new beginnings

26.9.13
new beginnings Estas últimas semanas têm sido de correria, com a escola a começar, novas actividades para as miúdas, os horários, os meus projectos novos, enfim, os meus dias só acabam lá para as duas da manhã. Todos os dias, sim ouviram bem, todos os dias. Sinto que não tenho mais por onde me esticar, não consigo ser mais rápida do que sou e que por mais que me esforce estou perto do limite.

No meio disto tudo não há tempo para mim. Desde que sou mãe que não pratico qualquer tipo de desporto ou actividade, já tentei o yoga e correr, sem sucesso. A verdade é que eu sou preguiçosa e não concebo o desporto pelo desporto, para mim tem de haver algum prazer associado à coisa ou então não funciona.

Apesar de nunca ter tido o sonho de muitas meninas de ser bailarina, o ballet foi acompanhando a minha vida por formas travessas. Em pequena porque o pratiquei e depois mais tarde porque trabalhei numa companhia de teatro/dança em que muitos dos elementos eram bailarinos. O ballet era também uma forma de manutenção e acabava por acontecer aqui e ali, se bem que de uma forma muito diferente do normal. Hoje a minha amiga e companheira de palco, Janete, abriu a sua própria escola de dança e criou aquilo que eu sempre achei que ia ter sucesso, que é uma aula de ballet para adultos. Sim, isso mesmo, ballet para quem nunca o fez, para quem não tem um corpo trabalhado nem escultural, para quem nunca na vida vai ser bailarina. O ballet pelo prazer de dançar, pela música harmoniosa, pelos movimentos lentos e difíceis, pela postura, pela beleza dos gestos. Para quem como eu, não se identifica minimamente com o ambiente ginásio e com instrutoras de fitness morenas e tatuadas, esta é assim uma alternativa mais do que perfeita. Só tem um defeito é um pouco longe demais para mim e o horário é muito difícil de cumprir pelo tipo de vida familiar que tenho. De qualquer forma, hoje lá vou eu, fui buscar as minhas sapatilhas pretas e o fato de ballet de há mais de 10 anos, não faço a mínima ideia se me serve, mas estou esperançada que sim. Vou fazer uma aula experimental, para saber se me sinto bem e depois vou pensar como posso encaixar em todos os meus afazeres uma hora de prazer para mim própria. Vamos lá ver como corre.

Hoje já vai ser mais do que perfeito, até porque depois do ballet tenho francesinha e uns finos com os amigos de sempre, e isso, para mim, é do melhor!

Um bom dia pessoas!

 

coisas bonitas [e uma lição] na minha caixa do correio

25.9.13
coisas bonitas na minha caixa de correio No outro dia recebi um e-mail da Hazel. Não a conhecia, ela era leitora do meu blog, mas nunca tinha deixado comentários ou entrado em contacto comigo. Disse-me que me queria dar os panos de crochet da avó dela. Que andava a reorganizar as suas coisas e queria dar ou vender tudo aquilo que não lhe fizesse falta. E escolheu-me a mim, para oferecer os panos de crochet feitos pela sua avó e que ela usava para brincar com as suas bonecas quando era criança, porque achou que eu seria a pessoa ideal para tomar conta deles e lhes dar um bom uso.
Ora, eu que sou tão agarrada às 'minhas coisas' fiquei um pouco incrédula, confesso, não percebendo como é que alguém era capaz de me dar uns objectos que para mim seriam tão valiosos.
Os panos chegaram, são 3 e são lindos. E eu ainda estou aqui de boca aberta e a pensar.

E se fossemos todos assim? Se cada um de nós conseguisse dar aos outros aquilo que não precisa e que os outros podem valorizar? Não estou a falar de caridade, estou a falar de partilha. Sim, isso mesmo, partilhar. Eu tenho um casaco que nunca uso, mas que fica no armário para 'um dia', porque não o dou à amiga a quem eu tenho a certeza que ficaria bem? Partilhar conhecimento, coisas, sentimentos, são coisas tão importantes.
Hoje a Hazel não me deu só 3 panos de crochet, fez-me olhar aqui para a minha 'bolha' e perceber que tenho coisas a mais e que devia fazer como ela. Do que tenho por aqui, o que posso dar para que outros possam usar, para caridade, para reciclar, fazer as coisas moverem-se e ganharem novas vidas e propósitos.

Os panos da avó da Hazel não podiam ter ficado em melhores mãos, isso eu posso lhe garantir, porque vou tratar deles e usá-los com muito carinho e com a memória de um momento que para mim é marcante e que me fará olhar para os objectos com outros olhos, outras forma de ver e de ter.

