I could live here

18.1.14
Desculpem a quantidade de fotografias, mas é impossível escolher, ou então vou ter de passar a fazer um post destes por semana!
Digam-me pessoas de Lisboa, isto por aí é tudo assim????? Casas com chão de madeira, pé direito alto, luz natural, recuperações impecáveis, cores bem aplicadas, decorações carregadas de bom gosto. Toda a gente por aí vive nestas casas fantásticas? É que se sim, então quero mudar-me:D
Eu sei bem que não, que estas fotos fantásticas (da autoria de Mauro Motty) são resultado de um óptimo trabalho da home lovers que as procura e escolhe a dedo de forma constituir uma oferta única no mercado imobiliário.
Mas ainda assim, há detalhes que eu pensava que só se viam em revistas, mas não, há tanta gente com tão bom gosto neste nosso país que vale a pena seguir estas páginas, mesmo que não tenhamos qualquer intenção de alugar casa, mas apenas para espreitar pelo buraco da fechadura algumas das casas mais bonitas que Lisboa (e agora o Porto também) nos tem para oferecer.
Continuem home lovers, não apenas a alugar casas mas a servir de revista real da decoração portuguesa.

printic polaroids in the house!

14.1.14
#polaroids #printic in the house!Chegaram...ontem!
Mais rápido era impossível.
São muito fixes, boa qualidade de impressão, boas cores, muito simples de usar, se calhar na próxima encomenda não escrevo nada nas fotos e gostava que o tipo de papel fosse mate. Mas adorei!
Um óptimo presente para enviar para alguém com recordações de umas férias, uma festa, do instagram, etc.

Mais uma parede cá de casa que vai ganhar vida e cor. Hajam muitas para preencher!

em modo manual

13.1.14

No sábado fui para o Porto passar o dia com a Isabel Saldanha e com uma turma de perfeitos desconhecidos.
Recebeu-me o Gallery Hostel, um Porto cheio de sol e uma Isabel cheia de 'boa onda'.
Eu não sou do tipo de pessoa que frequenta muitos workshops, primeiro porque não tenho muitas vezes a disponibilidade nos horários em que eles acontecem e depois porque eu conheço-me bem e sei, que para aprender, não basta que me ensinem. Eu preciso sempre, invariavelmente, de me auto ensinar. É um processo que vem de dentro, uma decisão que eu tomo inconscientemente quando quero realmente perceber uma coisa.
Apesar de todas as centenas de fotos que vocês já viram minhas neste blog e noutros sítios, o meu lema sempre foi 'não penses, dispara' e mexia nos comandos da minha máquina a ver no que dava mas sem sequer olhar para eles. Quando queria alguma foto específica, o método centrava-se em tirar muitas e muitas fotos e apagar 90% delas. Ficava no entanto frustrada com as fotos de pessoas, principalmente das minhas filhas que nunca ficavam como eu desejava.
Conheci a Isabel há pouco tempo e tenho a sorte de estar a trabalhar com ela e de ter tido a oportunidade de me cruzar com alguém tão cheio de energia e boas vibrações.
E este sábado foi sobre isso, pessoas. Porque são as pessoas que fazem os momentos e é a forma como nos relacionamos que faz a diferença. Foi acima de tudo divertido, descontraído e produtivo.
Sem muitas tretas técnicas aprendemos a mexer nas nossas máquinas na parte da manhã e de tarde, depois de um belo almoço cheio de risos e gritos do ipiranga, estávamos de máquina em punho a fazer experiências na rua. Só tive pena de não haver mais luz para continuarmos os cliques pela cidade.
E o que vos posso dizer é que desde sábado que a minha máquina está em modo manual e de lá não vai sair. Já queimei umas quantas fotos e outras ficaram pretas, mas entre umas quantas há sempre uma ou outra que sai bem e aí...caraças...o ficar bem é 1000 vezes melhor do que qualquer foto que a minha máquina tira em modo automático.
Por isso, em modo manual vou continuar e vou fazer tantas chapas até que o modo deixe de ser manual e passe a ser apenas mental.

WS Isabel SaldanhaWS Isabel SaldanhaWS Isabel SaldanhaWS Isabel Saldanha

the best of your life

12.1.14
Este é o Manuel Forjaz que muitos de vocês devem conhecer.
Ele combate o cancro há mais de 5 anos com uma visão da vida sempre muito forte e determinada. E fala sobre isso. Fala como poucos o fazem. E isso é tão, mas tão importante para tantas pessoas por esse mundo fora. Para os que estão doentes e para os que estão saudáveis.
Para mim esta não é a típica mensagem inspiradora do 'vive a vida' mas sim as palavras de quem está doente, de quem sabe e convive com a ideia da morte todos os dias e de quem consegue acima de tudo viver sendo ele próprio. Sorrindo. Comandando a sua própria vida.
E isso meus senhores, é tudo.

polaroids para portugal

8.1.14

Leio o blog da Ingrid há anos e quando vi o giveaway das polaroids da printic resolvi tentar a minha sorte. Nunca ganho nada e também não concorro a coisas só pela possibilidade de ganhar algo. Tem de ser uma coisa que eu goste mesmo, ou então acho que não vale a pena.
Pois a sorte bateu-me à porta e eu ganhei! Vou imprimir umas fotos do meu instagram para colar aqui na minha parede e lembrar sempre as coisas boas e bonitas da vida.
A app da printic parece-me bem fixe, ora espreitem lá.
Assim que as minhas polaroids chegarem mostro aqui para vocês verem.

have you met hércules?

