planear ou não planear, eis a questão

25.6.12
window
 
Há uns tempos atrás li um artigo, que agora não consigo encontrar para vos mostrar, que contrariava a teoria de muitos livros e 'gurus' actuais, de que devemos definir objectivos, traçar metas, construir estratégias para chegarmos onde queremos e para, sermos felizes. O autor dizia então, que era muito mais importante o estar disponível, atento e aberto ao que o mundo e a vida nos trazia, do que estarmos focados no nosso 'caminho' e nas formas de lá chegar.

Eu compreendo a ideia dos planos e de seguir um caminho, apenas não funciona comigo. Aquilo que eu achava que seria bom há 5 anos atrás não é nada daquilo que eu acho hoje. E geralmente sempre que faço algo que imaginava como sendo muito bom, acabo por me desiludir. Pelo contrário, geralmente são as coisas relativamente às quais crio menos expectativas, aquelas que crescem e acabam por me surpreender.

Andei a fazer planos...mas acho que prefiro voltar à estaca zero.
Chegou o sol e o calor e em breve vou para o sítio onde gosto de estar. Aproveitar tudo aquilo que não planeei na minha vida, mas que tenho e que, em jeito de conclusão, me trouxe ao melhor lugar onde já poderia ter planeado estar. Aqui!

anormal

21.6.12
Anormal por aqui é um post sem imagens.
Mas ando raivosa, desorientada e às 'aranhas' da vida. E quando ando assim só me apetece escrever posts raivosos. Não que eu não goste de posts raivosos, porque adoro ler alguns, apenas não os sei escrever decentemente, por isso opto por estar calada.
E não, a minha vida não me corre nada mal, até corre muito bem, obrigada, mas estou assim perdida na imensidão do meu cérebro e das coisas que por lá passam e não tenho nada de construtivo para dizer.

Entretanto deixo-vos aqui alguns textos de outras pessoas que escrevem bem melhor do que eu:

- Joana Barrios no Trashédia: gostava de escrever uma carta assim a todas as pessoas que usam o FB para mal dizer e humilhar os outros. Ou aos 'ratos' silenciosos que não têm palavras e acções próprias, mas que se dedicam a seguir os outros para depois mal dizer de tudo o que fazem. Adoro o blog da Joana, é como um chuveiro fresco na água morna que se escreve em português!
- Um grande e verdadeiro post sobre estas 'tretas' da maternidade.
- O que não nos devemos nunca esquecer!

Mas anormal, anormal, é eu não fazer a menor ideia de contra quem Portugal está a jogar e ter começado a torcer contra a selecção nacional desde que percebi que a existência ou não de final pode afectar o início das minhas férias longe daqui.

Mais anormal ainda é eu ter escrito este post num blog que não é meu dado a quantidade de blogs que tenho em gestão no blogger...ups!

para o bailarino que há em ti

9.6.12

 
Esta deve ser a música com mais covers em tão pouco tempo nos últimos anos! Ufa! Está em todo o lado. Bem, goste-se ou não da música, para quem goste de dar uns passos de dança esta coreografia dá mesmo vontade de começar a treinar. Mas requer companhia, pois claro!
Cool:)

(via rockstar diaries)

♥♥♥

7.6.12







Não tenho por hábito comprar um biquini todos os anos, porque vou muito pouco à praia, de forma que os meus biquinis vão sobrevivendo de ano para ano (nem vos digo a idade de alguns deles!). Mas esta colecção da Benetton apanhou-me pela certa! Tem tudo o que eu gosto, cor, mistura de partes diferentes (gosto de usar partes de cima diferentes das de baixo, não sei porquê) e uns belos lenços para fazer de turbantes.
E finalmente, parece-me ser a única loja que decidiu não se deixar levar naquele mar de cores pastel, rendas e pseudo vestidos de casamento que anda a povoar tudo o resto e me deixa enjoada:D

