não planear, eis a questão

25.6.12
window
 
Há uns tempos atrás li um artigo, que agora não consigo encontrar para vos mostrar, que contrariava a teoria de muitos livros e 'gurus' actuais, de que devemos definir objectivos, traçar metas, construir estratégias para chegarmos onde queremos e para, sermos felizes. O autor dizia então, que era muito mais importante o estar disponível, atento e aberto ao que o mundo e a vida nos trazia, do que estarmos focados no nosso 'caminho' e nas formas de lá chegar.

Eu compreendo a ideia dos planos e de seguir um caminho, apenas não funciona comigo. Aquilo que eu achava que seria bom há 5 anos atrás não é nada daquilo que eu acho hoje. E geralmente sempre que faço algo que imaginava como sendo muito bom, acabo por me desiludir. Pelo contrário, geralmente são as coisas relativamente às quais crio menos expectativas, aquelas que crescem e acabam por me surpreender.

Andei a fazer planos...mas acho que prefiro voltar à estaca zero.
Chegou o sol e o calor e em breve vou para o sítio onde gosto de estar. Aproveitar tudo aquilo que não planeei na minha vida, mas que tenho e que, em jeito de conclusão, me trouxe ao melhor lugar onde já poderia ter planeado estar. Aqui!

anormal

21.6.12
Anormal por aqui é um post sem imagens.
Mas ando raivosa, desorientada e às 'aranhas' da vida. E quando ando assim só me apetece escrever posts raivosos. Não que eu não goste de posts raivosos, porque adoro ler alguns, apenas não os sei escrever decentemente, por isso opto por estar calada.
E não, a minha vida não me corre nada mal, até corre muito bem, obrigada, mas estou assim perdida na imensidão do meu cérebro e das coisas que por lá passam e não tenho nada de construtivo para dizer.

Entretanto deixo-vos aqui alguns textos de outras pessoas que escrevem bem melhor do que eu:

- Joana Barrios no Trashédia: gostava de escrever uma carta assim a todas as pessoas que usam o FB para mal dizer e humilhar os outros. Ou aos 'ratos' silenciosos que não têm palavras e acções próprias, mas que se dedicam a seguir os outros para depois mal dizer de tudo o que fazem. Adoro o blog da Joana, é como um chuveiro fresco na água morna que se escreve em português!
- Um grande e verdadeiro post sobre estas 'tretas' da maternidade.
- O que não nos devemos nunca esquecer!

Mas anormal, anormal, é eu não fazer a menor ideia de contra quem Portugal está a jogar e ter começado a torcer contra a selecção nacional desde que percebi que a existência ou não de final pode afectar o início das minhas férias longe daqui.

Mais anormal ainda é eu ter escrito este post num blog que não é meu dado a quantidade de blogs que tenho em gestão no blogger...ups!

para o bailarino que há em ti

9.6.12

 
Esta deve ser a música com mais covers em tão pouco tempo nos últimos anos! Ufa! Está em todo o lado. Bem, goste-se ou não da música, para quem goste de dar uns passos de dança esta coreografia dá mesmo vontade de começar a treinar. Mas requer companhia, pois claro!
Cool:)

(via rockstar diaries)

♥♥♥

7.6.12







Não tenho por hábito comprar um biquini todos os anos, porque vou muito pouco à praia, de forma que os meus biquinis vão sobrevivendo de ano para ano (nem vos digo a idade de alguns deles!). Mas esta colecção da Benetton apanhou-me pela certa! Tem tudo o que eu gosto, cor, mistura de partes diferentes (gosto de usar partes de cima diferentes das de baixo, não sei porquê) e uns belos lenços para fazer de turbantes.
E finalmente, parece-me ser a única loja que decidiu não se deixar levar naquele mar de cores pastel, rendas e pseudo vestidos de casamento que anda a povoar tudo o resto e me deixa enjoada:D