6.1.14

Eu não sou do tipo repórter fotográfico, mas estando tão próxima do mar seria quase impossível não ter curiosidade de ver a tempestade a que chamaram de Hércules e está a aproximar-se da nossa costa.
O som das ondas e o cinzento que se mistura com o céu carregado, somado à quantidade de destroços na areia dão a este cenário uma imagem de filme de terror.
Ainda pensei aproximar-me um pouco para fotografar melhor, quando vejo a chegar à areia um pára-choques de um carro e decidi voltar para trás. O mar requer respeito. Muito.
Aqui na praia da Aguda a costa está bem protegida, por isso hoje o meu pensamento está com as pessoas da praia de Esmoriz, Cortegaça e Furadouro, que estão a ser fustigados pelo mar. Espero que o mar se acalme e que todos os santos que protegem estas gentes se ergam contra o Hércules e a batalha tenha vitória do lado da terra.
 

e hoje é isto

Hoje que as miúdas pequenas cá de casa voltaram à escola, entre alguns berros e choro (da mais pequena) estou de volta ao trabalho com banda sonora, a tirar a ferros o trabalho das minhas mãos!
Estas são as músicas que acompanham estes dias, em que o mar nos bate à porta e grita enfurecido. Respeito.
E sim, continuo um bocado deprimida com este início de ano.
Acho que preciso de um silly season sales day (acabei de inventar isto) para levantar a moral feminina, mas tendo em conta o que vi por aí, será que vale a pena?

i could live here

5.1.14









Já aqui disse que sou super fã do DOS Family, do blog e das suas autoras, bem como do trabalho delas. Esta é a casa da Jenny e eu adoro!
O que mais me atrai nestas casas é o despretensiosismo com que as coisas se conjugam, é o velho que está por todo o lado, mas que não é um mostruário de vintage, mas sim coisas que efectivamente se usam e fazem parte da vida da casa. E é a presença das pessoas e da vida por todo o lado, com fotos, imagens, roupa, acessórios, tudo.
Aqui em Portugal noto que há uma preocupação excessiva pelas coisas arrumadas e por esconder tudo o que não seja decorativo. Atribuindo às casas um ar muito de mostruário do ikea. Apesar de a nossa geração ter acesso a muita coisa ao que decorar diz respeito, acho que ainda nos falta a capacidade de aceitar as nossas coisas e as nossas casas e vidas, tal como são e incorporar tudo na decoração.
Noto na minha casa do Algarve, alguns comentários que recebo das coisas que deviam ser substituídas, como é o caso do sofá de flores que está na sala, muito antigo com um tecido que actualmente seria impossível de arranjar, mas que percebo que a sua velhice incomoda as pessoas, ou então as cadeiras rotas que por lá estão e que facilmente seriam substituídas por umas do ikea a vinte e poucos euros.
É claro que eu não quero manter as cadeiras rotas, vou arranjá-las, mas não as vou pintar e muito menos substituir por umas quaisquer, que me ficariam claramente mais baratas do que arranjar aquelas. Mas eu agarro-me às coisas e não desisto. Aliás, este ano, o grande objectivo será encontrar um armário para a louça que se enquadre na cozinha, e que se o arranjasse usado e antigo seria perfeito e vou devolver à casa o verdadeiro glamour dos anos sessenta pois vou recuperar e voltar a pendurar as cortinas originais da casa, que retirei por precisarem de arranjo e porque achava que me ficava caro andar a lavá-las. Mas, quem resiste a umas coisas destas? Eu não de certeza.

(todas as fotografias neste post pertencem ao blog Dos Family)

todas as raparigas precisam de um vestido @ la redoute

4.1.14

Para fechar de vez com os assuntos de Natal e do novo ano, nada melhor do que pensar na Primavera, e para isso, um vestido vem mesmo a calhar!
O meu post na La Redoute já está online, se quiserem ler é aqui.

E por falar em Primavera, fica também uma banda sonora a condizer com tudo:

agora que se acabaram as festas

A caminho de um novo ano, há que reunir energias para arrancar a todo o gás! Confesso que as passagens de ano me deixam sempre um pouco deprimida, por isso esperei uns dias para cá voltar e deixar passar aquela fase dos planos para o ano novo...quais são os teus? ...não sei, é o que é.

No Natal fico feliz com a expectativa e com as miúdas e a alegria delas, mas também é a altura em que as saudades apertam mais do que nos outros dias e em que imagino como eu gostaria que as coisas fossem e de facto não são, nem nunca serão, pelo menos para mim. Mas deixo que a alegria das minhas filhas fale sempre mais alto. Depois a passagem de ano é aquela euforia misturada com ressaca que no dia seguinte me deixa mesmo deprimida. Parece que um camião me passou por cima e que vou demorar semanas a recuperar.
E de repente o que esperar do novo ano? Continuar o anterior?
Fazer balanços é bom, mas não acredito em objectivos estratégicos na vida pessoal. Acredito em pequenos passos, em vitórias que se fazem todos os dias e em trabalho. Acredito no fazer hoje.

Há coisas que eu quero mudar, ah se há, são tantas que nem sei o tamanho da lista que davam. Mas este ano, quero continuar a trabalhar e a aprender como tenho feito até agora, a agarrar e proporcionar oportunidades a mim e a outros que se cruzam comigo. Este último trimestre do ano fiz mais do que nos 3 primeiros do mesmo ano. Por isso quero continuar, porque acho que não estou a fazer tão mal quanto isso.  Tenho um objectivo concreto apenas que se refere ao meu bem estar e saúde e que será algo muito específico que tenho mesmo de actuar. De resto, o meu ano é preenchido com cadernos de listas e a minha agenda de 2014 já está activa há uns meses atrás, pelo que não faz sentido colocar lá no meio uma lista de coisas, na sua maioria inalcançáveis e que só me vai trazer angústias.

2013 foi cheio de coisas e de emoções, nem todas boas, mas com toda a certeza nem todas más. Tenho me esforçado muito nos últimos anos, trabalhado muito, ultrapassado muita coisa, e tenho a certeza que o que semeei são coisas boas, por isso só posso esperar colher coisas ainda melhores. E acreditar. O ano anterior apesar de não ter feito planos em forma de lista, tinha os meus objectivos mentais daquilo que eu achava que ia acontecer. Não aconteceu. As coisas inverteram-se completamente e o caminho que segui não o planeei. Mas hoje estou certa que é um bom caminho e resta-me manter o foco e a calma e continuar.