Obrigada Hazel!

sobre as mudanças

24.9.13
sobre as mudanças [www.silviasilva.com] Há muito tempo que queria mudar. Foram muitos meses a pensar que tinha de mudar este blog. Por incrível que pareça, desde que comecei a mudar os blogs dos outros nunca mudei os meus!
Havia também da minha parte um certo cansaço e uma sensação de 'dejá vu' em tudo o que via. Eu era a minha pior cliente de sempre porque não fazia a menor ideia do que queria. Comecei por pensar que não queria nada, ia limpar o meu blog de tudo e deixava apenas as fotos e o texto, mais nada (continuo a gostar dessa ideia), mas depois comecei a perceber que muita gente para quem eu fazia blogs não sabiam que eu era a mesma pessoa que escrevia neste blog, referiam muitas vezes o meu blog pessoal como uma das suas leituras frequentes e não sabiam que lá, do outro lado, estavam a falar com a mesma pessoa. Então comecei a perceber que estava a cometer um erro de comunicação, em que eu, ao contrário do que aconselhava às outras pessoas, não transmitia da forma correcta quem eu sou e o que que faço aqui. Por isso foi importante para mim ter ali em cima um menu 'sobre mim' e aqui do lado mostrar os projectos em que estou envolvida e outros que já fiz.
Saberem quem eu sou e o que faço, para mim neste momento é muito importante. É uma sensação de arrumar as ideias na cabeça e nas páginas.
Depois, a parte do desenho, posso confessar-vos que foi trabalho de uma noite (eu sou assim, demoro, mas depois quando sei o que quero, consigo ser muito rápida).

Sobre o nome: as raparigas como nós começaram por ser uma ideia de um nome para uma marca de roupa (verdade!) depois sem eu dar por isso transformou-se num blog, depois numa marca e actualmente o nome já está entranhado de tal forma que sinceramente não quer dizer nada. Quis por isso registar o meu próprio nome, porque este blog é isso, sou eu a falar, a debitar palavras e imagens, nada mais, por isso o meu nome faz todo o sentido para mim, mas também não quis deitar fora as 'raparigas como nós' porque são muitos anos e lhes tenho muito carinho. Por isso se repararem, mantenho o nome aqui em cima e se pesquisarem na web por raparigas como nós vêm dar aqui na mesma, pois continuo proprietária de ambos os domínios e assim vai continuar.

De resto por aqui vai continuar tudo na mesma, sem temas ou direcções, apenas o que me apetece e quando me apetece, porque para mim um blog pessoal é isso mesmo. Espontâneo, simples, sem pretensões. Quem vem e gosta é porque se identifica, não porque espera a qualidade de um revista ou a actualização de um jornal. Nos blogs a identificação pessoal é tudo o que conta, por isso o meu grande conselho para toda a gente que me pergunta como ter sucesso com os seus blogs é sempre: sejam vocês mesmos!

Um bom dia pessoas!

mudei de página

23.9.13
mudadepagina_header
É isso mesmo...mudei! De página, de domínios, de nome, de imagem. Mudei tudo!
E não podia estar mais feliz!
Amanhã explico melhor as mudanças por aqui e por ali, mas para já convido-vos a irem visitar a minha nova página aqui ao lado: 'www.mudadepagina.com'. Digam olá, bom dia ou até logo e façam comigo um brinde aos novos começos ao som do vídeo que vos deixo por lá.

Até já!

em modo mudanças

21.9.13
em modo mudanças nos meus dois blogs. Vêem aí novidades:) É isso mesmo! Andamos em mudanças por aqui e no Quarto de Mudança. Parece mentira mas é verdade.
Vêm aí coisas boas e eu não podia estar mais feliz e ansiosa por partilhar tudo com vocês.
Não estranhem por isso os soluços nos próximos dias.
Bom fim de semana.

sim, eu tenho 60 anos

18.9.13
louceiro work in progress Nos intervalos da correria cibernética que preenche os meus dias, ando a tentar por ordem a algumas coisas cá em casa. Há já algum tempo que herdei este louceiro (lindo!) e ainda não tinha arrumado nada lá. Nunca há tempo para nada e deixo sempre para amanhã.

Por outro lado, andava a pensar como lhe dar uma utilização diferente daquela para o qual foi concebido, mas depois pus-me a olhar bem para ele e percebi que estava feito para receber louça, tem suportes para pratos, protecções nas prateleiras, enfim, é o que é e eu gosto dele assim. Porquê tentar mudar aquilo que está bem feito?
Então, resolvi por de lado os preconceitos e dar espaço ao meu universo mulher de 60 anos.
Fui buscar o serviço de louça (aquele de família para as festas importantes que nós nunca damos, sabem? Aquele?) e arrumei-o na parte de baixo com os belos dos paninhos de linho a proteger a prateleira e depois em cima comecei a organizar a enorme colecção que tenho de louça, desde chávenas de chá, a conjuntos de café. pratos, etc, que ou eram da minha mãe ou comprei algures nas feiras de velharias (menos este prato lindo do amor perfeito que comprei nos saldos da Zara Home e que gosto tanto dele que nem tenho coragem do o usar).
Acrescentei as barras de crochet amarelo e alguns naperons que andavam perdidos nos baús e tudo começa a fazer sentido, ainda me falta muito, mas estou a gostar, mesmo!

Muitas vezes desejo fugir para uma casa de paredes impecáveis e brancas, apenas com o essencial, sem nada destes 'tarecos', mas a verdade é que no fundo eu sou mesmo assim, a vida e as suas voltas fizeram-me assim, carrego comigo muitas memórias e imagens do passado, não sou saudosista, mas tenho necessidade de congelar algumas coisas, para que nem tudo se perca na rapidez dos dias.
Às vezes sinto-me uma senhora de 60 anos, rodeada dos seus livros, pratos e imagens, a tentar relembrar coisas que a memória já perdeu.