E agora ao ver isto lembro-me aqui dos meus projectos na gaveta. Os turbantes que tanto queria ter feito para o Verão. A minha loja, coitadinha tão abandonada que anda. Mas a verdade é que o Quarto de Mudança está a andar a toda a velocidade e mais uma ou outra coisa extra que se vai arranjando por fora, ocupam todo o meu tempo, não deixando espaço para o resto. Mas começo a aprender a concentrar-me um pouco mais. É isso que está a funcionar agora e é isso que quero fazer. Quero me dedicar sem tentar fazer tudo ao mesmo tempo. Sem remorços, sem constrangimentos, ou sensações de falha. As ideias, essas são minhas e ficam aqui na minha cabeça até quando me apetecer. Entretanto há que dar gás no resto, porque o trabalho é mesmo assim, tem de ser agarrado quando aparece!

o passado presente

6.6.12
grandma love comes in colors
 
Quando visito a casa da minha avó venho recheada de amor em forma de flores, legumes, ovos e outras coisas bonitas, saborosas e boas. A minha avó já tem 85 anos e mantém a sua casa e terreno com todo o tipo de géneros alimentícios desde os legumes aos animais. Na casa dela sempre assisti a uma vida que se fazia quase ausente de dinheiro e compras de coisas. Tudo, ou quase tudo que se comia era plantado e criado, o que se vestia era feito e o resto...bem, não havia muito resto, porque a vida era assim mesmo, acordar, trabalhar na terra e com os animais, cozinhar, criar, dormir. Não havia ambição de mais, mas também não havia a preocupação com o menos.

E esta realidade ainda existe, está lá, para mim é uma coisa normal. E com esta realidade vêm muitas outras coisas que hoje são denominadas de tradicional, típico, modo de vida português, que de repente dá a sensação que está escondido em aldeias remotas de Portugal, mas não está, está em quase todo o lado que não seja Lisboa e Porto, mas como parece que Portugal existe apenas nestes sítios, tudo o resto se torna paisagem.

Está na moda este ser Português gourmet. O tradicional está na moda. Os produtos característicos portugueses estão na moda. Parece-me uma boa moda, sem dúvida, só que às vezes dá a sensação que se transforma algo tão normal e nosso num objecto de culto que adquirimos para relembrar uma vida fora do nosso alcance. E isso não é verdade. Esta vida é nossa, as galinhas de louça e os ditados portugueses em azulejo ainda estão nas nossas casas. O crochet povoa muita habitação portuguesa e o galo de Barcelos não é um elemento estranho para quase ninguém.
Parece que de vez em quando há uma meia dúzia de iluminados que decide intelectualizar coisas e hábitos nossos como sendo uma 'tradição' e de repente, aquilo que nos era normal e próximo torna-se objecto de estudo e de museu e de umas quantas recriações artísticas. Eu acho que pessoas como as minhas avós haviam de se rir muito de muita coisa que por aí anda. É que Portugal não é esse dos livros e das tradições, Portugal é a terra que fica a escassos Km da cidade, que não tem uma traça arquitectónica marcante, que tem um Pingo Doce mesmo ao lado e na qual a maioria das pessoas nunca pôs os pés numa Zara nem faz a menor ideia ao que sabem as comidas pré cozinhadas.

A tradição ainda é o que é.

♥ + ♥ = ♥♥♥

31.5.12

 
Este é o vídeo (3ª parte) do casamento da James & Aubrey do blog bleubird vintage.

E sim, que venha toda a cor de rosisse e as rendas e as fotografias perfeitas da blogosfera porque inspiração desta é que é preciso. Assim, amor, família, festa e muito bom gosto. Viva os noivos, viva a internet, viva a partilha, vivam os blogs!

Congrats James and Aubrey, you rock!!!!

yellow and vintage

30.5.12
yellow and vintage

E eis que quase 2 meses depois chega o carteiro com o resultado das minhas investidas no mercado vintage online. Repito, quase 2 meses depois!!!! É preciso ter estômago e paciência.
A isto é o que se chama 'slow shopping'. Mas um casaco de pele, anos 60 e amarelo vale bem a espera!