Quero essencialmente energia, alegria e entusiasmo perante as coisas e as pessoas, que a minha família esteja sempre aqui ao meu lado e que a nossa vida possa continuar exactamente como é. Porque é boa.
E que vocês continuem a fazer-me companhia desse lado do ecrã, porque ao nono ano de vida de um blog este é um sítio cada vez mais especial na minha vida.

Obrigada 2013, bem-vindo 2014!


instavídeo: fechar o ano com chave de ouro

30.12.13
Este ano de 2013 tem sido uma roda viva de emoções, desde o mau ao muito bom, acho que passei por tudo!
Fechar o ano com esta entrevista que o JN me fez (obrigada Cláudia!) é a melhor forma de chegar ao fim. Eu, os meus blogs e as minhas fotografias temos sido uns parceiros para a vida, não poderia estar mais feliz e orgulhosa do meu ano!
O vídeo está super fixe e descontraído tal como foi o meu encontro com a Cláudia e a Lúcia. Muito boa onda ali pelos lados da estação da Granja:)
Estou feliz!
Vejam todos os vídeos e sigam o instavídeo aqui, vale bem a pena!

a neve não é a minha praia

28.12.13
A neve não é o meu quintal! Nunca passeei muito por Portugal nem por lado nenhum com os meus pais. Só em criança tive a companhia dos dois e o meu pai viajava muito. A minha mãe nunca foi fã de passeios e almoços e cenas de convívio ou de conhecimento geográfico. Dizia que em criança a tinham obrigado a passear e agora não suportava a ideia de andar sem destino dentro de um carro. Para além disso ela era claramente uma pessoa com preferência pela cidade.

Isso não me fez muita diferença, quando fiquei financeiramente independente passeei e viajei sempre que pude. A viagem que mais me marcou foram pequenos passeios que fazia de carro enquanto morei em Bristol, o Sul de Inglaterra, Escócia, País de Gales, etc. Talvez porque eram passeios descontraídos, sem muitos objectivos, feitos entre amigos sem amarras ou obrigações. E porque gosto muito da paisagem e das pequenas localidades do 'countryside' inglês.

Gostava no entanto de proporcionar pequenos, mas bons passeios às minha filhas. Levá-las e conhecer e descobrir outros lugares. Nestas idades (2 e 5 anos) ainda não é muito fácil, pois elas ainda têm algumas necessidades que em viagem complicam um pouco as coisas (alimentação, sestas, corridas à sanita para a mais pequena) mas decidimos levá-las a ver neve, porque a minha filha mais velha perguntava muito.
Lá fomos. Apanhamos chuva, nevoeiro cerrado que nem a paisagem se via. Eu fico nervosa com curvas e contra curvas e com falta de visibilidade e claramente o isolamento das montanhas não é 'a minha cena'.
À segunda tentativa lá chegamos. Neve. Frio de rachar. Gelo. Elas esqueceram tudo durante os momentos em que viram a neve, correram a pegar, tocar e atirar.
Eu não consigo encontrar graça à neve, às montanhas isoladas, às estradas que sobem, às nuvens, ao frio que se entranha e parece que não sai mais.
Valeu as refeições espectaculares que comemos por lá, na serra, com direito a queijos, sopa, pratos muito bons e sobremesas de babar!
Mãe sofre, mas de estômago cheio!

é natal, é natal dizem elas

24.12.13
Temos cânticos natalícios em casa...parece que chegou mesmo com chuva e corte da electricidade:) Acordamos com o vento nas janelas, já ficamos sem luz e sair à rua vai ser uma aventura.
Mas elas não se abalaram, cantam que é Natal e já deliraram com o presente que o Pai Natal lhes deixou na meia...um chocolate.
E pronto, diz que é magia e deve ser mesmo!

chalet saudade

21.12.13
O Chalet Saudade, o sonho da Mary e do Luís tornado realidade.
É nestes momentos que acredito que sonhar e fazer vale mesmo a pena, contrariando este espírito pessimista que vivemos.
Parece um sonho, mas é mesmo uma casa e vocês vão poder ficar lá a partir de agora. Eu já estou a fazer planos:)

para uma família que se quer sempre feliz

Prendas felizes para uma família feliz!
Este ano deixei as compras de Natal para a última, pois claro, como é normal, mas antes, aqui do meu local de trabalho já tinha encaminhado algumas online, com dois projectos que vi este ano e que tenho acompanhado e de quem gosto muito.
O primeiro foram os livros da Patrícia (Forking Amazing), erva uma vez, que vão alegrar e encher de cheiros as casas de alguns familiares. Depois em todos os presentes coloquei algumas fotos das miúdas e um postal com palavras de boas festas para cada uma das pessoas. Os postais são do 'Feliz é quem diz' e foram escolhidos a dedo para cada uma das pessoas que vai receber as prendas. Também há alguns sacos de pano, muito bonitos e bem feitos, que vão presentear duas jovens raparigas da família.
Depois houveram os presentes das crianças, que passam por livros, lápis, uma boneca e...uma máquina de costura (para crianças). Sim, ouviram bem, foi o desejo da minha filha mais velha que apesar de todas as minhas tentativas não se demoveu. Agora prevêem-se longas tardes de frustração infantil e maternal, de volta da boneca e da máquina e das roupas que eu não faço a mínima ideia de como vão sair daquela maquineta.
Se por acaso, aí desse lado houver alguma sugestão, de livros, esquemas, moldes, etc, podem mandar para este lado, pois em 2014 parece-me que vou precisar!