Mas tenho 35, decoro o meu louceiro com crochet e chávenas, ao mesmo tempo que uso umas nike cor-de-rosa, e trabalho com os olhos postos no futuro e nas novidades. São os sinais dos tempos, já nada é datado, já ninguém é apenas o que parece. A moda não nos amarra mais, somos hoje, mais do que nunca uma geração livre de sentir e misturar épocas e estilos sem muitas preocupações.
Seremos esteticamente mais livres? Gosto de pensar que sim!

o nosso trabalho vs o prazer dos outros

15.9.13
sometimes i forget i have all the luck in the world!
"What if surfing was your job? 
Same waves, different day. 
The risk of skin cancer. The falling. Sand in your socks. The people hassling you for your spot on the wave. The pressure to do more sets. The other guys at the beach who don't appreciate your style. The drudgery of doing it again tomorrow, when the weather sucks. And then every day, from now on, never ceasing. Where would you go on vacation? Your drudgery is another person's delight. It's only a job if you treat it that way. 

The privilege to do our work, to be in control of the promises we make and the things we build, is something worth cherishing."

Seth Godin

Todas as pessoas que trabalham algures nos campos de lazer e prazer dos outros são facilmente identificados como tendo trabalhos fantásticos.
As pessoas que trabalham na praia, os desportistas, quem faz boa comida, o trabalho da moda, etc, etc.
A verdade é que o trabalho é sempre trabalho e o que é um hobby para os outros muitas vezes é trabalho duro para quem os proporciona.
No meu caso, ao criar e desenvolver blogs para outras pessoas, sou muitas vezes associada ao prazer das páginas pessoais, as pessoas pensam que o meu trabalho é procrastinar na net. Mas está longe disso. Já não consigo olhar para um blog apenas pelo prazer de o ler, rapidamente o desconstruo a ele e a quem o escreve e já não consigo olhar para ele como uma fonte de prazer.

Trabalhar em casa e neste lugar lindo onde vivo é também um privilégio que facilmente se dissipa na loucura dos dias, na mistura do trabalho profissional com o da casa e a família, a falta de limites impede-me de identificar os momentos de prazer.
Não me estou a queixar, estou apenas a constatar.
A necessidade de mudança é uma constante para mim, e eu sei que mudar é urgente para mim neste momento. Parar e olhar para mim, para  o meu espaço, para o meu trabalho e o meu lazer, para refazer e reorganizar é essencial. Este é o momento. Para nunca esquecer que mudar é bom!

o que diz a tua casa?

11.9.13
HomeHomeHomeHomeIn love with a sofa!
Ontem recebi no correio o famoso catálogo do IKEA. Apesar de já o ter visto online, a versão papel é sempre muito mais interessante. Gosto de ver e admirar todas as suas soluções e novidades e gosto de saber que aquelas imagens são para todos, que não são imagens ou conceitos só para ver, podem ser realmente usados e implementados, dando espaço à imaginação e criatividade de cada um. Para mim esse é o sucesso do IKEA.

Para mim a casa é, muito mais do que a roupa ou qualquer outro bem material, aquilo que mais mostra de nós. O quê e como nos sentimos bem, diz muito sobre quem somos. Eu gosto de ver casas arrumadas e com pouca coisa, gosto, mas nunca o consigo ter, essa não sou eu. A minha casa tem cores e texturas e fotografias e quadros e discos e livros por todo o lado. É um bocado caótica e confusa como eu própria sou. Não sou a rainha da organização, mas consigo fazer algo em tempo recorde sob pressão e com ideias que nascem na minha cabeça à velocidade que as ervas daninhas crescem no jardim!

Nós somos o que somos e vivemos no espaço que criamos. Não vale muito a pena grandes esforços, porque o que lá está é o reflexo da nossa vida. É deixar estar e deixar crescer connosco e com a nossa família, devagar, bonito ou feio, não interessa, desde que seja nosso, o nosso espaço, a nossa cara.

E pronto, toda esta filosofia para rematar que aquele sofá verde do IKEA é a minha cara! Tem tudo a ver com o caos de cor e objectos que é a minha casa. Eu podia ter desenhado aquele sofá. O número 999 ficará presente na minha cabeça durante todo o Inverno. Provavelmente nunca consumarei o desejo, porque tenho outras prioridades onde gastar as 999 moedas de um euro, mas fica o desejo e a ideia, o toque do veludo e o verde, uma das minhas cores de eleição, que ia matar aqui na minha sala ao lado de amarelo e rosa e tantas outras cores, seria o caos, o louco e belo caos em que o meu cérebro gosta de viver!

Bom dia pessoas!

das coisas simples

5.9.13
Das coisas simples...

É simples.
Tens uma ideia.
Tudo muito simples, nada de complicações.
Mas então isso não é simples?

Pois, simples é a palavra mais complicada da vida, imagens simples são as mais difíceis de conseguir, relações simples, quase não há, casas simples não conheço, pessoas simples muito menos.

Todos somos intrincados, cheios de cores e feitios e personalidades, mas todos gostamos de ver a simplicidade que tantas voltas dá apenas para ser simples.

Ser simples é complicado.

Mas hoje depois de ideias muito complicadas está a nascer uma simples ideia.
Foi difícil mas nós chegamos lá.
Basta não desistir.
Simples, não?

achados de domingo

1.9.13
Achados de DomingoQuando os amigos também acham para nós. Viva os bons amigos:)Achados de DomingoAchados de DomingoAchados de DomingoAchados de DomingosAchados de Domingo

Vou assumir-me! Sou uma viciada. Ou melhor, vendo por outro prisma, sou uma profissional das velharias. Já não compro para colocar aqui ou acolá, compro por colecção, compro apenas porque é bonito e não os consigo deixar lá. Um dia a colecção vai ser tal que vou ter de começar a vender eu mesma!

