♥♥♥

30.11.13





Por aqui a roupa das miúdas não é sempre a desejada, mas sim a necessária. Entre roupa que se vai passando de uma para outra, roupa prática para o dia a dia e algumas ofertas, raramente fazemos grandes escolhas de roupa.
Às vezes gosto de escolher uma ou outra peça que podem marcar a diferença num conjunto perfeitamente banal.
Estes chapéus e casacos seriam as peças ideais para o Inverno. Vamos ver se o sapato do Pai Natal pode trazer assim 2 brindes lindos:)

Tudo na loja Bi Little do Etsy.

half of me

28.11.13
Half of me...the other is sleeping!
É apenas metade de mim que vos fala aqui hoje.
Os meus dias começam cedo e acabam tarde demais.
A minha boa vontade de dançar e praticar algum desporto, tem falhado como a grande maioria das minhas boas vontades.
Preciso mais de rua, de caminhar com objectivos, de pessoas, de vida fora do ecrã. O excesso de trabalho e a constante procura de uma velocidade que o meu corpo e cérebro não conseguem acompanhar está a dar cabo de mim.
Sinto-me cansada. Muito.
Mas andam a acontecer coisas fixes por aqui que não tenho partilhado, porque me falta a energia nos dedos para teclar para mim própria.
Aceitei fazer umas coisas novas e amanhã vou ter mais uma daquelas experiências surreais que nem sabemos bem de onde vêem, mas que aparecem.
Virei aqui contar tudo. Uma coisa de cada vez. Que é assim que tem piada.

Até amanhã!

how cool is that?

22.11.13

Acreditem, isto é mesmo fixe.
Espreitem aqui:24hoursofhappy.com
E já sabem, toca da dançar, porque afinal é o que interessa!

(via FB Rita Cordeiro)

coloring book ridiculoso

16.11.13

El Coloring Book Ridiculoso from Jenny Brandt on Vimeo.

Para o Natal o meu presente eu quero que seja...ESTE livro de colorir! Em primeiro lugar alguém ouviu as minhas preces e fez um livro de colorir que não tem de ser para crianças. Tantas vezes falei sobre isso, mas acho que pouca gente me entendia. Eu adoro colorir livros, não no sentido artístico, mas no sentido de fazer algo que me ocupa tempo e me liberta a cabeça. Adoro! A minha filha fica um bocado passada quando eu a vou 'ajudar' a pintar os seus livros e começo a pintar super rápido não lhe dando chance de pintar como ela tinha desejado. E no fim, quando elas já 'bazaram' e foram fazer outra coisa qualquer eu fico ali a acabar as páginas dos livros, pois gosto de deixar tudo bem pintadinho:D

Nem de propósito o DOS FAMILY é um dos meus blogs preferidos, pelo humor das suas autoras, as casas (reais) que eu adoro, um clima descontraído e algo louco que passa nas fotografias, nos textos e nas coisas que elas se lembram de fazer. Ali sente-se verdadeira originalidade e diversão pura a escrever o blog.  Se não conhecem passem por lá, garanto que não se arrependem!

E eis que a Jenny resolveu transformar as suas fotografias num livro de colorir.
How cool is that?
Quero!

shopping @ etsy

14.11.13
shopping@etsy. Hoje no blog www.silviasilva.comshopping@etsy. Hoje no blog www.silviasilva.comshopping@etsy. Hoje no blog www.silviasilva.comShopping@etsy. Hoje no blog www.silviasilva.com
Quem me conhece, sabe que sou detentora de uma boa colecção de roupa antiga (anos 60/70), com algum destaque para os casacos. Alguns da minha mãe, outros que fui comprando ao longo dos anos.
O primeiro comprei-o ainda na adolescência, no Porto, e a minha atenção para lojas de coisas velhas ou roupa em segunda mão, sempre foi grande e nunca mais parou.

Hoje em dia, já não compro muito em lojas, porque acho que o 'vintage' está demasiado inflacionado e porque a década de 80 já está em força nessas lojas e para mim, é uma época que em termos de cortes e materiais me interessa muito pouco. As compras online passaram a ser prática corrente e tenho encontrado verdadeiras pérolas por esse mundo fora.
Já recebi alguns contactos de pessoas que me perguntam quais a lojas onde compro, como faço para ter a certeza que fica bem, se não tenho receio, etc, etc. Nesse sentido, resolvi fazer um post com algumas das minhas sugestões para quem quer comprar roupa (ou outras peças) online.

1. Compro essencialmente no etsy. Também já comprei no e-bay, mas sinto que o etsy tem uma melhor oferta e por isso prefiro pesquisar por lá.
2. Não tenho lojas preferidas. Conheço algumas, mas não compro pela loja, mas sim pela peça.
3. O mais importante para encontrar boas peças, é fazer boas pesquisas, perceber quais os nomes ou expressões que se usam em inglês para determinadas peças. Por exemplo, sabiam que as cortinas pequenas se chamam 'coffee curtains'?
4. Há que ter alguma paciência. Pesquisar por prazer, não estar stressada porque se quer encontrar algo.
5. Verificar o vendedor: sinais como a qualidade das fotos, o nº de vendas, as críticas são essenciais para mim. Quando vejo uma peça numa loja etsy que eu percebo que o vendedor é profissional, ou seja, muitos deles têm loja, sinto-me mais segura do que a comprar a um vendedor pessoal que tirou a foto no jardim, desfocada e com a peça toda engelhada.
6. Contacto o vendedor e digo que estou interessada e faço várias perguntas sobre as peças, incluindo sobre a existência de defeitos e sinais do tempo, sobre custos de envio, etc. Muitos deles chegam a reservar enquanto eu me decido e até me fazem descontos:)
7. As medidas: comparar sempre com uma peça do nosso armário que seja semelhante. Até hoje todas as roupas que comprei me serviram. Todas.
8. Há coisas que pura e simplesmente nunca compraria: sapatos, camisolas ou t-shirts, calças, vestidos demasiado estruturados.
9. Nunca invisto demasiado dinheiro numa peça. Por vezes vejo casacos de que gosto muito, mas que nem considero pelo preço. Tento sempre encontrar uma peça que me pareça de boa qualidade e cujo preço eu considere razoável para mim.
10. Não vale a pena pensar em devoluções.
11. Geralmente compro a vendedores dos EUA ou países nórdicos, costumam ter as melhores peças.
12. Segurança e à vontade: já não fico nervosa se as peças chegam ou não, têm chegado sempre. Isto são roupas e peças em segunda mão, têm sinais do tempo, e eu sei que não me incomodo que o meu casaco de pele tenha umas marcas no ombro, nem penso nisso.
13. Há coisas que não se encontram em mais lado nenhum, como por exemplo o casaco de pele cor de rosa que vêm na foto de cima. Um achado! Mesmo.
14. Para mim isto não são apenas compras, são uma colecção. Não compro apenas porque acho que me vai ficar bem, mas porque aprecio a peça em si, o material, os padrões, os cortes, etc.
15. Já me aconteceram coisas que não esperava, como por exemplo, a pele do casaco amarelo que está na foto, é super fina e sensível e qualquer pinga de água fica manchado. Uso-o menos, como é óbvio, mas continuo a gostar dele.
16. Nas peças de roupa de tecido, como vestidos ou saias, quando os recebo, lavo sempre muito bem e faço um reforço das costuras que geralmente pela idade já estão frágeis.
17. Não é o mesmo que ir a uma loja  e escolher algo, experimentar, tocar, claro que não, mas é um mercado muito mais vasto do que qualquer loja nos pode oferecer e é um acesso a peças muitas delas únicas.
18. Adrenalina.