Muitas vezes me perguntam como é que eu consigo comprar coisas em segunda mão e pela internet. Ora, não sou nenhuma especialista, mas posso deixar-vos aqui algumas das minhas dicas.

- Eu costumo comprar sempre nos mesmos sítios, etsy ou e-bay. Principalmente no etsy pois é onde aparecem coisas mais interessantes e mais seleccionadas. Para além disso, os vendedores parecem-me de mais confiança;
- Pago sempre com paypal;
- Posso comprar em sites especializados, mas geralmente os preços não são convidativos;
- Nunca compro por impulso. Vejo e revejo muitas vezes a foto e geralmente faço perguntas ao vendedor;
- Para comprar peças em segunda mão é preciso não ter qualquer problema em vestir algo que já foi usado por outros. Por isso, para quem fica impressionado pela história da peça ou a pensar quem a usou e isso incomoda, mais vale desistir. O vintage não é para essas pessoas;
- Nunca compro sapatos, t-shirts e calças.
- Compro casacos, vestidos e acessórios. Sempre coisas cujos modelos eu sei de certeza que me ficam bem;
- Comparo as medidas da peça com outras roupas que me assentam bem para não falhar no tamanho;
- Atenção que as peças vintage geralmente não podem ser devolvidas;
- Só compro peças dos anos 60 e 70;

Este tipo de compras só faz sentido para quem valoriza o facto de a peça ser antiga, quem diferencia um corte específico ou gosta de peles já usadas. Para as pessoas que apenas procuram uma peça gira, e que tanto faz ser da Zara ou ser dos anos 60, então acho que não compensa. Se bem que a Zara não vende casacos de pele amarelos, pois não? É este tipo de exclusividade que se procura no vintage. São peças únicas, irrepetíveis e com um estilo muito próprio que por mais imitado que seja, nunca vai voltar a ser o mesmo.
Para mim, conjugar roupas actuais com uma qualquer peça vintage é o toque essencial para a exclusividade, seja numa jóia, numa carteira ou num casaco. Não pretendo andar por aí vestida à anos 60, a imitar uma qualquer 'MOD girl', não é esse o meu objectivo. Visto-me com roupas actuais, perfeitamente normais, mas quando lhes acrescento um destes casacos, ou o meu anel preferido, ou vou para a praia com uns calções às flores anos sessenta, tudo muda. É outro campeonato, só sabe quem aprecia porque também lá joga:D

Na decoração o princípio é o mesmo, na minha casa tenho um móvel do IKEA amarelo ao lado de um sofá holandês dos anos 60 resgatado ao lixo com uma mesa de apoio do emmaus de 5 euros. Para mim é a combinação perfeita. Se bem que, para recuperar o sofá do lixo, forrando de novo e arranjando as molas, gastei mais dinheiro do que num novo. Mas ainda assim prefiro.
Como prefiro ter dado 70 euros por este casaco em vez de um par de sapatos novos ou várias t-shirts de uma cadeia qualquer. São opções. São modos de estar.

Bem, peço desculpa pela foto pobrezinha lá de cima, o casaco merecia melhor, mas o estado das coisas por aqui é este mesmo, à pressão e sempre a andar, para além de todas as outras fotos terem ficado ainda piores. Temos momentos, não é?

Happy vintage shopping!


simples e perfeito

29.5.12

 
Como diz o meu amigo Pedro, as coisas simples são sempre as mais difíceis de fazer e as mais belas.
Este vídeo da Mariana Sabido transmite uma beleza, uma paz e uma simplicidade tal nos passos e formas desta família que é, para mim, o melhor trabalho de sempre da Mariana. Não sei se a arte está nas lentes do fotógrafo, ou se emana da aura das pessoas, mas é tão bom ver coisas que nos deixam assim, felizes!