Há alguns anos atrás quando eu achava que ter uma loja era 'the coolest thing ever', o meu sonho era ter uma loja de roupa e decoração 'vintage' (de coisas velhas portanto!). Hoje já não acho que ter uma loja é assim tão divertido, mas continuo a ver-me um dia atrás de um balcão e de uma bela porta de madeira rodeada por tesouros que só eu vou encontrar. Talvez mais tarde, muito mais tarde, sem qualquer objectivo financeiro isso possa vir a acontecer, não sei...já não penso nessas coisas. Já não sonho muito com ideias pré concebidas, vou vivendo e fazendo o presente.

A verdade é que já conheço e sou reconhecida por alguns vendedores e qualquer dia vou-me dedicar a saber quais são os sítios onde eles vão comprar os caixotes de velharias, e avanço para o segundo nível:D

Hoje foi muito engraçado ver o dono do lenço de Viana a tentar vender-mo em inglês! Eu fui deixando...até que falei em Português e ele lá baixou em quase cinco euros!

Todas as peças da fotografia são de valores entre os 1 e 2,5 euros com excepção do lenço.

Também a panela de esmalte foi um achado da minha melhor amiga que o trouxe para mim. É bom haver quem se lembre de nós no meio de coisas velhas, não é?

Bom Domingo pessoas!

finalmente o fim

31.8.13
Sempre as nuvens

Eu sei que para muitos Agosto é sinónimo de férias e de praia e de coisas fantásticas, mas eu só desejava que este dia chegasse.
Não gosto do mês, dos hábitos, dos festivais cogumelo, dos farnéis na praia, das desgraças associadas, dos incêndios, das fotografias de pés e pernas por todo o lado. Chega, vai lá embora mês de Agosto, sejam bem-vindas as festas da freguesia que dizem adeus ao mês e antecedem a volta ao 'normal'.
Setembro é um óptimo mês para quem, como nós vive perto da praia, de repente parece que todos fugiram, ficam os restos de Verão, as canas das festas, a nostalgia dos dias quentes e agitados, e eu gosto bem desta nostalgia, das praias vazias e da vida a voltar ao normal.

Este ano cometi o erro de tentar acumular o trabalho com a vida em casa com duas miúdas pequenas. Não o volto a cometer. Prefiro que elas vão à escola mais uma semana no ano e nas semanas que estão comigo eu estarei a 100% com elas. Não trabalho. O desgaste foi enorme, tenho a sensação de peso constante nas costas e total falta de paciência para o que quer que seja. E sinto-me a pior mãe do mundo.

Tudo à minha volta está um caos, a roupa, a casa, o frigorífico, os brinquedos, o trabalho, tudo pendurado à espera de 'momentos' que nunca chegam. Eu sei que muitas mães que estão a ler isto estão a pensar como posso dizer tal coisa se tenho o privilégio de estar com as minhas filhas em casa o tempo que quiser. Verdade, a minha vida tem muitos privilégios e eu agradeço por eles, mas muitas destas imagens mentais, são apenas isso, na prática não funcionam tão bem como na teoria.

Amanhã temos o almoço de família, a festa, os carrosséis, a procissão e a enchente de gente. Depois vamos organizar o primeiro dia de escola e começar a colocar tudo nos eixos, os horários, as rotinas, a vida. Felizmente continuamos a poder ir à praia, ao parque ou onde nos apetecer, porque sim, nós podemos fazer essas coisas todas, mas teremos também os espaços e os momentos de trabalho vs diversão bem separados e isso é importante. Para todos, para mim e para elas.

Setembro será o mês de começos e recomeços por aqui, algumas (muitas) novidades e ainda tempo de pôr mãos à horta com as miúdas, porque a minha filha mais velha não esquece do que se lhe promete. Fala todos os dias no mesmo. Agosto não foi o mês das concretizações, e eu já sabia que não ia ser, foi o mês de se fechar algumas portas e deixar para trás o sabor amargo da desilusão, para que novas janelas se possam abrir, a cabeça se possa encher de coisas frescas e positivas e deitar para trás das costas tudo o que não interessa.

Venha ele!
Até já!

achados de Domingo

18.8.13
uploadachados de Domingoachados de Domingoachados de Domingo

Ao Domingo de manhã o meu programa favorito é passear pelas feiras de velharias. Já conheço todas das proximidades, mas sou capaz de me deslocar a um sítio só por causa de uma feira.
Vou muitas vezes sozinha, mas prefiro ir acompanhada pela minha irmã que partilha este gosto por coisas velhas comigo.
Hoje foi um dia de boa companhia e de bons achados!

amor sem filtro

14.8.13
Amor sem filtro

"Como vês tudo está bem. Nós estamos apenas do outro lado."

I could live here










Eu não procuro casa nem para comprar nem para alugar, mas sigo atentamente o FB da Homelovers. Um conceito diferente e inovador na área imobiliária, que alia ao processo de arrendamento/venda uma carga de 'paixão' pela casa que o cliente vai adquirir. Fazem uma selecção muito cuidada das casas que apresentam e têm um trabalho fotográfico do imóvel ao nível profissional, longe do normal dos sites de imobiliária que deduzem que com fotografias más as pessoas vão telefonar para ver ao vivo (NOT!). Apostam na comunicação online personalizada e pelos vistos apostam muito bem, porque pelo que vejo o seu trabalho tem muito sucesso.