Feliz Natal pessoas. Não sei se cá volto até ao Natal, ainda tenho trabalhos por terminar e adiantar e a partir de amanhã começam as férias de Natal e depois de entregue o trabalho que tenho planeado até ao Natal, vou desligar por uns dias, ficar com a família, descansar e fazer um pequeno passeio cá dentro.
Não que o meu blog me dê trabalho, porque não dá, é puro prazer para mim, mas a tentação de ter o computador ligado é grande para tentar despachar mais trabalho. E não queria ficar no limbo em que não descanso porque não desligo e em que não entrego trabalho, porque não estou dedicada a 100%. É melhor assumir a pausa e depois voltar com mais energia.


o meu quintal é o mar

20.12.13

O o meu quintal é o mar é uma reportagem da renascença, muito interessante, de ver ler e ouvir, não só para quem, como eu cresceu e viveu na praia de Esmoriz, mas para todas as pessoas que se interessam pelo nosso país. Uma história de pessoas que vivem a paredes meias com o mar, que todos os anos lhes leva um pouco mais de terra e a forma como estas gentes encaram e vivem esta relação de vida e morte com o mar.
Vale a pena: aqui.

fazer blogs também tem destas coisas

19.12.13
Fazer blogs também tem destas coisas. (Post no blog silviasilva.com) Café, pensam vocês.
É verdade, voltei a beber café em jeito de vício, de combustível para parecer que tenho mais energia, para parar, para definir momentos do dia em que 'depois do café é que vai ser'.
Mas não era isso que eu queria dizer. Esta chávena chegou ontem no correio e foi pintada pela Rita Marafuz a quem fiz um blog lindo que entretanto vou mostrar no Muda de Página.
São pequenas surpresas, já não é a primeira vez, em que as pessoas depois de receberem o seu blog, gostam de me enviar uma recordação. Eu fico feliz, não só pelo presente (claro!) mas principalmente por sentir essa proximidade que se vai construindo enquanto eu olho para estas 'personas' digitais e vou tentando encontrar a sua linha condutora, o seu perfil, aquilo que lhes é genuíno e natural para poder construir um blog com que elas se identificam. E às vezes as pessoas identificam-se mesmo. Muito. Isto não é 'rocket science' nem eu sou designer de formação nem domino a técnica como um geek à séria, mas sinto que há algo no meu trabalho com que as pessoas se identificam, algo que é meu, que não é técnico, nem é profissional, é pessoal, e se há alguns meses atrás pensei que não ia conseguir 'mudar de página' hoje estou convicta que a minha mudança foi, mais uma vez, o melhor que eu podia ter feito.

Um bom dia para vocês pessoas, vamos lá ao trabalho que o Natal está aí e há muita coisa para ficar feita!

a mais bela fotografia de todos os tempos

17.12.13
Diz que sou eu! Quem precisa de Photoshop quando pode ter isto? Acabei de fazer algo que nunca faço. Apaguei um post.
Quando percebi que tinha desperdiçado o desenho mais bonito de todos os tempos com um post a queixar-me do Natal e do meu cansaço, achei que algo não estava bem, e então mudei.
Este desenho merece um post só para ele e o amor e carinho que a minha filha me dá merece todo um blog só para ela.
Ela é a menina mais sonhadora que eu conheço, carinhosa e sensível. Linda, do alto dos seus olhos azuis rasgados fala-me sobre o amor e sobre a festa da família e sobre como me ama.
É a minha filha, esta sou eu e esta é a melhor vida que eu poderia desejar.
Que se lixe o resto...

manifesto de moda dos trabalhadores caseiros @ la redoute

16.12.13

Já está online no magazine de tendências da la redoute o meu segundo post, sobre formas de vestir vs formas de trabalhar, no ponto de vista de quem trabalha em ambiente de escritório, mas a partir de casa.
Opiniões e opções é o que deixo por lá e se vocês quiserem podem deixar também o vosso ponto de vista e experiência.

Ler aqui: manifesto de moda dos trabalhadores caseiros


new stuff sucks

14.12.13
Só para dizer que tenho uma máquina de lavar louça nova. A outra avariou.
Já gastei a pipa de massa no início da semana e já por cá passaram 6 pessoas que não podem fazer isto ou aquilo, um abre a torneira, outro fecha, um puxa a máquina outro carrega.
Hoje, mais uma vez lavei a louça à mão, ao lado da máquina de lavar louça nova.
Estou a escrever isto aqui para me lembrar para o resto da vida para nunca mais comprar nenhum electrodoméstico na worten ou outras mega lojas super fixes cheias de descontos. O tempo e a paciência que já perdi para por a máquina a funcionar no sítio certo, vale já uns bons euros que tinha dado de bom grado a alguém que fizesse a coisa em condições.

O síndrome stress de Natal acabou de se instalar por aqui. Como sempre não tratei de nada. E esta história da máquina irrita-me profundamente, vocês nem imaginam, sim eu sou aquela pessoa que tem vontade de atirar as coisas pela janela quando elas não funcionam.

'ca nerbos'!


humanos do porto

12.12.13


Já aqui vos tinha falado do quanto gosto dos Humans of New York. Também já tinha percebido, no facebook, que há uma rede de 'humans of...' em todo o mundo, o que torna o projecto ainda mais rico e interessante.
Foi por isso, com surpresa (da boa) que soube através da Dora Mota que no Porto alguém tinha recentemente pegado na ideia e feito um 'humans of oporto'. Genial! Se gosto de ver os humanos de Nova Iorque é ainda mais giro ver os humanos que estão aqui tão perto, com fotografias e momentos únicos como só a cidade do Porto pode dar.
Os meus parabéns às 3 raparigas que iniciaram o projecto e à excelente qualidade fotográfica que apresentam. Fotografar pessoas é difícil, não apenas tecnicamente, mas também na forma como se captam os momentos. Mas ainda mais difícil é abordar as pessoas e falar sobre coisas que nunca sabemos qual será a resposta.
Nas cidades todos têm pressa e ninguém se conhece, ser abordado na rua, geralmente remete-nos para alguém ou alguma coisa que nos querem vender ou impingir e geralmente temos um 'estou com pressa' na ponta da língua para quem nos diz 'posso...'. Não, não me pode vender nem enganar, nem roubar, nem ocupar o tempo com tretas publicitárias. Por isso este projecto deve ter dias difíceis, mas por outro lado, deve haver momentos hilariantes!
E olhar para uma página destas e ver uma história como os humanos do Porto ser construída, com imagens tão fixes, deve dar um grande orgulho.
Que venham muitos e bons humanos nesta cidade do Porto que tanto gostamos!