Para quem ainda não conhece, fica aqui o blog da Mariana, a não perder: http://mae360photo.blogspot.pt/

in the no age era

28.5.12



Nos meus 24 anos, vivi um período em Inglaterra na cidade de Bristol e uma das coisas que me marcou muito foi a forma como as diferentes gerações de pessoas viviam a vida naquela cidade. Costumávamos ir a uns pubs com música ao vivo e eu ficava horas a observar grupos de pessoas, amigos, com idades entre os 50/60/70 anos, que por lá se encontravam, basicamente a fazer o mesmo que nós: beber umas 'pints', ouvir música e estar com os amigos, divertir-se! Eu ficava a pensar que podiam ser os meus pais ou avós e que em Portugal seria muito estranho estar num bar com eles a fazer este tipo de coisas. Mas lá não. Era normal. E este grupo de pessoas não estava de forma alguma deslocado nem se encontrava em nenhuma fase da sua vida a tentar reviver qualquer tipo de juventude perdida, não, fazia parte dos seus hábitos normais de vida. E também não se verificava qualquer tentativa de tentar parecer mais novo, com roupas ou formas de estar que não fossem deles, não, nós é que com certeza estávamos ainda à procura da nossa forma de estar e eles seriam para nós uma boa inspiração.

Ora isto tudo para falar do quê?
Para dizer basicamente que eu acho que uma nova forma de viver a idade, ao que ao aspecto e comportamentos diz respeito, se começa a fazer notar na sociedade. Não tem nada a ver com aquelas coisas do 'ah e tal os 50 são os novos 30' e esse tipo de coisas, não. A questão aqui é que os 30 são os 30, os 40 os 40 e por aí fora. A forma como os sentimos e incorporamos é que está a ficar diferente. Quem nunca ouviu comentários do tipo 'ah, aquela roupa já não é para a idade dela' ou então 'já tinhas idade para ter juízo' ou por exemplo se pensarem em mulheres que conheçam que aos sessenta anos se vestem de vermelho vivo ou cor-de-rosa ou que decidem aprender algo novo, poucas são as imagens que vão aparecer. Depois há o reverso da medalha que é a procura da juventude que se vê por fora, com alterações drásticas ao curso da natureza e que também não são o exemplo de uma 'era sem idade' uma vez que procuram exactamente o contrário.

Hoje em dia nada é proibido. Não existem limites nem idade para aquilo que nós queremos e podemos ser. A música que ouvimos, os filmes que gostamos, a vida que nos dá prazer não está definida pela idade que temos. Um par de sapatilhas pode ser usado descontraidamente por qualquer mulher em qualquer fase da sua vida. Um concerto não é um acontecimento de jovens, mas sim de apreciadores de música. As nossas cabeças estão livres, as cores com que pintamos o nosso corpo são um reflexo daquilo que queremos trazer cá para fora, o que calçamos, vestimos, a forma como apanhamos o cabelo têm mais a ver com o nosso estilo de vida do que propriamente com a nossa idade. Pode haver quem não goste, quem ache isto ou aquilo, mas já há muito menos censura à forma de estar das pessoas na vida.
A criatividade, a vontade de fazer, conhecer, mudar, aprender, apreciar não têm idade definida e isso é, na minha opinião, uma forma de liberdade muito importante. Não sentir esse peso dos anos nos ombros, a sensação de que o nosso momento já passou, mas apenas um acumular de experiências que vai crescendo e que é cada vez mais valioso. Isto é bom, muito bom!

E este post esta lindamente ilustrado pelas fotos da Ingrid Jansen do blog wood & wool stool (com autorização da mesma!) pois para  mim, as fotografias dela representam, em termos visuais, exactamente isto que eu quero aqui expressar.

Tenham uma boa semana, sem preocupações 'temporais':)

porto I love you

23.5.12
UntitledUntitledUntitledUntitled A swark agora tem um flickr! São imperdíveis as fantásticas fotografias da Sara por um Porto atrás de portas que a maioria de nós nunca teve a oportunidade de ver. Deliciem-se!

o carago de uma gaveta

19.5.12
"o carago de uma gaveta"
 