E agora ao ver isto lembro-me aqui dos meus projectos na gaveta. Os turbantes que tanto queria ter feito para o Verão. A minha loja, coitadinha tão abandonada que anda. Mas a verdade é que o Quarto de Mudança está a andar a toda a velocidade e mais uma ou outra coisa extra que se vai arranjando por fora, ocupam todo o meu tempo, não deixando espaço para o resto. Mas começo a aprender a concentrar-me um pouco mais. É isso que está a funcionar agora e é isso que quero fazer. Quero me dedicar sem tentar fazer tudo ao mesmo tempo. Sem remorços, sem constrangimentos, ou sensações de falha. As ideias, essas são minhas e ficam aqui na minha cabeça até quando me apetecer. Entretanto há que dar gás no resto, porque o trabalho é mesmo assim, tem de ser agarrado quando aparece!

o passado presente

6.6.12
grandma love comes in colors
 
Quando visito a casa da minha avó venho recheada de amor em forma de flores, legumes, ovos e outras coisas bonitas, saborosas e boas. A minha avó já tem 85 anos e mantém a sua casa e terreno com todo o tipo de géneros alimentícios desde os legumes aos animais. Na casa dela sempre assisti a uma vida que se fazia quase ausente de dinheiro e compras de coisas. Tudo, ou quase tudo que se comia era plantado e criado, o que se vestia era feito e o resto...bem, não havia muito resto, porque a vida era assim mesmo, acordar, trabalhar na terra e com os animais, cozinhar, criar, dormir. Não havia ambição de mais, mas também não havia a preocupação com o menos.

E esta realidade ainda existe, está lá, para mim é uma coisa normal. E com esta realidade vêm muitas outras coisas que hoje são denominadas de tradicional, típico, modo de vida português, que de repente dá a sensação que está escondido em aldeias remotas de Portugal, mas não está, está em quase todo o lado que não seja Lisboa e Porto, mas como parece que Portugal existe apenas nestes sítios, tudo o resto se torna paisagem.

Está na moda este ser Português gourmet. O tradicional está na moda. Os produtos característicos portugueses estão na moda. Parece-me uma boa moda, sem dúvida, só que às vezes dá a sensação que se transforma algo tão normal e nosso num objecto de culto que adquirimos para relembrar uma vida fora do nosso alcance. E isso não é verdade. Esta vida é nossa, as galinhas de louça e os ditados portugueses em azulejo ainda estão nas nossas casas. O crochet povoa muita habitação portuguesa e o galo de Barcelos não é um elemento estranho para quase ninguém.
Parece que de vez em quando há uma meia dúzia de iluminados que decide intelectualizar coisas e hábitos nossos como sendo uma 'tradição' e de repente, aquilo que nos era normal e próximo torna-se objecto de estudo e de museu e de umas quantas recriações artísticas. Eu acho que pessoas como as minhas avós haviam de se rir muito de muita coisa que por aí anda. É que Portugal não é esse dos livros e das tradições, Portugal é a terra que fica a escassos Km da cidade, que não tem uma traça arquitectónica marcante, que tem um Pingo Doce mesmo ao lado e na qual a maioria das pessoas nunca pôs os pés numa Zara nem faz a menor ideia ao que sabem as comidas pré cozinhadas.

A tradição ainda é o que é.

♥ + ♥ = ♥♥♥

31.5.12

 
Este é o vídeo (3ª parte) do casamento da James & Aubrey do blog bleubird vintage.

E sim, que venha toda a cor de rosisse e as rendas e as fotografias perfeitas da blogosfera porque inspiração desta é que é preciso. Assim, amor, família, festa e muito bom gosto. Viva os noivos, viva a internet, viva a partilha, vivam os blogs!