Ontem foi a vez desta desta casa! Uma recuperação incrível, cheia de bom gosto em todos os detalhes, que me deixou a olhar as fotos vezes e vezes seguidas. Recuperar e integrar o velho com o novo é bem mais difícil do que parece à primeira vista, quando vemos estas casas pensamos que tudo faz sentido, mas no processo de recuperação há alguns detalhes que deixam a base perfeita para uma boa decoração.

Aliás hoje tenho a certeza que uma boa base é tudo numa casa bonita: os materiais, as madeiras, os puxadores, os azulejos, as cores usadas, a cozinha. Se esta base for boa e nós gostarmos e nos identificarmos tudo o resto faz sentido. Eu sinto isso com a Maura vs a casa onde vivo todos os dias. A Maura é uma casa velha vs a de todos os dias que também é bonita e é muito confortável e é 'nova', mas que tem alguns elementos de base que não me agradam e parece que por mais que faça, que mude a decoração não consigo ultrapassar essas pequenas/grandes coisas. Na Maura, a tijoleira é bonita, o tecto lindíssimo, as paredes brancas, os azulejos lindos, tem muita coisa a precisar de reparação/velha/partida/sem tinta, mas ainda assim quando lhe compro algo e penduro na parede, coloco num sofá, parece que tudo fica bem, e é tão pouco, mesmo tão pouco.
Na minha casa tenho materiais que não gosto, alguns erros que cometi e que agora gostava de eliminar, coisas a mais (muitas coisas a mais) e por mais que pense, parece quase impossível dar-lhe a volta sem algumas alterações de base. Ou talvez envolva muito trabalho e eu acabo por desistir no processo mental. Talvez seja isso...
A minha melhor amiga está agora num processo de adaptação de uma casa antiga à sua nova vida, stressada com os detalhes e as escolhas e aquilo que ela gosta vs o que não gosta e eu tenho lhe dito que uma base simples com bons materiais é tudo, o resto vai se compondo devagar e mais vale ir fazendo a um ritmo lento do que decidir tudo de uma vez só, a não ser que se tenha muito dinheiro e ajuda disponível para fazer tudo o que 'sonhamos', mas esse nunca é o caso da maioria dos mortais, pois não?

Por isso amiga, ficam aqui as fotos para inspiração e suspiro geral aqui das raparigas e fica também esta frase que faz todo o sentido em qualquer lugar onde vivemos:


"Todas as casas onde há livros e quadros e discos são bonitas. E são feias todas as casas, por mais luxuosas, onde faltem essas coisas."
© Eugénio de Andrade

[instagram favourites]: Cátia Tomé

9.8.13
 
Como disse no outro post, uma das coisas que mais gosto no instagram é descobrir galerias que me encantam.
Fotografias bonitas, originais, pessoas interessantes, estilos, cores, enfim, as imagens são fonte de inspiração infinita para mim, nem que seja pela disposição e pela energia que nos passam. E essa tem sido a magia do instagram.
A Cátia Tomé, foi umas das primeiras galerias que vi de uma vez só, de uma ponta à outra. Acho que tudo começou por ela ter uma foto de uma praia que me era familiar, pois era muito próximo da 'minha outra casa' e depois foi ver sempre sem parar e admirar todas as fotografias que ela tem na sua galeria. Admirar também as fotografias da Cátia e o seu estilo particular e muito interessante. Uma rapariga com sal, portanto:)

Antes de fazer este post, falei com a Cátia para lhe pedir autorização e aproveitei para fazer umas perguntas muito rápidas, que partilho com vocês para que possam conhecer melhor a Cátia e o que a liga ao instagram, entre outras coisas que ela também faz e escreve, como é o caso do seu blogs.

Fiquem então com ela, que ficam muito bem!

Nome: Cátia Tomé
Idade: 25 anos
Presenças web: http://accordingtopanda.blogspot.pt/ | http://society6.com/AccordingtoPanda | www.etsy.com/shop/AccordingtoPanda | www.facebook.com/Accordingtopanda.page
3 palavras sobre ti: Louca por dinossauros :)
Instagram: instagram.com/catiatome

Tens uma bela galeria no instagram. O que te atrai nesta aplicação/rede?
Obrigada Sílvia :) Através do Instagram tive (e tenho) oportunidade de conhecer pessoas, as suas visões das coisas e os seus trabalhos, que de outra forma não teria. Sinto que tenho uma ligação especial com algumas pessoas, mesmo sem as conhecer, só através do que vejo e do que elas querem mostrar nesta aplicação/rede social. Acho que através das fotografias, dos pedacinhos das suas vidas que elas partilham connosco conseguimos traçar um perfil. E adoro ver as fotos das pessoas que gosto e sentir-me transportada para os seus universos.

Tiras todas as tuas fotos com o telemóvel? Fazes alguma edição da foto antes de publicar, ou é um processo imediato?
Tiro todas as minhas fotos com o meu IPhone, e antes de as publicar uso sempre a aplicação VSCO para retocar a cor.