Eu não sou minimalista. Também não sou uma pessoa arrumada ou organizada. Não gosto de casas demasiado organizadas ou clean ou arrumadinhas, não me dizem nada sinceramente. Mas ultimamente ando a ser devorada pela tralha!
Já tinha lido o blog da Rita ou ouvido falar do Leo Babauta, e ambos me diziam que eu devia fazer alguma coisa com determinação ao que arrumar e organizar a minha vida diz respeito. Mas as suas vozes não falaram suficientemente alto! Pois hoje a Dora falou.
Mas porquê? Porque usou a expressão certa "o carago de uma gaveta" que me relativizou a ideia de que aquelas coisas são tão pequenas que não me podem dominar. Pois pensei, vou destralhar o carago de uma gaveta amanhã. Mas não, isso seria ir demasiado longe. Pronto, durante a semana...mas depois percebi "trabalho mau, é andar com ele" e que tinha de pegar na coisa desta forma: "controlo do vosso tempo, da vossa casa e do vosso destino pelos cornos".
Então, esta semana vou resolver aquilo que mais me tem prejudicado nos últimos tempos: vou arrumar o carago do computador de uma vez por todas. Esta semana. Tenho dito. Não vai haver antes depois bonitinho porque o meu computador não tem nada de bonito, mas vai haver um eu mais leve a trabalhar na semana seguinte, isso posso vos garantir. Obrigada Dora.

a nudez comum

13.5.12


“Um corpo nu na frente do espelho. Aquelas dobrinhas adoráveis, a celulite saltando aos olhos e pintas espalhadas em toda sua extensão. Sem maquiagem, nem truques, ali, exposta, pronta para mostrar toda sua beleza natural.”

© Matt Blum "The Nu Project" via obvious mag via FB Belinda Sobral)

Para mim o corpo feminino é uma das imagens mais belas que se pode retratar.
Mas o corpo feminino não é feito de pincéis de photoshop nem de peitos que parecem meias bolas perfeitas aplicadas num fundo enrugado ou esticado. Toda a gente que já viu muitas mulheres nuas sabe o quão diferentes são os corpos de mulher para mulher, não existem seios iguais nem barrigas e coxas com as mesmas dimensões.
E todas estas diferenças são tão belas quanto podem ser chocantes. Trazem consigo as vivências daqueles corpos, o número de vezes que já serviram de ninho e a vida que a mulher tem. São belos e perfeitos na sua diferença e encaixam perfeitamente na mulher que os carrega.
São belas as mulheres (ponto).

silêncio

11.5.12

focus

10.5.12
noise
(poster from workisnotajob.com)

 
Inspira...expira... Siga!

lamp crush

7.5.12







Instalação de rune guneriussen (via mimiistaaf ).

coração de mãe

6.5.12
mãe Apesar de ser mãe de duas miúdas giras que me enchem de amor, ainda não sinto o dia de hoje como sendo meu, mas sim da minha mãe. É por isso um dia cheio de saudade.

olá

3.5.12
olá
 
'Olá' é a primeira palavra da Simone!
Também já sabe dar beijos.
'E a vida sorri...':D:D

revolution starts here

2.5.12
 




Adoro pessoas com energia, com iniciativa, com prontidão para dar e receber. Daquelas que fazem o mundo mexer e rodar, mas que não se colocam no centro.
Este é o projeto de duas amigas que falam e divulgam as mais variadas formas de ver, ler e viver o trabalho. Para tudo e para todos há um lugar. O trabalho associado ao prazer não é apenas um trabalho de criação/artístico como muita gente gosta de fazer parecer, é um trabalho de energia, de mandar coisas, ideias e conhecimento para o mundo para que elas voltem maiores e melhores para nós. Assim sem complexos nem presunções, apenas porque o trabalho faz parte de nós e nós fazemos parte do mundo.

quem precisa de um iphone...

1.5.12

 
Quando pode ter uma máquina destas?
Pfuuuu:)

Design for real homes and real people!

(via FB Jóni Silva)

dos limites da privacidade

26.4.12
dos limites da privacidade

De acordo com Eric Hughes, "privacidade é o poder de revelar-se seletivamente ao mundo." (via wikipedia).