E pronto, é isto, se tiverem alguma questão e quiserem deixar aí na caixa de comentários terei todo o gosto em responder.


o que nos liga

9.11.13
Apesar de a vida me ter mostrado ultimamente que mando grandes argoladas no mundo das relações interpessoais e que de pessoas, parece que percebo pouco, ou só consigo perceber as pessoas com as quais tenho muitos anos de treino, continuo a sentir grande entusiasmo perante os outros e aquilo que eles me mostram, escrevem ou dizem.

Sou facilmente contagiada por um conjunto de palavras e uma banda sonora. No melhor dos sentidos. Das coisas que não percebo vou tentando guardar tudo menos o rancor, na expectativa de aprendizagens para o futuro.

E fico feliz por assim ser, porque do resto, daquilo que não percebo ficam apenas espaços em branco na minha cabeça que acabo por nunca preencher, mas o entusiasmo, esse nunca o perco.
 

a risada solta da blogosfera do marasmo

5.11.13
Para quem como eu, anda diariamente por estes caminhos sinuosos da blogosfera há já alguns anos, o sentimento por vezes é de marasmo. Todos os dias as mesmas fotos, os mesmos textos, a mesma conversa, aqui e ali, mais do mesmo? Um 'dejá vu' constante.
Mas será que sendo nós tantos, mas tantos blogs, a diversidade não deveria ser o prato do dia? Pois na maioria dos dias sinto que não é. E lamento. Lamento pessoalmente e profissionalmente. E em blog próprio também, que isto de ter escrito mais de 1200 posts também esgota as ideias de qualquer um:)

Mas também sei que há quem rasgue com isso, e ainda bem, quem com os seus textos soltos e uma imaginação destravada, nos consiga por a todos a rir em frente ao ecrã do computador. Não são muitas pessoas, mas vou encontrando algumas e depois não as largo mais.
A Julieta Iglesias é uma dessas pessoas. Uma lufada de ar fresco nos meus dias, um riso bem-vindo, um tom irónico que só ela sabe dar aos seus posts. Um cão de loiça e uma Julieta. Imperdível.
Vejam aqui o blog dela (http://afonso-ocaodeloica.blogspot.pt/) e leiam abaixo o post de hoje. E leiam os outros. Quem escreve assim é a Julieta e mais ninguém. Talvez o Afonso, não sabemos, mas para já ficamos com a Julieta:

...

"Hoje estou que não me aturam. E ontem já estava assim. E amanhã não sei.

A minha vida está naquele impasse merdoso: “E agora vou para onde?” Na quinta-feira recebo um diploma. Mais um. Não que eu seja uma suprassumo diplomada. Aliás, a bem da verdade, os meus diplomas são uma coisa fascinante que eu tenho na vida mas que não me têm levado muito longe.
E eu não tenho sabido o que fazer com eles.

Ora ontem estava eu no talho a aguardar a minha vez, pacientemente, e a senhora a ser atendida dizia perentória.
“Veja lá isso, tire-me as orelhas ao coelho, não quero levar nada disso…”
- Ó minha senhora quais orelhas?
- Opá esses buracos… tire-me isso tudo!
- Os ouvidos?
Eu ria. O homem do talho esfrangalhava a cabeça do coelho. A mulher garantia que não levava para casa canais auditivos do coelho.

Hoje no carro contei este episódio ao Gil e conclui. O mais interessante do meu dia tinha sido a carnificina no talho. A cabeça do coelho trás, trás, trás, o homem do talho com o cutelo em riste e a senhora a debitar teoria sobre buracos e orelhas.

Preciso de um par de chinelos e de um pijama. Hoje ainda tenho que ir a casa estender camisas. Conto cozinhar almôndegas para o jantar. Com massa. Daquela que parece rabos de porcos. Os dias passam. Estou outra vez no talho a rir-me. A rir-me. Que interessante é a minha vida. Se calhar devia ver televisão. Sempre me ria de alguma coisa com sentido ou sem sentido nenhum. As orelhas do pobre do coelho. E eu para ali a rir. “Olhe dê-me aí uma caixa de almôndegas sem orelhas”!

Um amigo da loja insiste em contar-me todas as virtudes e proezas dos seus filhos e da sua mulher, eu ali fico a ouvir, a ouvir, a ouvir, perco-me nos meus pensamentos de estendais e panelas e esfregonas…
- Viu ontem a minha filha na TVI? E anteontem na RTP?

Eu nem sei quem é a filha desta criatura que olha para mim espantada quando eu aceno que não, não vi, aliás nem a filha dele nem ninguém. Eu pouco vejo televisão. No máximo enlouqueço o Gil com o meu zapping frenético e concluo que não dá nada de jeito… OPÁ A QUE HORAS DÁ “OS PORTUGUESES PELO MUNDO”? Segui tudo e agora não sei quando dá e já não temos aquilo a gravar… aquilo é o MEO! Oh MEO Deus! E eu no talho. E eu ao pé do fogão. E eu a estender roupa. Viu a minha filha? A brilhante e linda, a minha filha? E as orelhas do coelho! Tire-me isso tudo! Zapping, zapping, zapping e nada de jeito. Nunca nada de jeito.