Sigam os humanos do Porto aqui: www.facebook.com/pages/Humans-of-Porto

dear santa

10.12.13


Já há muito tempo que deixei de acreditar no Pai Natal, e também já não tenho idade nem oportunidade para pedir aos pais aqueles presentes que se namoram o ano inteiro. Nesta época a minha maior preocupação são as prendas dos outros e anseio verdadeiramente pela noite de Natal para ver a alegria estampada na cara das miúdas quando abrem os presentes delas.
Eu, por cá já tive a visita antecipada do Pai Natal, que me deixou uma máquina de lavar avariada e me fez investir todas as expectativas de presentes surpresa numa não tão bela, mas muito mais desejada máquina de lavar louça nova. E pronto, o que não tem remédio, remediado está.

De qualquer forma duvido que alguém conseguisse acertar nos meus 4 desejos de Natal:
- o livro de colorir da DOS FAMILY;
- o hood da Rita Cordeiro - great balls of fire;
- uma mochila kanken verde;
- e umas sandálias de Verão que estão na minha lista mental há mais de um ano, mas que nunca ganho coragem para gastar a pipa de massa que elas custam.

Por isso, se desse lado houver um familiar/amigo com falta de ideias e excesso de euros, acabei de vos facilitar a vida, não foi? Ou não...

you can change the world

6.12.13
Hoje foi dia de comprar o jornal!"You can.
You can make a difference.
You can stand up to insurmountable forces.
You can put up with far more than you think you can.
Your lever is far longer than you imagine it is, if you choose to use it.
If you don't require the journey to be easy or comfortable or safe, you can change the world."
(A Legacy of Mandela by Seth Godin)

fazedores

É isto, um poster cheio de palavras de fazedores, relembrando a quantidade de gente que já passou pelo dinheiro vivo e falou das suas ideias, projectos e como fazem para fazer. 
Desde a entrevista do dinheiro vivo que o meu negócio já deu grandes reviravoltas e os meus objectivos alteraram-se e reajustaram-se, estando hoje num caminho que acredito e com que me identifico. Continuo por aqui devido a uma característica que tenho experimentado nos últimos anos e que se chama resiliência. Por isso esse é o meu conselho, que está ali na parte superior do poster e que eu acredito ser essencial para qualquer coisa que queiramos fazer da nossa vida. Obrigada Mariana Barbosa por nos dares esta oportunidade e por te lembrares sempre de nós!

been there, done that

4.12.13
Looking for some super powers:)
'You will be confronted overandoverandover with your fears, your insecurities, your crappy excuses, your limitations, your justifications, your shitty integrity, and your inefficient time management. The standard you held yourself to in the work-a-day world was good enough then, but it won’t be good enough to run your own business. And you will learn to accept yourself through all this because in order to get up every day and create, you have to. ' Stephanie St. Claire

Apesar de ter formação em gestão, não sou nenhum guru dos negócios. O meu trabalho no Muda de Página e outros projectos que já fiz, despoletam alguma curiosidade nas outras pessoas e por vezes sinto que a imagem que passa é muito 'deixei tudo para trás e abri um bar de praia e fui feliz para sempre'.
Mas está longe disso. Já pensei muitas coisas e enganei-me, tentei outras tantas e percebi que não dava, fui contornando e contorcendo-me para avançar e para não desistir. Sempre a contar com o apoio em casa (muitas vezes sendo também alvo de risota) e com uma boa dose de força de vontade aliada ao estado actual da nossa economia, que na maioria das vezes nos deixa uma solução óbvia: seguir em frente, que não há tempo nem espaço para filosofar muito.

Recebo tantos e-mails e perguntas de pessoas, sobre o meu percurso, e com algumas ideias completamente erradas, sobre o que é isto de trabalhar de forma independente, sozinha e na internet, que gostava de conseguir explicar melhor e de forma mais clara como tudo isto aconteceu e acontece. Mas a verdade é que não consigo, até porque ainda ando a reconhecer o caminho e a tentar avançar sem qualquer certeza ou método.
Mas não, isto não dá muito dinheiro e sim, faço outros trabalhos paralelos ao Muda de Página que me dão também gozo, permitem contactar com outras pessoas e equilibrar um pouco as coisas. Muitas vezes desejo um emprego das nove às cinco a carregar num botão, com um salário fixo, e muitas outras vezes sinto pânico de ter saído fora do carreiro e saber que depois é muito mais difícil voltar. Tenho saudades de ter as coisas compartimentadas na minha cabeça e conseguir desligar sempre que não estou presente, de distinguir trabalho de prazer e de encarar as coisas como um hobbie. Agora está tudo misturado e há dias que nem sei do que gosto ou não gosto de fazer.
Todos os dias vou resolvendo problemas, superando as minhas dificuldades e procurando soluções. Não planeei nada e não consigo dizer a ninguém onde vou estar daqui a 5 anos a não ser 'com a minha família', o resto são favas que ainda não contei. Tento gerir o meu stress da melhor forma e vou lançando alertas a mim própria sobre as coisas muito boas da minha vida. Dizendo sem medo e por vezes com escândalo dos outros que sou feliz.

Uma das coisas que me lembro de ouvir o meu pai dizer era: 'podes não saber o que queres, mas tens sempre de saber o que não queres'. E isso, aliado aos erros que vamos cometendo é precioso.

Há umas semanas atrás li um artigo da Stephanie St. Claire: '11 Things I Wish I Knew When I Started My Business' e identifiquei-me com muitas das coisas que ela fala. E, infelizmente, a maioria dos erros já os cometi. Não acho que para os outros que se querem 'lançar' por aí, saberem estas 11 coisas os vai impedir de cometer os mesmos erros que eu e tantas outras pessoas, mas pelo menos, podem rir e sorrir e sentir-se acompanhados nos erros normais deste tipo de percursos.

Cá vai (para ler o artigo completo, que vale bem a pena sigam o link):

'A lot of people like to fool you and say that you’re not smart if you never went to college, but common sense rules over everything. That’s what I learned from selling crack.' -Snoop Dogg

'Researching/studying/ reading other people’s blogs is a form of resistance. In order to get clarity, you must act. Clarity does not come by learning more, it comes by jumping in with your instincts and putting yourself out there, even if you don’t know exactly what you’re doing.'
 