Na internet, mais especificamente nos blogs e nas redes sociais, este é um conceito que todos dizem dominar. Todos achamos que só falamos do que queremos, que não publicamos as fotografias que não gostamos, que mostramos apenas aquilo que selecionamos como público. Mas será assim mesmo?
Quando o Facebook explodiu uma das coisas que mais me chocou foi a diferença entre as presenças online em blogs e as mesmas presenças online no Facebook. Tornou-se uma definição de privacidade completamente diferente, e a determinada altura parecia que no Facebook estávamos menos expostos do que nos nossos blogs. O que, na minha opinião, não é de todo verdade.
Por outro lado, nos blogs, quando escrevemos artigos de opinião, percebemos que as nossas palavras podem ter ecos diferentes em diversos leitores e que, muitas vezes, essas mesmas palavras/imagens serão utilizadas como exemplos bons e maus da expressão dos outros. E esta nossa opinião e imagem, que pode tantas vezes ser distorcida é nossa porque somos seus proprietários, ou a partir do momento que a publicamos online deixamos de ser os seus donos e temos de aceitar as suas variabilidades quando vistas e interpretadas por outras pessoas?
Uma fotografia pessoal pode ser encarada como uma forma de vaidade, de auto-promoção, de falta de gosto, pode chatear muita gente e agradar outras tantas pessoas.
A verdade é que as estatísticas revelam que são as fotografias pessoais e os posts de opinião que mais impacto têm na blogosfera.

Tudo isto são opiniões. Já não são privadas porque as coloquei aqui. Mas deixei outras que, para mim, fazem parte deste limite de privacidade que tento não ultrapassar. Mas esta sou eu. E vocês? Qual é o vosso limite de privacidade nos vossos blogs e nos murais do Facebook? Gostam de sentir que fazem parte da vida privada destes milhares de contactos virtuais que temos na rede? Os chamados amigos, seguidores, leitores. Pessoas que não conhecemos de carne e osso, mas às quais nos sentimos tantas vezes mais próximos do que dos nossos amigos da vida, com os quais não trocamos o mesmo número de opiniões e muitas vezes não temos os mesmos interesses em comum. E será que as ideias e imagens que seguimos atentamente na rede correspondem de facto a uma pessoa de carne e osso? Mas...será que isso realmente importa? O que interessa no conteúdo virtual não é ele mesmo? Quem o escreve e a quantidade de 'verdade' que deita cá para fora será assim tão importante para nós? O que realmente interessa proteger?
Onde está a linha entre o privado e o público na rede e onde começa e acaba a verdade e a ficção?

Este é um post propositadamente confuso. É para pensar, mas também é para comentar. Por favor deixem aqui as vossas opiniões, sem grandes filtros nem grandes pesquisas, apenas o que pensam e sentem sobre isto. A ideia é fazer um novo post com algumas das vossas opiniões sobre o assunto e tirar algumas conclusões, se é que isso é possível!

Conto com as vossas opiniões. Tenham um óptimo dia!


(Este é um post partilhado aqui e no Quarto de Mudança. A recolha de opiniões será feita em ambos os blogs, no facebook ou através de e-mails que nos enviem. Obrigada.)

noutra dimensão

21.4.12

lost in living

19.4.12

 
O post de ontem despoletou muitos comentários aqui e no FB. Um deles foi da Lia Ferreira que me mostrou o Lost in Living.
Fiquei colada a ver os vídeos e os testemunhos e conversas destas mulheres. Mesmo!
Sobre eles e a minha opinião poderia escrever aqui várias linhas. Mas acho mais interessante que vejam e sintam por vocês. Para mim é genial esta honestidade quase cruel como os assuntos são abordados.

Pronto, vão lá ver:
- mais vídeos no blog da Lia;
- o site do filme;
- há mais vídeos de excertos no youtube e vimeo;
- e muito importante, no site há um espaço para donativos para terminar e publicar o filme.