Ai serei só eu com esta neura outunal “lá se foi o verão e agora vem o frio e mais um ano de trabalho que não motiva ninguém e pardais pardais pardais”? Serei? E o que faço eu com outro diploma? Zapping?

Ai gente… que neuuuuuuuuuuuuuuuuuura pá!"

Julieta Iglesias em 'Afonso, o cão de loiça e Julieta, a pessoa'

ch-ch-ch-changes!

2.11.13
Ch-ch-ch-changes!!! Adoro mudar!
(já tinham percebido, não é?)
O meu maior problema com o cabelo é o tempo que ele demora a repor a sua forma original, ou se assim não fosse, estava constantemente a cortar e a tê-lo super comprido.
Cabelo preto é uma primeira vez (não é bem preto, é castanho escuro), mas estou a gostar da sensação e das novas possibilidades que uma cor diferente apresenta!

No outro dia fiquei apaixonada por este cinzento:

Ruby's Hairstory from If You Knew, LLC on Vimeo.


Bom fim de semana pessoas!

"Não é como eu quero, é como Deus determina"

30.10.13
Vivi grande parte da minha vida na Praia de Esmoriz, zona de praia, pescadores e mar bravo.
Recordo-me como se fosse hoje de ouvir falar de tragédias, de pescadores que desapareciam no mar, barcos que nunca mais voltavam, uns que iam e outros que ficavam.
Quando olhava para aquele mar, no pico do Inverno, que entrava pelas casas das pessoas, pelas ruas, e pelos bairros, não pedia licença e levava tudo consigo, pensava como é que ainda haviam pessoas capazes de o enfrentar com um barco, um motor e a esperança de uma pescaria. Perguntava à minha mãe, porque é que aquelas pessoas não desistiam e iam fazer outra coisa, sendo que ela me respondia: "É a vida deles". Como se de um destino se tratasse, de uma sina, de uma marca de nascimento que nunca desaparecia.
Mas, apesar de nunca ter conseguido perceber bem, acho que para além da sina, há também uma qualquer adrenalina que o mar impregna nestas gentes e que faz do constante desafio um modo de vida. Um equilíbrio ténue entre o respeito pela natureza e o medir forças com ela.
Modo de vida esse que é praticado e sentido pelos surfistas. E se os outros enfrentam o mar porque nasceram nele e dele se alimentam, estes enfrentam o mar numa relação David e Golias, alimentados por uma adrenalina que a maioria de nós não sabe o que é, mas que deve ser algo tão gigante como o tamanho das ondas que eles desafiam.
Vejam o vídeo...e respirem no fim!

[sim, foi nestas ondas que a surfista Maya Gabeira quase perdeu a vida, ao que responde sem hesitar: "faria tudo outra vez", está explicado...ou não?]

music never dies

27.10.13
(no words, just music)

onde está a beleza?

25.10.13



O que faz de algumas mulheres extraordinariamente bonitas? Bonitas com ou sem maquilhagem, mais magras ou mais gordas, mas invariavelmente bonitas.

Hoje em dia já não são as estrelas de cinema e da música que admiramos. Podemos admirar qualquer mulher que aparece num ecrã de computador ou da rua, como se de uma 'movie star' se tratasse. Não faltam blogs e fotografias mais ou menos caseiras de milhares de mulheres do mundo.

Quem é que vocês admiram? Qual é a beleza que vos faz parar e olhar. São os olhos azuis, os lábios pintados, o corpo atlético, o estilo irreverente?
Ou há algo para além dos aspectos exteriores que faz de algumas mulheres imagens especiais? Sei bem que as mulheres vêm as outras mulheres com olhos muito diferentes dos homens. Gostava por isso de saber como vocês classificam e vêm a beleza feminina. Quais são as mulheres mais bonitas para vocês? Do cinema, da música, da internet, da rua, não interessa...quem e porquê é a pergunta!

Fica aqui uma das minhas eleitas, a Marion Cotillard, tem um olhar que não me deixa esquecer a cara dela, o sorriso, o magnetismo.

ferrugem e osso

24.10.13
Foi o que aconteceu ontem por aqui. Quando já estava quase a cair para o lado de tanto cansaço e trabalho eis que vejo a minha preferida de sempre Marion Cotillard e resolvo aguentar-me mais uns minutos...que se tornaram mais de uma hora. E chorei como já há muito não chorava num filme, não porque o drama é intenso, mas porque é verdade que um azar nunca vem só, que as coisas lixadas acontecem quando menos esperamos e que o amor, mesmo sem ser cor de rosa e com música de fundo salva-nos a todos. E sim, desde que sou mãe que não consigo ver nada que envolva crianças, dormi com o coração apertado a noite toda, a pensar se o azar mais alguma vez me poderia calhar...

aqui a publicidade é quando eu quero

21.10.13

Livro "Erva uma vez..." from Patrícia Vilela on Vimeo.

Já aqui vos falei da Patrícia e do Forking Amazing há uns meses atrás quando ela veio cá a casa fazer um workshop para nós. Pois agora ela escreveu um livro que está quase a sair e que me parece juntar duas coisas que eu vou gostar: plantar aromáticas e cozinhar com elas. Faz sentido não é? Pois por isso mesmo se estiverem interessados neste livro podem comprá-lo aqui em pré reserva a um preço simpático, ou então esperar para que saia o livro e verem ao vivo e a cores no lançamento.
Para saber mais visitem o site do Forking Amazing.
Por aqui já vai para a minha wishlist e vai ser um óptimo presente de Natal para muita gente que eu conheço!

Bom início de semana para todos!

[they do their own thing]: humans of new york

18.10.13
"If you could give one piece of advice to a large group of people, what would it be?"
"Be kind and thoughtful."
"What’s your greatest struggle right now?"
"Being kind and thoughtful. Because I’ve got some friends that are driving me freaking nuts." 

Ontem ouvi uma entrevista com o autor do humans of new york e hoje cruzei-me novamente com ele no blog 'a refinaria' e resolvi por isso falar-vos deste blog, que é já um fenómeno mundial, mas que eu gosto cada vez mais.
Hoje há muita gente a fazer fotografias, há muita gente a fotografar e fazer blogs de streestyle e quando pensamos nisso, parece que já vimos quase tudo o que os nossos olhos poderiam ver. Mas não. Há sempre quem faça as coisas à sua maneira e a sua maneira é tão sua que se torna inimitável. Não sei se as fotos são boas ou más, também não procuro qualidade fotográfica nas coisas que vejo, mas sei que já me emocionei vezes sem conta com as histórias e as caras das pessoas que aparecem neste blog.