Congrats James and Aubrey, you rock!!!!

yellow and vintage

30.5.12
yellow and vintage

E eis que quase 2 meses depois chega o carteiro com o resultado das minhas investidas no mercado vintage online. Repito, quase 2 meses depois!!!! É preciso ter estômago e paciência.
A isto é o que se chama 'slow shopping'. Mas um casaco de pele, anos 60 e amarelo vale bem a espera!

Muitas vezes me perguntam como é que eu consigo comprar coisas em segunda mão e pela internet. Ora, não sou nenhuma especialista, mas posso deixar-vos aqui algumas das minhas dicas.

- Eu costumo comprar sempre nos mesmos sítios, etsy ou e-bay. Principalmente no etsy pois é onde aparecem coisas mais interessantes e mais seleccionadas. Para além disso, os vendedores parecem-me de mais confiança;
- Pago sempre com paypal;
- Posso comprar em sites especializados, mas geralmente os preços não são convidativos;
- Nunca compro por impulso. Vejo e revejo muitas vezes a foto e geralmente faço perguntas ao vendedor;
- Para comprar peças em segunda mão é preciso não ter qualquer problema em vestir algo que já foi usado por outros. Por isso, para quem fica impressionado pela história da peça ou a pensar quem a usou e isso incomoda, mais vale desistir. O vintage não é para essas pessoas;
- Nunca compro sapatos, t-shirts e calças.
- Compro casacos, vestidos e acessórios. Sempre coisas cujos modelos eu sei de certeza que me ficam bem;
- Comparo as medidas da peça com outras roupas que me assentam bem para não falhar no tamanho;
- Atenção que as peças vintage geralmente não podem ser devolvidas;
- Só compro peças dos anos 60 e 70;

Este tipo de compras só faz sentido para quem valoriza o facto de a peça ser antiga, quem diferencia um corte específico ou gosta de peles já usadas. Para as pessoas que apenas procuram uma peça gira, e que tanto faz ser da Zara ou ser dos anos 60, então acho que não compensa. Se bem que a Zara não vende casacos de pele amarelos, pois não? É este tipo de exclusividade que se procura no vintage. São peças únicas, irrepetíveis e com um estilo muito próprio que por mais imitado que seja, nunca vai voltar a ser o mesmo.
Para mim, conjugar roupas actuais com uma qualquer peça vintage é o toque essencial para a exclusividade, seja numa jóia, numa carteira ou num casaco. Não pretendo andar por aí vestida à anos 60, a imitar uma qualquer 'MOD girl', não é esse o meu objectivo. Visto-me com roupas actuais, perfeitamente normais, mas quando lhes acrescento um destes casacos, ou o meu anel preferido, ou vou para a praia com uns calções às flores anos sessenta, tudo muda. É outro campeonato, só sabe quem aprecia porque também lá joga:D

Na decoração o princípio é o mesmo, na minha casa tenho um móvel do IKEA amarelo ao lado de um sofá holandês dos anos 60 resgatado ao lixo com uma mesa de apoio do emmaus de 5 euros. Para mim é a combinação perfeita. Se bem que, para recuperar o sofá do lixo, forrando de novo e arranjando as molas, gastei mais dinheiro do que num novo. Mas ainda assim prefiro.
Como prefiro ter dado 70 euros por este casaco em vez de um par de sapatos novos ou várias t-shirts de uma cadeia qualquer. São opções. São modos de estar.

Bem, peço desculpa pela foto pobrezinha lá de cima, o casaco merecia melhor, mas o estado das coisas por aqui é este mesmo, à pressão e sempre a andar, para além de todas as outras fotos terem ficado ainda piores. Temos momentos, não é?

Happy vintage shopping!


simples e perfeito

29.5.12

 
Como diz o meu amigo Pedro, as coisas simples são sempre as mais difíceis de fazer e as mais belas.
Este vídeo da Mariana Sabido transmite uma beleza, uma paz e uma simplicidade tal nos passos e formas desta família que é, para mim, o melhor trabalho de sempre da Mariana. Não sei se a arte está nas lentes do fotógrafo, ou se emana da aura das pessoas, mas é tão bom ver coisas que nos deixam assim, felizes!