(im)possibilidades

18.4.12
(im)possibilidades
 
Já muita 'tinta' correu nesta blogosfera sobre as mães e os filhos e o trabalhar dentro e fora de casa. E eu sei que nestes dias chatos de chuva, aquilo que mais desejam as pessoas que abandonam as suas casas pela manhã era poder ficar lá dentro com as suas crias e sem ninguém a chatear.
E eu cá estou, em casa, com todas as coisas boas que isso me traz mas também a perceber as incompatibilidades de uma vida caseira. É que antigamente estar em casa a cuidar dos filhos era isso mesmo, e pronto, ficava assim bem aceite e compreendido por ambas as partes. Mas hoje temos estas janelas fantásticas para o mundo e toda uma panóplia de tecnologias que nos trazem a ilusão de que podemos estar em casa, cuidar das crianças e ser umas mães dedicadas, e ainda trabalhar e criar valor daquele que (por vezes) consegue ser remunerado.
Pois eu não acho isso possível. Lamento se estou a desiludir algumas pessoas que me lêem, mas a vida é mesmo assim.
É que, eu por exemplo, para conseguir fazer qualquer coisa, seja de cariz intelectual ou manual, preciso de umas boas 2 ou 3 horas a me dedicar e concentrar na coisa. Os 15 minutos atuais em que me consigo concentrar em alguma coisa não dão. E alternar entre tentar 'produzir' alguma coisa e evitar que as crianças caiam abaixo das escadas ou comam algo que não se desfaz no estômago é uma atividade que requer algum 'andamento'. E depois de me levantar para qualquer uma das coisas relativas à casa/maternidade, em intervalos tão curtos como 15 ou 30 minutos, não me permite ter continuidade em quase nada. No final do dia, fica sempre aquela sensação de trabalho 'não feito' e de pouca atenção às crianças, porque estivemos a tentar fazer aquilo que não conseguimos.
É uma frustração, é o que vos digo.
Não há vidas perfeitas, nem trabalhos perfeitos, nem casas perfeitas, nem mães perfeitas. Somos o que somos e fazemos o melhor que podemos e que a vida nos deixa. Mas eu confesso que neste momento precisava de um espaço para ser só eu e as minhas ideias e a minha capacidade produtiva e depois, fechar a porta desse espaço e ser só eu, e a minha família, e os tachos e as panelas e os beijos e os abraços e as histórias e músicas novas.
E abandonar esta sensação de tentativa/erro diária que me tem vindo a desgastar.

em casa de ferreiro espeto de pau

16.4.12
Azeitola
 
Este blog está em lista de espera ali no Quarto do lado, desde que esse ainda fazia parte apenas dos neurónios da nossa cabeça.
Precisa de ser arrumado, ganhar espaços novos, uma nova imagem, uma lavagem de cara e corpo portanto. Ainda agora fui ao quarto e acabei de o arrumar ainda mais para o fundo da lista. Coitado, merecia melhor sorte...
Mas isto vai acabar, prometo, mal esta coisa da 'astenia' passar!
Qualquer dia vocês chegam aqui e...plim!

para os pais treinadores

15.4.12
Todos queremos o melhor para os nossos filhos. Disso não quero duvidar.
No entanto este post é dirigido aos pais treinadores.
Aqueles que se preocupam com a capacidade das suas crianças pintarem dentro dos traços.
Com os números e as letras que eles sabem de cor.
Com as capacidades de ginástica, música, ballet, ou qualquer outra coisa que julguem que eles conseguem fazer prematuramente.
Com a educação esmerada de comer com a boca fechada e dizer sempre e sem falhas 'muito obrigada', 'desculpe', 'faz favor' nos momentos e às pessoas certas.
Para aqueles que se preocupam desde o nascimento com o curso e a carreira promissora dos seus filhos:

Let them be
.

As crianças têm uma personalidade própria, não são resultado de nenhum treino.
E há algo de precioso nos miúdos, que é esta imaginação gigantesca que ultrapassa os nossos maiores e profundos sonhos. Eles conseguem chegar a sítios que a maioria dos pais já nem sabem imaginar.
E isso...isso é tudo!