A tua galeria já é muito conhecida e apreciada. O que sentes quando publicas uma foto e tens centenas de likes? Este destaque já te trouxe boas surpresas (ou más)?
Vou ser sincera, nunca pensei sequer chegar aos 300 seguidores, porque não conheço assim tanta gente! E agora ver todas estas pessoas, que regularmente me mostram carinho é muito especial para mim. Porque ao fim ao cabo grande parte delas não me conhece, e mesmo assim perdem um bocadinho do seu tempo a deixar-me palavras de carinho. É bom quando alguém me diz que olha para as minhas fotos e tem vontade de sorrir, ou que vai ver a mesma foto mais do que uma vez porque aquela foto a faz sentir coisas boas! Fico muito feliz por causar uma boa reação nas pessoas, no fundo é só isso que eu quero, que elas sorriam. E se estou a conseguir... missão cumprida! :)

E o teu blog, qual o lugar que ocupa na tua vida virtual?
O meu blog é muito recente, tem pouco mais de meio ano. Criei o blog porque queria ter um espaço onde pudesse partilhar com as pessoas um bocadinho da minha vida, uma espécie de diário, onde eu coloco tudo aquilo que é importante para mim. Desde o meu trabalho e os projectos novos que estou a desenvolver, passando pelos meus passeios, as minhas gatas, as minhas plantas, os meus livros, o meu mundo! Nem sempre tenho tempo para todas as semanas fazer publicações mas esforço-me ao máximo para o fazer. É o meu cantinho virtual e não me posso desleixar :)


Partilha connosco alguns dos teus utilizadores preferidos no instagram e alguns blogs que gostes de ler.
No meu Top 7 do Instagram (sim 7 não consegui escolher apenas 5) estão: @hamadahideaki @hectormerienda @kitato @thiswildidea @brittneypanda @ruicartaxorod @mj_pereira. Todos eles com visões diferentes, mas todos incriveis!

Nos blogs já consigo ter um Top 5, é dificil mas consigo: "Design Attractor", "Weekday Carnival", "Studio Meez" e ainda "Now and then" e "Convoy", dois tumblrs que primam pelo bom gosto!

"eu não penso, não imagino, mas faço"

4.8.13

quase 20 anos depois...

3.8.13
Passei nesta rua inúmeras vezes, estudei vários anos em frente a esta fábrica. Durante muito tempo não soube o que era, depois perguntei e investiguei. Tentei espreitar pela porta, por cima do muro, no parque de estacionamento, nas janelas da faculdade, mas nada me mostrava mais do que uma deslumbrante fachada e uma enorme chaminé.

Imaginei histórias e famílias e jardins e fábricas e pessoas.
Eu tenho uma paixão por edifícios e coisas antigas e sempre que possível tento espreitar, mas nunca houve outra que aguçasse tanto a minha curiosidade como esta fábrica.

Hoje, graças a um post da Marta no FB vejo este filme que me leva por todas as ruas e portas que eu sempre desejei entrar.
Cá está ela: "A Companhia Aurifícia, a antiga indústria de pregaria da qual a maioria dos portuenses conhecerá apenas a bonita fachada em tijolo cor de vinho na Rua dos Bragas. Para lá do portão, está o equivalente a 1,6 campos de futebol de terrenos e oficinas desativadas e um cenário quase cinematográfico, que se estende até à Rua de Álvares Cabral."

 

hello instagram

2.8.13
Red lips and eye wrinkles, the not so good combination
 
Já devem ter reparado na maior afluência de imagens quadradas neste blog (formato que eu adoro!), mas que não se deve a nenhum acréscimo de paciência para editar fotografia antes de fazer posts, que essa eu nunca tive e continuo sem ter. Deve-se essencialmente ao facto de eu agora estar no instagram!
Finalmente! Já andava com vontade de participar nessa rede social há muito, porque sempre gostei do flickr e da partilha de fotos, mas acho que anda muito pobre e abandonado, porque toda gente fugiu para o instagram.

A verdade é que este instagram ainda não é o que eu queria que fosse, porque eu continuo sem usar telefone 'esperto' pelo que a instantaniadade resume-se a fotos pontuais em casa e pouco mais (são feitas num ipad). E eu acho que a piada do instagram é o facto de ser uma foto de momento, de rua, de coisas inesperadas, não uma fotografia pensada e trabalhada. Para isso ter o telefone no bolso é essencial. Mais tarde virá...espero eu.
Confesso que não acho grande graça à maioria dos filtros, foi uma desilusão para mim, mas não sei porquê esta coisinha pequena e quadrada põe tanta gente a fazer fotos brilhantes que me fascinam. Acho que aqui, mais do que em qualquer outro equipamento fotográfico vemos o 'olho' de quem dispara. Não interessa o equipamento, interessa o olhar, o momento.
Por isso o que mais tenho gostado é mesmo de ver as galerias dos outros. É todo um mundo novo que vou descobrindo a cada favorito que vou encontrando.

Mais tarde vou partilhar por aqui alguns do meus favoritos do insta e algumas imagens que me têm deixado colada ao ecrã.

Se me quiserem seguir eu ando por aqui: instagram.com/asilviasilva

E já agora não me querem dizer quem são os vossos favoritos no instagram?
'please do!'

Bom fim de semana pessoas!

"gardens, not buildings..."