As fotografias do Brandon, são verdadeiros retratos de pessoas. As histórias que ele partilha com os retratos são preciosas para quem lê e vê. Duas ou três linhas que conseguem mudar a forma como vemos uma imagem. E nunca, mas nunca me canso. Podem vir mais milhões de fotografias de pessoas neste blog que eu vou sempre querer espreitar as 3 linhas que estão por baixo, sempre com curiosidade, sempre com surpresa.
E porquê? Porque será este blog tão diferentes de tantos outros? Porque serão estas imagens tão reais? Porque é que o que ele faz mais ninguém faz igual? Porque ele faz a sua própria 'cena', não importa se outros também tiram fotografias a pessoas na rua, não se trata de ser melhor ou pior, trata-se de ser real.

E ser real, nos dias que correm, no trabalho que fazemos, nas coisas que partilhamos, nas redes sociais é cada vez mais difícil, há fórmulas e filtros para tudo e mais alguma coisa, regras de sucesso e ideais de fama, organização de ideias e sequências de prioridades. O parecer suplanta em tudo o ser. Competem-se por likes e visualizações, por negócios e visibilidade, tudo online, tudo por trás de uma cortina de fumo e glamour que nos afasta das pessoas reais. A presença online não significa uma vida paralela, somos nós, as mesmas pessoas que estamos do lado de cá, as que somos do lado de lá.
Não precisamos de ser os primeiros e únicos a ter a ideia ou a fazer o que fazemos, isso é uma ilusão, a inovação é sempre o reciclar de algo que já existe, o ver de outra forma de outro prisma. O que nos faz então tão diferentes, o que distingue os nossos trabalhos e criações? É a parte que nos sai do corpo, o esforço que temos de fazer para alcançar coisas simples, mas que somos nós e só nós que o fazemos, são os nossos erros, os nossos falhanços, as tentativas sucessivas, o trabalho mal feito, os passos em falso que damos para avançar, depois há um dia em que fazemos algo que sai bem, e nesse dia percebemos qual o bocadinho de nós que é só nosso e que nos faz tão diferentes de todos os outros!


STORYBOARD: Capturing the 'Humans of New York' from Tumblr on Vimeo.

um presente e as novas tecnologias

17.10.13

Hedgehog Book Trailer from Ardozia on Vimeo.

Ganhei!!!!!
Ganhei o livro do ouriço, uma app portuguesa para crianças, que tem 3 histórias interactivas muito, mas mesmo muito fixes. Tudo criado, pensado e produzido por portugueses em Portugal: podem espreitar o site e outros jogos e programas em ardozia.com.
Ontem já experimentamos e as miúdas adoram (confesso que eu também, empurramos umas às outras para ver quem escolhe o próximo passo). Pois eu ganhei este fantástico livro no blog da Ana (doce para o meu doce) num presente que ela ofereceu aos seus leitores em conjunto com a Ardozia. Fiquei feliz, porque as minhas filhas gostaram, e porque eu não concorro a todos os concursos que cruzam o meu caminho, apenas aqueles cujo produto realmente me interessa, este  foi um deles e eu raramente ganho alguma coisa, por isso  foi um dia sorte!

Queria também aproveitar para falar um pouco das crianças e das novas tecnologias. Esse bicho papão que lhes vai comer o cérebro! (será que já comeu o nosso?).

Há uns bons tempos atrás cruzei-me no FB com uma discussão acesa por causa de uma foto que tinha sido tirada a uma família num restaurante, em que as crianças estavam a brincar com um gadget qualquer e os pais estavam a comer e a falar um com o outro. Caiu o carmo e a trindade! Porque aqueles pais, coitadas das crianças, é o mundo que temos, blá, blá, blá...claro que também apareceu por lá uma outra versão de pais que disseram que se lhes tirassem aquela fotografia e a usassem na net naquelas circunstâncias estariam naquele momento a enfrentar um processo judicial!

Eu na altura não tinha telefones espertos (ainda não tenho) nem ipads nem nada do género, pelo que, à boa moda antiga ia para os restaurantes com um saco de livros e canetas e coisas para as miúdas se entreterem quando acabam de comer e nós podermos engolir o nosso jantar nas melhores condições possíveis. Nunca vi ninguém a criticar isso, uma criança com um livro ou um puzzle numa mesa de restaurante. Agora se for um gadget...alto!!!!

Hoje tenho um ipad e posso vos dizer que é uma ferramenta espectacular para as crianças. Em apenas um objecto temos dezenas de livros, lápis de colorir, pincéis, puzzles, músicas, jogos didácticos, tudo! Não se estragam folhas nem caem canetas por todo lado e podem brincar as duas. Tem sido precioso, nos momentos de espera, em consultas, nos restaurantes, todas aquelas situações em que precisamos de ter algo à mão para os miúdos brincarem.
Isto não tira o lugar ao parque, nem à rua, nem à bicicleta, pode ser difícil de gerir as vontades, pode, mas uma coisa não mata a outra, complementam-se em situações distintas.
E depois há coisas incríveis que eles hoje podem fazer com a tecnologia, que nós nunca tivemos disponível quando éramos crianças, e isso abre uma série de possibilidades para eles, que são preciosas. Há outras coisas que nós tivemos e eles não vão ter, também é verdade, mas os tempos são o que são, o que não muda é o amor e o carinho que temos de ter para eles, o resto muda, e há que aceitar e incluir as mudanças da melhor maneira possível, ou então, como acontece comigo, brincarmos também um pouco, porque afinal, para nós estes brinquedos são tão novos como para eles!