1) Running the business is your first priority. This sucked for me because I wanted nothing to do with running a business. I just wanted to be a writer and a life coach who wrote and coached all day. I didn’t get it.
2) Ready to meet your soul mate? It’s you. Entrepreneurship is the most life changing relationship (like marriage or parenthood) that a person can have. You will be confronted overandoverandover with your fears, your insecurities, your crappy excuses, your limitations, your justifications, your shitty integrity, and your inefficient time management. The standard you held yourself to in the work-a-day world was good enough then, but it won’t be good enough to run your own business. And you will learn to accept yourself through all this because in order to get up every day and create, you have to. Somehow through that process of acceptance, while you’re busy putting yourself out there in spite of your flaws, your weaknesses will transform and you will fall in love with yourself. Not in the over-hyped “SELF LOVE 2012” way, but in a quiet way that sneaks up on you after witnessing a thousand splinter-sized moments of transcending the baser aspects of yourself.
3) Your trajectory for success will take as long as everyone else’s, even though you’re special and brilliant.
4) Running out of money is a common part of the journey.
5) Build a hybrid stream of income.  I finally came to terms with the fact that I was being obnoxiously naïve about how money, peace, survival, and timing all work together and I got a second job. By doing this, I supernaturalized my own path to freedom and self-sustainability. And since I wasn’t freaking out about money anymore, I liberated more creative real estate in my brain to apply toward my business.
6) Read Steven Pressfield’s Do the Work.
7) Spend less time researching, more time doing. Researching/studying/ reading other people’s blogs is a form of resistance. In order to get clarity, you must act. Clarity does not come by learning more, it comes by jumping in with your instincts and putting yourself out there, even if you don’t know exactly what you’re doing.
8) Only say yes to clients/collaborative projects that are HELL YESES.
9) You must devote time to becoming a brilliant marketer.
10) Email will be your new best frenemy. Your inbox will explode. You care about everyone, but you can’t help everyone. Read: Not everyone is your customer.
11) Number eleven is a hodge-podge: Do not work your business 7 days a week. From time to time, forget everything you know about the “right way” to run a business and run it like a neighborhood lemonade stand. 

blogger residente @ la redoute

3.12.13

Quem não se lembra do catálogo da La Redoute espalhado por tudo o quanto era casa portuguesa nos anos 80/90? Eu lembro-me, e lembro-me especialmente de passar a estação inteira a ver as páginas da revista e fazer planos de compras e aquisições que raramente se concretizavam.
Era um catálogo de referência nas compras à distância e que pelos vistos agora se tornou um site de e-commerce de referência nas compras online de roupa e decoração.

Foi por isso com algum espanto que recebi o convite da Dora Sousa (responsável de comunicação e media na La Redoute) para integrar um conjunto de bloggers residentes na sua nova página: Magazine de Tendências.

O meu blog, apesar de abordar os meus gostos em termos de coisas de vestir e de casa, não fala propriamente de moda, nem eu sou consumidora de blogs de moda, salvo algumas excepções que podem encontrar aqui na coluna dos blogs. Mas gosto dos conceitos e das imagens do vestir, do usar, daquilo que a roupa nos pode fazer sentir e parecer e das imagens e ideais que conseguimos colocar cá para fora através daquilo que vestimos.

Pois, segundo a Dora, esse seria exactamente o motivo pelo qual me contactaram, porque queriam artigos escritos por bloggers com opinião e estilos diferentes e que gostavam da forma como eu escrevia o meu blog e daí o contacto.
Confesso que hesitei, não sabia muito bem como ia fazer isto, e depois ando afogada em trabalho, como poderia conseguir pensar em fazer mais alguma coisa? Depois lembrei-me da Tina e da sua teoria dos side projects, coisa que eu sempre fiz na minha vida. Mais do que uma coisa ao mesmo tempo, mais do que um interesse, mais do que um projecto, mais do que uma experiência.

Resolvi aceitar e por isso podem me encontrar pontualmente por lá, com um post escrito por mim e com a minha experiência a pegar no catálogo da La Redoute, abanar e partilhar a minha visão e as minhas opções.

Ainda não sei bem o que vai sair, mas vai ser bom, por alguns momentos sair desta caixa dos blogs e do design e saltar para outra com roupas e cores e estilos e casas e famílias.

Vemo-nos por lá!


♥♥♥

30.11.13





Por aqui a roupa das miúdas não é sempre a desejada, mas sim a necessária. Entre roupa que se vai passando de uma para outra, roupa prática para o dia a dia e algumas ofertas, raramente fazemos grandes escolhas de roupa.
Às vezes gosto de escolher uma ou outra peça que podem marcar a diferença num conjunto perfeitamente banal.
Estes chapéus e casacos seriam as peças ideais para o Inverno. Vamos ver se o sapato do Pai Natal pode trazer assim 2 brindes lindos:)

Tudo na loja Bi Little do Etsy.

half of me

28.11.13
Half of me...the other is sleeping!
É apenas metade de mim que vos fala aqui hoje.
Os meus dias começam cedo e acabam tarde demais.
A minha boa vontade de dançar e praticar algum desporto, tem falhado como a grande maioria das minhas boas vontades.
Preciso mais de rua, de caminhar com objectivos, de pessoas, de vida fora do ecrã. O excesso de trabalho e a constante procura de uma velocidade que o meu corpo e cérebro não conseguem acompanhar está a dar cabo de mim.
Sinto-me cansada. Muito.
Mas andam a acontecer coisas fixes por aqui que não tenho partilhado, porque me falta a energia nos dedos para teclar para mim própria.
Aceitei fazer umas coisas novas e amanhã vou ter mais uma daquelas experiências surreais que nem sabemos bem de onde vêem, mas que aparecem.
Virei aqui contar tudo. Uma coisa de cada vez. Que é assim que tem piada.

Até amanhã!

how cool is that?

22.11.13

Acreditem, isto é mesmo fixe.
Espreitem aqui:24hoursofhappy.com
E já sabem, toca da dançar, porque afinal é o que interessa!