29.7.13
Gardens, not buildingsSempre as nuvens

"Great projects start out feeling like buildings. There are architects, materials, staff, rigid timelines, permits, engineers, a structure. It works or it doesn't. Build something that doesn't fall down. On time. But in fact, great projects, like great careers and relationships that last, are gardens. They are tended, they shift, they grow. They endure over time, gaining a personality and reflecting their environment. When something dies or fades away, we prune, replant and grow again. Perfection and polish aren't nearly as important as good light, good drainage and a passionate gardener. 
By all means, build. But don't finish. 
Don't walk away. 
Here we grow."

Seth Godin

Este mês de Agosto vamos plantar muitos jardins cá por casa, uns na terra, outros no céu!
Por aqui não vai haver 'silly season', mas sim 'planting season'.

Boa semana pessoas!

diz que são os sapatos mais feios do mundo...

28.7.13
Diz que são os sapatos mais feios do mundo...

Já li por aí neste mundo do www vezes sem conta que as Crocs ao lado das Uggs são os sapatos mais feios do mundo. Ok, li em blogs da especialidade do estilo, do pessoal que faz equilibrismo nas ruas e prefere um sapato bonito a um sapato confortável.  Compreendo. Mas eu nem uma coisa nem outra, porque sapatos que me magoam os pés não dá, eu não consigo caminhar, nem é uma questão de vontade, é mesmo físico.
Tive umas birkenstock durante quase 10 anos que acabaram a sua vida este ano e por isso havia que comprar umas sandálias para uso corrente.
Eu já tinha tido umas crocs há uns anos e adorava andar com elas porque a sensação é de que não temos nada nos pés e isso para mim é mágico. Mas depois confesso que comecei a ficar enjoada de ver tanta croc pelas praias e a sair nas revistas como brinde.
Mas agora quando tive de decidir voltei a comprar e foi o melhor que fiz, os meus pés estão nas nuvens sempre que chego a casa e calço as crocs. Adoro. Feias? Não me parece. Mágicas parece-me melhor!
E agora vou levar a minha falta de estilo ali ao super mercado. Que por estes lados cozinha-se duas vezes por dia, arruma-se outras tantas, limpa-se xixi do chão (a Simone anda nos treinos!), corre-se na rua, anda-se descalço sempre que apetece, trabalha-se ao mesmo tempo que se cuida de 2 crianças, e por isso as crocs são o calçado mais do que perfeito.
Fui!

i could live here

26.7.13
Ultimamente penso muito em casas (já repararam, não é?). Acho que são fases, em que parece que preciso de mudar as coisas, de controlar alguma desordem que me rodeia, apetece-me refazer, arrumar, limpar tudo. Gostava mesmo, era de poder esvaziar a minha casa toda, colocar tudo num armazém, pintar tudo de branco e depois, lentamente começar a refazer tudo do zero. Não precisava de comprar nada, talvez melhorar alguns aspectos de base, mas gostava de uma tela branca para começar a preencher.
A nossa vida diária nas casas faz com que elas se tornem muitas vezes longe daquilo que imaginamos, pela desarrumação, pelo excesso de coisas que não interessam nada, pelos materiais que muitas vezes não são os ideais, pela vida diária sempre no mesmo sítio, que nos leva a estimar menos do que os locais merecem.
Para mim a casa é muito importante. É o bem mais precioso que podemos ter, não pelo seu valor monetário, mas pela influência que tem na nossa vida. O local onde vivemos traz as boas energias todos os dias, é essencial cuidar e estimar. Mas eu não sou nenhum exemplo disso, acreditem, mas ainda assim penso isso.
Cresci com uma mãe que era perita em transformar qualquer coisa num lugar aprazível. Lembro-me de uma vez chegarmos a um sítio onde tinha chovido dentro de casa, cheirava a mofo e a casa estava um caos, mesmo. E numa semana parecia que vivíamos lá há anos. A casa cheirava a cera, os candeeiros estavam no sítio certo, os sofás tinham tecidos e esquecemos assim que as canalizações não funcionavam, o tecto estava roto e as paredes sem tinta.

Hoje estava aqui a olhar para estas fotos, da Homeless que eu admiro à distância, uma vez que nunca lá fui. Sempre achei que por mais dinheiro disponível que tivesse não faria sentido para mim contratar terceiros para tratar da decoração da minha casa. Nunca. Mas, se calhar não é bem assim. A ajuda destes senhores/as parece fazer toda a diferença, e identifico-me com cada canto destas fotos que vos mostro. Eu podia mesmo viver aqui!

(todas as fotos são de projectos da Homeless e foram retiradas do seu facebook).

Porto I ♥ you

24.7.13
Porto

Passear pela cidade, com sol, muita gente nas ruas, esplanadas cheias.
Descer a Rua dos Caldeireiros e dizer olá a todos os novos negócios que aparecem por lá, comer uma sande e beber uma Super Bock na Sandeira (boas, muito boas!!).
Fazer o tour das velharias na cidade, perceber que o velho e vintage está completamente inflaccionado. Continua a haver muitos sítios, mas já não se encontra nenhuma pechincha, muito pelo contrário. Trouxe duas peças, uma de casa e outra de vestir, lindas, não demasiado caras, mas de forma alguma muito baratas. Mas por outro lado é bom perceber que as pessoas têm negócio. E que negócio:D
Amigos.
Dias bons.

magia na cozinha [depois]

19.7.13
cozinha depois Lembram-se deste post? Pois é, a magia já foi aplicada e a minha cozinha já está hoje diferente. Não é uma mudança à 'querido mudei a casa', mas é uma mudança com o mínimo de compras e com o reaproveitamento de coisas que pareciam não ter utilidade.