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E eu acredito que as novas tecnologias são um super poder ao nosso alcance e que nas escolas do futuro, aprender código deveria ser como qualquer outra disciplina, para todos. Garanto-vos que ia abrir todo um novo espectro de possibilidades não só tecnológicas, mas também criativas na vida de muitas pessoas. Fica aqui um pequeno filme de um movimento que se criou nos EUA e que pretende fomentar a aprendizagem de código nas escolas (via swiss miss).


para contrariar o cinzento de ontem

15.10.13






Ontem afirmei aqui que a moda anda deprimida assim como eu quando a vejo!
Mas hoje ao falar com a Patrícia, ela relembrou-me de outra Patrícia, que se não estivesse lá no outro lado do oceano (Madeira) tinha uma cliente assídua na sua loja.
É que eu vejo-me dentro de quase todos os seus coordenados, e sim, com tudo junto, assim bem misturado é como eu gosto:)

it's oh so boring

14.10.13


Actualmente não tenho qualquer receio (financeiro) de entrar num qualquer templo do consumismo, porque a maior probabilidade que eu tenho, é sair de lá com uma boa dor de cabeça, ou então demorar menos de 5 minutos, entre entrar, ver e sair...
Dá para perceber, não dá?
Entre os cinzas, beiges, camel e preto, e aquele pseudo estilo rockeiro wanna be que invadiu as montras e o corpo de muita gente, posso dizer-vos que entrei no outro dia na zara e não queria nada, mesmo nada do que lá estava.
Tem sido óptimo para a minha carteira.
Mas fico tão entediada com a moda dita acessível...mesmo, que tédio, tenho saudades de sentir vontade de comprar um casaco que acho super giro, ou umas botas, qualquer coisa, é que não sinto vontade de comprar nada. Bem, melhor para a minha vida financeira, pior para o meu ego:)

palavras sem filtro

10.10.13
Eu vejo e leio muita coisa online, a toda a hora, todos os dias.
Algumas dessas leituras fazem parte do meu trabalho, outras são mero prazer, outras acontecem por acaso. O Facebook é a aplicação que nos traz mais palavras e imagens por minuto, sendo que o que o caracteriza é o facto de não escolhermos tudo o que lemos no nosso mural. Lemos de forma automática porque caiu em frente dos nossos olhos, não há tempo para muita selecção e não pensamos quase nunca no impacto, positivo ou negativo, destas palavras e imagens que nos entram pela vida dentro todos os dias.
Foi por isso que reparei com espanto que comecei a ter uma preferência por alguns posts que caíam no meu mural. Tirando os amigos e pessoas próximas que nos dizem algo mais pessoal, as muitas páginas de pessoas e projectos profissionais que seguimos acabam por se esbater nos milhares de pixeis de imagens que vemos e nas muitas letras que acompanham as conversas online.
Percebi que prestava uma especial atenção aos posts da Isabel Saldanha.
A Isabel Saldanha é uma fotógrafa muito conhecida, mas eu não sabia disso até investigar melhor, comecei a seguir a página dela por causa com certeza de alguma fotografia que gostei, mas foi e é nas palavras que colo quase todos os dias.
A Isabel escreve bem, muito bem, mas também não é a qualidade da escrita que me deixa feliz cada vez que vejo a foto de perfil da página dela aparecer no meu mural.
Em cada entrada que ela faz no Facebook, para além da fotografia, há sempre uma história. Da vida dela, dos outros, do que ela vê, do que ela pensa e sente. Uma história com princípio, meio e fim, que me deixa invariavelmente com uma expressão na cara: riso, sorriso, pensamento, melancolia. Qualquer coisa, mas nunca fico indiferente ao que ela me contou naquele dia.
Este post podia ser um post técnico em que eu vos tento exemplificar como se deve fazer para ter uma boa presença nas redes sociais, mas não é. Não é, porque isto que a Isabel faz não se aprende, não se coloca como lembrete na agenda, não se escolhe fazer para o ano novo. Faz-se.
As palavras da Isabel não têm filtro, ela não precisa de muito para as escolher porque lhe são naturais, porque as histórias que ela conta, ela vive e imagina, porque os sentimentos de que ela fala, ela sente.
E depois há a coragem, o momento em que escrevemos algo e nunca, mas nunca pensamos duas vezes antes de publicar, porque estas são palavras...sem filtro.

Se quiserem perceber um pouco do que vos digo podem seguir a Isabel e as suas histórias diárias aqui: facebook.com/isabelsaldanhaphotography

Mas não consigo resistir a deixar aqui 2 textos que a mim me tocaram especialmente em dois momentos diferentes, não os classificando pela sua qualidade mas pela magia de me falarem ao ouvido naqueles dias.
"Tenho uma amiga que quando me liga, costuma dizer sempre:
Estou te a ligar porque és a minha amiga mais feliz! Eu rio-me, agradecida. Sou feliz sim e quando não sou tanto assim, colo-me a ideia de que a tristeza é uma condição provisória, nem sequer lhe dou a importância de construir um abrigo, acho que quando nos defendemos muito o inimigo anima-se. Às vezes não percebo que haja tanta gente a viver numa consciência envergonhada de ser feliz, como se a tristeza fosse a maturidade da vida e um adulto feliz fosse um palhaço por disfarçar. Pouco me interessa se a alegria em excesso possa ser confundida com uma bebedeira em vida. Problemas toda a gente tem é um facto. Também nem toda a gente nasce com a sorte de ter um plug-in que dá "amonas" valentes a tudo o que tenta minar essa construção.
É inevitável, a tristeza irrompe sempre pela vida, o importante mesmo é não lhe dar conforto que chegue para se instalar. Como aquelas pessoas chatas que para apressar recebemos em pé.
Penso imensas vezes sobre as razões porque insisto tanto em ser feliz. Acho que à força de querer tanto já não sei ser outra coisa. E não tenho medo nenhum de o afirmar, porque também existem uns tantos teóricos da vida que acham que as coisas boas se guardam no cofre, eu prefiro saldar gargalhadas numa venda de garagem. Acho que é inegável que existe uma cumplicidade grande entre o sofrimento bem digerido e a maturidade. As melhores pessoas que conheço não são as tristes, são aquelas que digeriram a tristeza da vida e converteram isso em fermento de carácter. E essas pessoas, também não são aquelas que passam a vida a acusar a sua condição de orfandade para se fazerem grandes empoleirados na tristeza. São aqueles que choraram na altura certa, que deram o desconto ao sadismo da vida, que condescenderam desde novos com as incongruências do destino, que não desistiram dos seres humanos só porque nem tudo era perfeito, nem ficaram reféns na procura passiva do sentido de justiça. Essas são as pessoas TOP! São os amantes da vida. A malta que aprendeu a sacudir a poeira dos maus momentos com património de felicidade, são os que acreditam genuinamente nas pessoas e por isso ainda se surpreendem, são os que perceberam a dimensão do tempo e por isso conseguem viajar a partir de qualquer lugar. Essas pessoas que conheceram a evidência mais crua da vida são as que mais conseguem criar, são as que olham para uma planície árida e imaginam uma floresta imensa. Essas pessoas sentem-se responsáveis por animar o mundo, só porque se sentem agradecidas por serem animadas. Essas pessoas são guerreiras porque acreditam que o sentido maior da paz nasce na tranquilidade serena de aceitar que algumas batalhas da vida são feitas para perder. A dimensão do tempo é a dimensão da vida. O passado tem apenas o efeito edificante de nos lançar para o futuro e o presente é o lugar em que acontece tudo. Ninguém cuida muito das pessoas felizes porque elas parecem estar sempre bem. E as pessoas felizes sabem que têm que estar bem porque aprenderam a cuidar de si mesmas.
Não sei se sou a amiga mais feliz, mas sei que enquanto vou podendo, vou vivendo, sem medo, de ser apenas, feliz."