(via FB Rita Cordeiro)

coloring book ridiculoso

16.11.13

El Coloring Book Ridiculoso from Jenny Brandt on Vimeo.

Para o Natal o meu presente eu quero que seja...ESTE livro de colorir! Em primeiro lugar alguém ouviu as minhas preces e fez um livro de colorir que não tem de ser para crianças. Tantas vezes falei sobre isso, mas acho que pouca gente me entendia. Eu adoro colorir livros, não no sentido artístico, mas no sentido de fazer algo que me ocupa tempo e me liberta a cabeça. Adoro! A minha filha fica um bocado passada quando eu a vou 'ajudar' a pintar os seus livros e começo a pintar super rápido não lhe dando chance de pintar como ela tinha desejado. E no fim, quando elas já 'bazaram' e foram fazer outra coisa qualquer eu fico ali a acabar as páginas dos livros, pois gosto de deixar tudo bem pintadinho:D

Nem de propósito o DOS FAMILY é um dos meus blogs preferidos, pelo humor das suas autoras, as casas (reais) que eu adoro, um clima descontraído e algo louco que passa nas fotografias, nos textos e nas coisas que elas se lembram de fazer. Ali sente-se verdadeira originalidade e diversão pura a escrever o blog.  Se não conhecem passem por lá, garanto que não se arrependem!

E eis que a Jenny resolveu transformar as suas fotografias num livro de colorir.
How cool is that?
Quero!

shopping @ etsy

14.11.13
shopping@etsy. Hoje no blog www.silviasilva.comshopping@etsy. Hoje no blog www.silviasilva.comshopping@etsy. Hoje no blog www.silviasilva.comShopping@etsy. Hoje no blog www.silviasilva.com
Quem me conhece, sabe que sou detentora de uma boa colecção de roupa antiga (anos 60/70), com algum destaque para os casacos. Alguns da minha mãe, outros que fui comprando ao longo dos anos.
O primeiro comprei-o ainda na adolescência, no Porto, e a minha atenção para lojas de coisas velhas ou roupa em segunda mão, sempre foi grande e nunca mais parou.

Hoje em dia, já não compro muito em lojas, porque acho que o 'vintage' está demasiado inflacionado e porque a década de 80 já está em força nessas lojas e para mim, é uma época que em termos de cortes e materiais me interessa muito pouco. As compras online passaram a ser prática corrente e tenho encontrado verdadeiras pérolas por esse mundo fora.
Já recebi alguns contactos de pessoas que me perguntam quais a lojas onde compro, como faço para ter a certeza que fica bem, se não tenho receio, etc, etc. Nesse sentido, resolvi fazer um post com algumas das minhas sugestões para quem quer comprar roupa (ou outras peças) online.

1. Compro essencialmente no etsy. Também já comprei no e-bay, mas sinto que o etsy tem uma melhor oferta e por isso prefiro pesquisar por lá.
2. Não tenho lojas preferidas. Conheço algumas, mas não compro pela loja, mas sim pela peça.
3. O mais importante para encontrar boas peças, é fazer boas pesquisas, perceber quais os nomes ou expressões que se usam em inglês para determinadas peças. Por exemplo, sabiam que as cortinas pequenas se chamam 'coffee curtains'?
4. Há que ter alguma paciência. Pesquisar por prazer, não estar stressada porque se quer encontrar algo.
5. Verificar o vendedor: sinais como a qualidade das fotos, o nº de vendas, as críticas são essenciais para mim. Quando vejo uma peça numa loja etsy que eu percebo que o vendedor é profissional, ou seja, muitos deles têm loja, sinto-me mais segura do que a comprar a um vendedor pessoal que tirou a foto no jardim, desfocada e com a peça toda engelhada.
6. Contacto o vendedor e digo que estou interessada e faço várias perguntas sobre as peças, incluindo sobre a existência de defeitos e sinais do tempo, sobre custos de envio, etc. Muitos deles chegam a reservar enquanto eu me decido e até me fazem descontos:)
7. As medidas: comparar sempre com uma peça do nosso armário que seja semelhante. Até hoje todas as roupas que comprei me serviram. Todas.
8. Há coisas que pura e simplesmente nunca compraria: sapatos, camisolas ou t-shirts, calças, vestidos demasiado estruturados.
9. Nunca invisto demasiado dinheiro numa peça. Por vezes vejo casacos de que gosto muito, mas que nem considero pelo preço. Tento sempre encontrar uma peça que me pareça de boa qualidade e cujo preço eu considere razoável para mim.
10. Não vale a pena pensar em devoluções.
11. Geralmente compro a vendedores dos EUA ou países nórdicos, costumam ter as melhores peças.
12. Segurança e à vontade: já não fico nervosa se as peças chegam ou não, têm chegado sempre. Isto são roupas e peças em segunda mão, têm sinais do tempo, e eu sei que não me incomodo que o meu casaco de pele tenha umas marcas no ombro, nem penso nisso.
13. Há coisas que não se encontram em mais lado nenhum, como por exemplo o casaco de pele cor de rosa que vêm na foto de cima. Um achado! Mesmo.
14. Para mim isto não são apenas compras, são uma colecção. Não compro apenas porque acho que me vai ficar bem, mas porque aprecio a peça em si, o material, os padrões, os cortes, etc.
15. Já me aconteceram coisas que não esperava, como por exemplo, a pele do casaco amarelo que está na foto, é super fina e sensível e qualquer pinga de água fica manchado. Uso-o menos, como é óbvio, mas continuo a gostar dele.
16. Nas peças de roupa de tecido, como vestidos ou saias, quando os recebo, lavo sempre muito bem e faço um reforço das costuras que geralmente pela idade já estão frágeis.
17. Não é o mesmo que ir a uma loja  e escolher algo, experimentar, tocar, claro que não, mas é um mercado muito mais vasto do que qualquer loja nos pode oferecer e é um acesso a peças muitas delas únicas.
18. Adrenalina.