Confesso que me emocionei com o miúdo, não com a questão da história do flash mob e tudo mais, que emociona só de olhar para aquele sorriso, mas pela capacidade deste miúdo ter uma ideia e manter-se fiel a ela apesar de ninguém a admirar.
Se calhar sinto-me identificada, pois está claro:D

A minha filha passa a vida a perguntar-me como pode ir até ao mundo mágico, se é longe, se temos de ir de carro, se é no nosso planeta, etc, etc. Confesso que fico quase sempre sem palavras e muitas vezes tento explicar-lhe que o mundo mágico está na nossa imaginação. Ela fica muito desiludida porque não compreende. Acho que da próxima lhe vou dizer para o construir!

Entretanto conheçam o Caine e o seu fantástico sorriso:

ele, mais uma vez...o desenho!

14.4.12

 
Já disse aqui antes que adorava saber desenhar, não já?
Não me canso de olhar:)

(via FB Casa Ruim)

[o melhor da blogosfera]: astenia primaveril

13.4.12
:) (foto de Isaura Rei)

Eu já aqui disse que gosto muito deste meu blog, mas nem todos os dias, ou todas as semanas tenho vontade ou energia de o manter e por vezes há momentos que me apetece deixar tudo para lá! Momentos em que penso que não tenho nada para dizer ou partilhar, ou alturas em que a Internet e as 'relações' virtuais me mexem um pouco com os nervos, ou quando me sinto, de alguma forma exposta, apesar de todos os cuidados que tento ter.
Sim, isto também me acontece, como deve acontecer a toda a gente que já experimentou ter um blog.

Há uns dias já aqui disse que estava com pouca energia para tudo. Mas, afinal, tudo não passa de 'astenia primaveril', isso mesmo, é do tempo, das estações, das mudanças. Foi o que a Isaura me disse e que me deixou com uma sensação de descanso, pois só tenho de esperar que passe e fazer o que ela propõe:

"Chamou -me também a atenção quando "confessa" o seu cansaço ! Quem sou eu para lhe falar sobre isso , mas gosto de partilhar com o próximo aquilo que aprendi e espero que não leve a mal . Acredito que deve saber que nesta altura do ano , todos passamos por isso . É o que se chama " Astenia Primaveril " ! Uma alimentação saudável é o melhor para nos livrar-mos dela , que nos deixa com irritabilidade , sonolência , cansaço e apatia ... Em poucos dias desaparecem , quando o organismo se ajusta às mudanças da estação."

É, isto é o melhor da blogosfera, é haver pessoas que tiram 5 minutos do seu dia para me enviar um mail a dizer que tudo vai ficar bem! A essas pessoas, que sabem ser simpáticas e retribuir os momentos em que eu também lhes proporciono alento, ou as faço rir ou chorar, fica aqui o meu obrigada.



E hoje, o post do Quarto de Mudança, também é um pouco sobre isto!

the beautiful homes

12.4.12










































São as casas com vida.
Recuperações de ruínas de casas com traça portuguesa às quais foi adicionado um toque de cor irreverente. Parece que respiramos sol por ali, não é?
Gosto, as flores também ajudam:D

sobreviventes rebeldes

11.4.12
papoilas
 
Sempre gostei de papoilas. Não só pela sua cor vibrante, mas principalmente pelo que representam. Estas flores aparecem nos sítios mais inóspitos e improváveis, resistem ao vento e às pedras e ao comboio a passar-lhes em cima a toda a hora. No entanto não aguentam nem um dia se as colocarmos numa jarra com água em casa.
Gosto delas, são uma espécie de erva daninha disfarçada de flor frágil.

Ando cansada.
Sem energia para fazer quase nada.
Com um nervoso miudinho no estômago e com várias horas de sono em falta. O blog ressente-se logo desta quebra de energia. Tenho a máquina sem bateria, com o cartão cheio, o computador sem espaço, várias coisas avariadas em casa, a precisar de alguém que tome resoluções fortes.
Parece que ninguém diz nada de novo e ando assim um pouco desinteressada de uma forma geral.
Estou em ponto morto, portanto...
Amanhã é outro dia.
Até lá.