"Se procurasse nos álbuns, com sorte, talvez encontrasse uma foto enternecedora de um pai vintage com calças à boca de sino, camisa cintada de golas pontiagudas e uma criancinha loira com chapeuzinho de elástico na cabeça, sapatos ortopédicos e meias pelo joelho, que seria eu. Depois, punha uma legenda amorosa e era tudo mentira, porque um pai não se forja numa Polaroid, forja-se na presença dos dias, no impulso do carinho, na constância, no temperar da impaciência, na resiliência, na perspectiva de um futuro e no colo demorado. Não tive essa sorte, tive outras. O meu pai, da pasta só tinha o título. E como respeito o sentido etimológico das palavras desde que tinha idade para estar ao colo de um pai, passei a chama-lo "Senhor".
Que me perdoe o Senhor lá de cima que apesar de também aparecer pouco, dizem que quando dá os ares da sua graça, faz milagres. Sabia o que era um pai e tive um avó que desejei com muita força que tivesse o cabelo mais escuro para fazer as vezes de pai. Fiz me pessoa sem essa figura e não dramatizo, mas quando era criança, dava por mim a pensar qual seria o critério em falta para coxear como filha, pensei que isso estava lavrado no código das relações e quis denúncia-lo por incumprimento, mas o amor não se oferece a penas e cresci assim, forjando-me como sabia no amor a mim mesma. Mas vocês não loirinhas. Vocês tiveram a sorte de ter um pai à altura dos sonhos que tive para mim. E hoje quando dou por mim a invejar a forma voraz com que soletram Pai, dou por mim a pensar que o vosso amor próprio tem a dose certa do amor do pai e do amor desta mãe que recolhe muitas vezes ao quentinho do vosso colo para matar as saudades de uma fotografia que nunca conseguiu encontrar."

a mim ninguém me manda flores

8.10.13
A usar lenços na cabeça desde 1992. E continuo a gostar:) Mas porra, há quem escreva posts destes sobre mim:

"Pronto, eu comecei a escrever este post porque ia falar da Frida Kahlo e contra as tendências, mas ao chamar ao pensamento a imagem da Frida, lembrei-me da Sílvia, que é uma mulher dessas, que traz no corpo todas as cores da sua alma, e de como foi bom, aqui há uns tempos, ter conhecido a Sílvia em pessoa e ter ficado a observá-la, da janela do café onde nos íamos encontrar, a descer a rua com o estilo arco-íris, como se saísse de um livro, de um filme, de uma canção de rock´n´roll, e de essa visão me abrir um sorriso de alegria infantil. " 

 in Locais Habituais - Pessoas únicas -  a Sílvia

E se muitas vezes sinto que as pessoas não me entendem ou que eu não entendo as pessoas, e sinto uma enorme solidão neste mundo online (e no real por vezes também), outras vezes sinto as palavras dos outros como um espelho de mim, simples, directas, sem rodeios, só porque as pessoas são desta ou de outra maneira e há quem se identifique e quem sorria e quem fale bem de nós.
É uma honra, ter as palavras da Dora a falar de mim, hoje no blog dela, sem imagens nem fotos de perfil, só palavras, das boas, das que se juntam e fazem um retrato.

Obrigada!

há dias em que ela me irrita profundamente

7.10.13
Fotografia, 07-10-13 - 11.12 #3 - nunca chega a horas;
- não arruma a secretária;
- mistura trabalho com diversão e está neste preciso momento a fazer fotografias estúpidas em frente ao computador;
- aquela caixa de correio dela tem sempre mais mensagens por ler, do que os dedos das minhas mãos;
- será que ela não lê posts de auto ajuda nos blogs? como se organizar, como ter sucesso, como ser uma mãe perfeita, como ter o local de trabalho adequado e arrumado?
- procrastinar! aí está algo que lhe digo sempre para eliminar do seu dicionário, mas adianta? digam-me, adianta?
- e as crianças? as coisas que ela lhes promete que vai fazer e não faz? é a horta, o quarto dos brinquedos, o jardim zoológico, a bicicleta nova, ir cortar aqueles cabelos que as crianças quase não vêem nada...enfim...
- e já agora alguém já reparou no cabelo dela? pois, não preciso de dizer nada pois não? podia ir a família toda passar o dia inteiro no cabeleireiro que só lhes fazia era bem;
- não pratica desporto;
- não come a horas;
- não tem um horário de jeito, a mulher não se organiza, às duas da manhã anda por aqui, click, click e quando vou a ver comprou mais umas cortinas no etsy! mas é possível? ela não tem sapatos de jeito, mas cortinas velhas não lhe vão faltar;
- o carro dela tem mais lixo do que o contentor lá de casa, e não falo só de papéis, falo de 'coisas', várias coisas. Para não mencionar como e que é possível alguém andar com os brinquedos de praia e o guarda-sol na mala, o ano todo, é possível? digam-me?
- digo-vos, estou farta de trabalhar com esta rapariga, por este andar nunca mais fico rica e muito menos famosa!

as minhas barrigas @ bellysketcher

4.10.13
as minhas barrigas @ bellysketcher as minhas barrigas @ bellysketcher Já foi há mais de 2 anos que estive grávida pela última vez. Confesso que quando olho para as minhas fotos fico já um pouco nostálgica, não de estar grávida, mas do efeito bebé, do cheiro, do colo, daquela sensação única que se tem. Quem já foi mãe, sabe do que falo.
Não, não estou grávida outra vez, nem planeio estar, se bem que há dias em que a ideia do 3ª filho me agrada, mas há outros em que parece uma grande loucura:)

Quando vi o trabalho da Inês, tive pena de nunca ter feito nada do género na minha gravidez, para imortalizar a imagem numa das minhas paredes. Mas depois falei com ela e percebi que podia fazer algo parecido através de fotografias. E assim foi, seleccionei algumas fotos de ambas as gravidezes e enviei para a Inês. Não lhe disse mais nada sobre o trabalho, nunca a vi nem ela a mim, nunca falei com ela ao vivo. Pois foi com surpresa que abri os meus desenhos no outro dia e vi a minha imagem, grávida, desenhada, com as minhas cores preferidas, com o crochet cá de casa, com o meu universo.
Fiquei muito feliz. E agradeci à Inês por este momento tão especial, e tão fora de tempo, que me encheu de boas memórias.