Para quem ainda não conhece, fica aqui o blog da Mariana, a não perder: http://mae360photo.blogspot.pt/

in the no age era

28.5.12



Nos meus 24 anos, vivi um período em Inglaterra na cidade de Bristol e uma das coisas que me marcou muito foi a forma como as diferentes gerações de pessoas viviam a vida naquela cidade. Costumávamos ir a uns pubs com música ao vivo e eu ficava horas a observar grupos de pessoas, amigos, com idades entre os 50/60/70 anos, que por lá se encontravam, basicamente a fazer o mesmo que nós: beber umas 'pints', ouvir música e estar com os amigos, divertir-se! Eu ficava a pensar que podiam ser os meus pais ou avós e que em Portugal seria muito estranho estar num bar com eles a fazer este tipo de coisas. Mas lá não. Era normal. E este grupo de pessoas não estava de forma alguma deslocado nem se encontrava em nenhuma fase da sua vida a tentar reviver qualquer tipo de juventude perdida, não, fazia parte dos seus hábitos normais de vida. E também não se verificava qualquer tentativa de tentar parecer mais novo, com roupas ou formas de estar que não fossem deles, não, nós é que com certeza estávamos ainda à procura da nossa forma de estar e eles seriam para nós uma boa inspiração.

Ora isto tudo para falar do quê?
Para dizer basicamente que eu acho que uma nova forma de viver a idade, ao que ao aspecto e comportamentos diz respeito, se começa a fazer notar na sociedade. Não tem nada a ver com aquelas coisas do 'ah e tal os 50 são os novos 30' e esse tipo de coisas, não. A questão aqui é que os 30 são os 30, os 40 os 40 e por aí fora. A forma como os sentimos e incorporamos é que está a ficar diferente. Quem nunca ouviu comentários do tipo 'ah, aquela roupa já não é para a idade dela' ou então 'já tinhas idade para ter juízo' ou por exemplo se pensarem em mulheres que conheçam que aos sessenta anos se vestem de vermelho vivo ou cor-de-rosa ou que decidem aprender algo novo, poucas são as imagens que vão aparecer. Depois há o reverso da medalha que é a procura da juventude que se vê por fora, com alterações drásticas ao curso da natureza e que também não são o exemplo de uma 'era sem idade' uma vez que procuram exactamente o contrário.

Hoje em dia nada é proibido. Não existem limites nem idade para aquilo que nós queremos e podemos ser. A música que ouvimos, os filmes que gostamos, a vida que nos dá prazer não está definida pela idade que temos. Um par de sapatilhas pode ser usado descontraidamente por qualquer mulher em qualquer fase da sua vida. Um concerto não é um acontecimento de jovens, mas sim de apreciadores de música. As nossas cabeças estão livres, as cores com que pintamos o nosso corpo são um reflexo daquilo que queremos trazer cá para fora, o que calçamos, vestimos, a forma como apanhamos o cabelo têm mais a ver com o nosso estilo de vida do que propriamente com a nossa idade. Pode haver quem não goste, quem ache isto ou aquilo, mas já há muito menos censura à forma de estar das pessoas na vida.
A criatividade, a vontade de fazer, conhecer, mudar, aprender, apreciar não têm idade definida e isso é, na minha opinião, uma forma de liberdade muito importante. Não sentir esse peso dos anos nos ombros, a sensação de que o nosso momento já passou, mas apenas um acumular de experiências que vai crescendo e que é cada vez mais valioso. Isto é bom, muito bom!

E este post esta lindamente ilustrado pelas fotos da Ingrid Jansen do blog wood & wool stool (com autorização da mesma!) pois para  mim, as fotografias dela representam, em termos visuais, exactamente isto que eu quero aqui expressar.

Tenham uma boa semana, sem preocupações 'temporais':)