E pronto, é isto, se tiverem alguma questão e quiserem deixar aí na caixa de comentários terei todo o gosto em responder.


o que nos liga

9.11.13
Apesar de a vida me ter mostrado ultimamente que mando grandes argoladas no mundo das relações interpessoais e que de pessoas, parece que percebo pouco, ou só consigo perceber as pessoas com as quais tenho muitos anos de treino, continuo a sentir grande entusiasmo perante os outros e aquilo que eles me mostram, escrevem ou dizem.

Sou facilmente contagiada por um conjunto de palavras e uma banda sonora. No melhor dos sentidos. Das coisas que não percebo vou tentando guardar tudo menos o rancor, na expectativa de aprendizagens para o futuro.

E fico feliz por assim ser, porque do resto, daquilo que não percebo ficam apenas espaços em branco na minha cabeça que acabo por nunca preencher, mas o entusiasmo, esse nunca o perco.
 

a risada solta da blogosfera do marasmo

5.11.13
Para quem como eu, anda diariamente por estes caminhos sinuosos da blogosfera há já alguns anos, o sentimento por vezes é de marasmo. Todos os dias as mesmas fotos, os mesmos textos, a mesma conversa, aqui e ali, mais do mesmo? Um 'dejá vu' constante.
Mas será que sendo nós tantos, mas tantos blogs, a diversidade não deveria ser o prato do dia? Pois na maioria dos dias sinto que não é. E lamento. Lamento pessoalmente e profissionalmente. E em blog próprio também, que isto de ter escrito mais de 1200 posts também esgota as ideias de qualquer um:)

Mas também sei que há quem rasgue com isso, e ainda bem, quem com os seus textos soltos e uma imaginação destravada, nos consiga por a todos a rir em frente ao ecrã do computador. Não são muitas pessoas, mas vou encontrando algumas e depois não as largo mais.
A Julieta Iglesias é uma dessas pessoas. Uma lufada de ar fresco nos meus dias, um riso bem-vindo, um tom irónico que só ela sabe dar aos seus posts. Um cão de loiça e uma Julieta. Imperdível.
Vejam aqui o blog dela (http://afonso-ocaodeloica.blogspot.pt/) e leiam abaixo o post de hoje. E leiam os outros. Quem escreve assim é a Julieta e mais ninguém. Talvez o Afonso, não sabemos, mas para já ficamos com a Julieta:

...

"Hoje estou que não me aturam. E ontem já estava assim. E amanhã não sei.

A minha vida está naquele impasse merdoso: “E agora vou para onde?” Na quinta-feira recebo um diploma. Mais um. Não que eu seja uma suprassumo diplomada. Aliás, a bem da verdade, os meus diplomas são uma coisa fascinante que eu tenho na vida mas que não me têm levado muito longe.
E eu não tenho sabido o que fazer com eles.

Ora ontem estava eu no talho a aguardar a minha vez, pacientemente, e a senhora a ser atendida dizia perentória.
“Veja lá isso, tire-me as orelhas ao coelho, não quero levar nada disso…”
- Ó minha senhora quais orelhas?
- Opá esses buracos… tire-me isso tudo!
- Os ouvidos?
Eu ria. O homem do talho esfrangalhava a cabeça do coelho. A mulher garantia que não levava para casa canais auditivos do coelho.

Hoje no carro contei este episódio ao Gil e conclui. O mais interessante do meu dia tinha sido a carnificina no talho. A cabeça do coelho trás, trás, trás, o homem do talho com o cutelo em riste e a senhora a debitar teoria sobre buracos e orelhas.

Preciso de um par de chinelos e de um pijama. Hoje ainda tenho que ir a casa estender camisas. Conto cozinhar almôndegas para o jantar. Com massa. Daquela que parece rabos de porcos. Os dias passam. Estou outra vez no talho a rir-me. A rir-me. Que interessante é a minha vida. Se calhar devia ver televisão. Sempre me ria de alguma coisa com sentido ou sem sentido nenhum. As orelhas do pobre do coelho. E eu para ali a rir. “Olhe dê-me aí uma caixa de almôndegas sem orelhas”!

Um amigo da loja insiste em contar-me todas as virtudes e proezas dos seus filhos e da sua mulher, eu ali fico a ouvir, a ouvir, a ouvir, perco-me nos meus pensamentos de estendais e panelas e esfregonas…
- Viu ontem a minha filha na TVI? E anteontem na RTP?

Eu nem sei quem é a filha desta criatura que olha para mim espantada quando eu aceno que não, não vi, aliás nem a filha dele nem ninguém. Eu pouco vejo televisão. No máximo enlouqueço o Gil com o meu zapping frenético e concluo que não dá nada de jeito… OPÁ A QUE HORAS DÁ “OS PORTUGUESES PELO MUNDO”? Segui tudo e agora não sei quando dá e já não temos aquilo a gravar… aquilo é o MEO! Oh MEO Deus! E eu no talho. E eu ao pé do fogão. E eu a estender roupa. Viu a minha filha? A brilhante e linda, a minha filha? E as orelhas do coelho! Tire-me isso tudo! Zapping, zapping, zapping e nada de jeito. Nunca nada de jeito.

Ai serei só eu com esta neura outunal “lá se foi o verão e agora vem o frio e mais um ano de trabalho que não motiva ninguém e pardais pardais pardais”? Serei? E o que faço eu com outro diploma? Zapping?

Ai gente… que neuuuuuuuuuuuuuuuuuura pá!"

Julieta Iglesias em 'Afonso, o cão de loiça e Julieta, a pessoa'

ch-ch-ch-changes!

2.11.13
Ch-ch-ch-changes!!! Adoro mudar!
(já tinham percebido, não é?)
O meu maior problema com o cabelo é o tempo que ele demora a repor a sua forma original, ou se assim não fosse, estava constantemente a cortar e a tê-lo super comprido.
Cabelo preto é uma primeira vez (não é bem preto, é castanho escuro), mas estou a gostar da sensação e das novas possibilidades que uma cor diferente apresenta!

No outro dia fiquei apaixonada por este cinzento:

Ruby's Hairstory from If You Knew, LLC on Vimeo.


Bom fim de semana pessoas!