A Inês também anda por aqui nas mudanças no Muda de Página e eu sei que nunca lhe vou poder oferecer a mesma sensação de surpresa que ela me ofereceu a mim, mas fico muito feliz por ajudar a preparar uma casa para receber estes lindos desenhos no mundo dos blogs.

Bom fim de semana!

PS: a imagem de cima é na gravidez da Lígia e a de baixo na da Simone

www.bellysketcher.com

women I admire don´t wear heels*

3.10.13
(* women I admire don´t wear heels é o nome do board do pinterest de La Casita de Wendy, todas as fotografias fazem parte desse board) 

Aos 35 anos ainda não faço muitas coisas que achei que iria fazer, uma delas é usar saltos altos.
Não sei.
Não me sinto bem.
Uso pontualmente sandálias altas no Verão, mas o que é alto para mim não é quase nada para qualquer mulher.
Quando me encontro no meio de mulheres da minha idade, em mega saltos, carteiras de pele, caras e cabelos arranjados, fico a pensar onde andei todos estes anos que ainda não me sei 'apresentar' para a minha idade. Sim, porque quer queiramos quer não, é este pensamento que nos ocorre. Por mais livres e conscientes do nosso estilo que sejamos, e eu sou, há momentos em que a única sensação que nos percorre é o desconforto de ser diferente. E se me perguntarem o que eu escolheria neste momento, eu escolhia ser como sou, mas poder calçar saltos sempre que me apetecesse e parecer que estou de sapatilhas. Não é possível pois não? Não.

Depois há este mundo louco da blogosfera e das redes sociais, em que toda a gente tem e parece e vende. Em que todos os dias entram no nosso ecrã milhares de mulheres de todo o mundo, com posts sobre o que compraram, o que comeram, onde foram, o batôn e a blusa, o cabelo e o rímel, os sapatos sempre novos e prontos para fazer a maratona na cidade, posts a que todos têm direito, claro que sim, vidas que existem de uma forma ou de outra, mas que por vezes parecem camiões a passar em cima dos olhos de quem lê. E nós só vemos e lemos o que queremos, certo também, mas é como estar no meio de uma festa de luzes e carrosséis e fazer de conta que não se ouve o barulho. Impossível.

Bem, tudo isto para dizer que hoje me cruzo com este quadro do pinterest da 'Casita de Wendy' uma marca, escola e blog que vou admirando à distância, pelo estilo que imprimem em tudo o que fazem e pela mensagem que passam. E fundamentalismos à parte, que não é essa a minha intenção, fiquei algo reconfortada ao olhar para este board do pinterest e ver tantas caras que também eu admiro.
E isto não é apenas sobre os saltos altos, nem sobre qualquer acessório de moda, mas sim sobre o impacto das imagens, da nossa imagem na nossa vida. Sobre quem somos e o que parecemos. Sobre as dificuldades de se manter uma individualidade, de não ter de mostrar para ser. De ser sem parecer.

arte

1.10.13
oldies but goodies Se há discussão que se aproxima da questão da fé, é a discussão da arte.
O que é arte. Quem decide o que é arte. E de facto, entre várias abordagens, é difícil chegarmos a um consenso, a uma definição que nos sirva a todos e que todos conseguimos compreender. Por isso a determinada altura deixa-se essas coisas para os críticos, os especialistas, que a maioria de nós não faz a menor ideia de quem são nem em que princípios se baseiam.
E tudo entra num campo enevoado a partir do qual já ninguém se parece interessar.

Hoje o Seth Godin, fala de arte e define a arte de uma forma muito objectiva, como é característico nas suas abordagens.
E assim, sem muitas discussões eu consigo concordar com ele:
"Art doesn't mean painting, art doesn't mean realistic and art doesn't mean beautiful."
"Art doesn't mean craft. And art isn't reserved for a few."
"Art is the work of a human, an individual seeking to make a statement, to cause a reaction, to connect. Art is something new, every time, and art might not work, precisely because it's new, because it's human and because it seeks to connect."
"Five hundred years ago, no painter would talk to you about ideas, or even impact. Painters merely painted. Today, you don't need a brush to be an artist, but you do need to want to make change."
(leiam aqui o artigo completo)

E hoje, falando em arte e pensando nas novas formas de a fazer, ouço ao mesmo tempo uma música que também é um poema e que enquanto forma de arte nos consegue tocar a quase todos, não é verdade?

  (via FB da Marta Plástica)

new beginnings

26.9.13
new beginnings Estas últimas semanas têm sido de correria, com a escola a começar, novas actividades para as miúdas, os horários, os meus projectos novos, enfim, os meus dias só acabam lá para as duas da manhã. Todos os dias, sim ouviram bem, todos os dias. Sinto que não tenho mais por onde me esticar, não consigo ser mais rápida do que sou e que por mais que me esforce estou perto do limite.

No meio disto tudo não há tempo para mim. Desde que sou mãe que não pratico qualquer tipo de desporto ou actividade, já tentei o yoga e correr, sem sucesso. A verdade é que eu sou preguiçosa e não concebo o desporto pelo desporto, para mim tem de haver algum prazer associado à coisa ou então não funciona.