A cozinha ANTES era assim:

cozinha antes cozinha antes
 
Depois de uma intervenção muito necessária na parte eléctrica, houve a compra de um fogão novo e de um candeeiro, o resto foi olhar em volta e tentar fazer o melhor com o que havia.

Um olhar em volta que significa passar a porta para a arrecadação da casa da avó e perguntar-lhe o que ela podia ter por lá para mim, que funcionasse como uma espécie de balcão uma vez que a cozinha só tem uma banca. Entrei na primeira arrecadação de 'lixo' da minha avó e vi por lá umas prateleiras de colocar os discos da minha mãe e do meu tio, que até podia servir, mas assim que ia a por o pé dentro da arrecadação apareceu uma 'cobrinha', assim do tipo COBRA lá no meio das coisas. AAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!!! Fugi e deixei para trás o potencial móvel velho. A minha avó disse que não podia ser cobra nenhuma e que se fosse uma cobra era daquelas de jardim, normais, normaizinhas, que aparecem de vez em quando por lá, mas que nem mordem nem nada. AAAAAHHHHHHH! Fugi na mesma.

Arrecadação número dois, ou melhor a sala onde está o forno a lenha onde a minha avó fazia pão. Não vejo cobras e entro. Há pouca coisa. Até que a minha avó diz, 'e se levasses a masseira? A masseira é um móvel onde a minha avó amassava o pão. Sim! Sim! Sim! Móvel de amassar o pão 'it is'.

Lá fui eu feliz e contente com o meu lixo, mas não sem antes ter de vencer uma luta no jardim, com a mangueira e a vassoura contra uma cidade de aranhas que lá vivia. Pois pessoas, que isto de levar lixo para dentro de casa não é assim tão romântico como pode parecer.

Depois a cortina, havia que tirar aquela cortina horrível de lá. Mas a parte de cima da porta estava partida e não era bonito ficar a ver-se, então lá cortei tira a tira de forma a aproveitar a parte de cima da cortina para colocar outra coisa qualquer, não sem antes levar com um banho de missangas e depois ter de as apanhar todas. Eu tenho muito jeito para isto:(
Convenci a minha avó a fazer-me uma mini cortina para a parte de cima da porta, em verde. Ela lá andava a fazer, mas eu já sabia que ela não estava feliz com aquilo, e quando a minha avó não gosta do crochet que faz é um problema...um grande problema. Até que ela (esperta) me diz que fez para a minha irmã uma cortina de porta enorme, com o resto de fios que tinha em casa, que lhe deu um trabalhão e que ela nunca a usava...ahahahahha...coitada da minha irmã, longe já estava a ser sacada dos seus bens e nem imaginava. Lá tive de a intimar a trazer-me a cortina e ela não teve hipótese...'afinal a avó diz que tu NUNCA a usas'.

O fogão ficou lá na perfeição, apesar de moderno não choca com o resto e é muito bom. A chaminé voltou a fazer a sua função e coloquei um pequeno apoio para pendurar coisas de lado e um foco para dar luz à noite. Faltava um sítio para apoiar o fogão, pousar tachos, etc. Eu queria um carrinho de cozinha que lá ficasse bem, mas comprar mais coisas já estava fora de questão, por isso, foi uma tábua de corte do IKEA e uma das mesas de cabeceira velhas que há pela casa que fizeram a função. Sei que fica um pouco esquisito, quase surreal, o móvel da flores ali, e é mais baixo, mas serve para o propósito.

A cortina que veio da Noruega por 9 euros, parece que não veio da Noruega mas que sempre esteve ali, sempre foi daquela cozinha. A cortina que a minha irmã trouxe também pareceu ter sido feita à medida para a porta, apenas a minha avó ainda não sabia quando a estava a fazer. 'Somethings are just meant to be'. 

O que faz mais falta ali neste momento é um bom louceiro, para arrumar a louça que está meia atirada na despensa, algumas prateleiras para colocar coisas e uns ganchos com saco do pão, alguns tachos, etc. Já vi as coisas perfeitas numa loja lá bem perto, mas acho que essas coisinhas custavam mais do que eu tinha gasto em toda a mudança, por isso vou ter encontrar outras soluções. Falta também recuperar todas as cadeiras da casa, mas isso é uma outra batalha diferente. Para o ano há mais!
Depois fui integrando coisas que eu adorava como aquele tacho holandês e os pratos que trouxe da loja de caridade. As coisas vão ganhando forma. Não têm de ser perfeitas nem novas, apenas fazerem sentido.

Vejam agora o DEPOIS:

cozinha depoiscozinha depoiscozinha depoiscozinha depoiscozinha depoiscozinha depoiscozinha depois
 
E foi isto.
Assim ao longe parece quase nada mas no funcionamento da cozinha foram mudanças essenciais.
Para a semana vou mostrar-vos a casa toda, andei a fazer umas fotos e mais umas coisas e acho que quem me lê já há alguns anos e acompanha os meus posts sobre a recuperação da MAURA vai gostar de a conhecer na íntegra.
Fiquem por aí!