Apesar de nunca ter tido o sonho de muitas meninas de ser bailarina, o ballet foi acompanhando a minha vida por formas travessas. Em pequena porque o pratiquei e depois mais tarde porque trabalhei numa companhia de teatro/dança em que muitos dos elementos eram bailarinos. O ballet era também uma forma de manutenção e acabava por acontecer aqui e ali, se bem que de uma forma muito diferente do normal. Hoje a minha amiga e companheira de palco, Janete, abriu a sua própria escola de dança e criou aquilo que eu sempre achei que ia ter sucesso, que é uma aula de ballet para adultos. Sim, isso mesmo, ballet para quem nunca o fez, para quem não tem um corpo trabalhado nem escultural, para quem nunca na vida vai ser bailarina. O ballet pelo prazer de dançar, pela música harmoniosa, pelos movimentos lentos e difíceis, pela postura, pela beleza dos gestos. Para quem como eu, não se identifica minimamente com o ambiente ginásio e com instrutoras de fitness morenas e tatuadas, esta é assim uma alternativa mais do que perfeita. Só tem um defeito é um pouco longe demais para mim e o horário é muito difícil de cumprir pelo tipo de vida familiar que tenho. De qualquer forma, hoje lá vou eu, fui buscar as minhas sapatilhas pretas e o fato de ballet de há mais de 10 anos, não faço a mínima ideia se me serve, mas estou esperançada que sim. Vou fazer uma aula experimental, para saber se me sinto bem e depois vou pensar como posso encaixar em todos os meus afazeres uma hora de prazer para mim própria. Vamos lá ver como corre.

Hoje já vai ser mais do que perfeito, até porque depois do ballet tenho francesinha e uns finos com os amigos de sempre, e isso, para mim, é do melhor!

Um bom dia pessoas!

 

coisas bonitas [e uma lição] na minha caixa do correio

25.9.13
coisas bonitas na minha caixa de correio No outro dia recebi um e-mail da Hazel. Não a conhecia, ela era leitora do meu blog, mas nunca tinha deixado comentários ou entrado em contacto comigo. Disse-me que me queria dar os panos de crochet da avó dela. Que andava a reorganizar as suas coisas e queria dar ou vender tudo aquilo que não lhe fizesse falta. E escolheu-me a mim, para oferecer os panos de crochet feitos pela sua avó e que ela usava para brincar com as suas bonecas quando era criança, porque achou que eu seria a pessoa ideal para tomar conta deles e lhes dar um bom uso.
Ora, eu que sou tão agarrada às 'minhas coisas' fiquei um pouco incrédula, confesso, não percebendo como é que alguém era capaz de me dar uns objectos que para mim seriam tão valiosos.
Os panos chegaram, são 3 e são lindos. E eu ainda estou aqui de boca aberta e a pensar.

E se fossemos todos assim? Se cada um de nós conseguisse dar aos outros aquilo que não precisa e que os outros podem valorizar? Não estou a falar de caridade, estou a falar de partilha. Sim, isso mesmo, partilhar. Eu tenho um casaco que nunca uso, mas que fica no armário para 'um dia', porque não o dou à amiga a quem eu tenho a certeza que ficaria bem? Partilhar conhecimento, coisas, sentimentos, são coisas tão importantes.
Hoje a Hazel não me deu só 3 panos de crochet, fez-me olhar aqui para a minha 'bolha' e perceber que tenho coisas a mais e que devia fazer como ela. Do que tenho por aqui, o que posso dar para que outros possam usar, para caridade, para reciclar, fazer as coisas moverem-se e ganharem novas vidas e propósitos.

Os panos da avó da Hazel não podiam ter ficado em melhores mãos, isso eu posso lhe garantir, porque vou tratar deles e usá-los com muito carinho e com a memória de um momento que para mim é marcante e que me fará olhar para os objectos com outros olhos, outras forma de ver e de ter.

Obrigada Hazel!

sobre as mudanças

24.9.13
sobre as mudanças [www.silviasilva.com] Há muito tempo que queria mudar. Foram muitos meses a pensar que tinha de mudar este blog. Por incrível que pareça, desde que comecei a mudar os blogs dos outros nunca mudei os meus!
Havia também da minha parte um certo cansaço e uma sensação de 'dejá vu' em tudo o que via. Eu era a minha pior cliente de sempre porque não fazia a menor ideia do que queria. Comecei por pensar que não queria nada, ia limpar o meu blog de tudo e deixava apenas as fotos e o texto, mais nada (continuo a gostar dessa ideia), mas depois comecei a perceber que muita gente para quem eu fazia blogs não sabiam que eu era a mesma pessoa que escrevia neste blog, referiam muitas vezes o meu blog pessoal como uma das suas leituras frequentes e não sabiam que , do outro lado, estavam a falar com a mesma pessoa. Então comecei a perceber que estava a cometer um erro de comunicação, em que eu, ao contrário do que aconselhava às outras pessoas, não transmitia da forma correcta quem eu sou e o que que faço aqui. Por isso foi importante para mim ter ali em cima um menu 'sobre mim' e aqui do lado mostrar os projectos em que estou envolvida e outros que já fiz.
Saberem quem eu sou e o que faço, para mim neste momento é muito importante. É uma sensação de arrumar as ideias na cabeça e nas páginas.
Depois, a parte do desenho, posso confessar-vos que foi trabalho de uma noite (eu sou assim, demoro, mas depois quando sei o que quero, consigo ser muito rápida).

Sobre o nome: as raparigas como nós começaram por ser uma ideia de um nome para uma marca de roupa (verdade!) depois sem eu dar por isso transformou-se num blog, depois numa marca e actualmente o nome já está entranhado de tal forma que sinceramente não quer dizer nada. Quis por isso registar o meu próprio nome, porque este blog é isso, sou eu a falar, a debitar palavras e imagens, nada mais, por isso o meu nome faz todo o sentido para mim, mas também não quis deitar fora as 'raparigas como nós' porque são muitos anos e lhes tenho muito carinho. Por isso se repararem, mantenho o nome aqui em cima e se pesquisarem na web por raparigas como nós vêm dar aqui na mesma, pois continuo proprietária de ambos os domínios e assim vai continuar.

De resto por aqui vai continuar tudo na mesma, sem temas ou direcções, apenas o que me apetece e quando me apetece, porque para mim um blog pessoal é isso mesmo. Espontâneo, simples, sem pretensões. Quem vem e gosta é porque se identifica, não porque espera a qualidade de um revista ou a actualização de um jornal. Nos blogs a identificação pessoal é tudo o que conta, por isso o meu grande conselho para toda a gente que me pergunta como ter sucesso com os seus blogs é sempre: sejam vocês mesmos!

Um bom dia pessoas!

mudei de página

23.9.13
mudadepagina_header
É isso mesmo...mudei! De página, de domínios, de nome, de imagem. Mudei tudo!
E não podia estar mais feliz!
Amanhã explico melhor as mudanças por aqui e por ali, mas para já convido-vos a irem visitar a minha nova página aqui ao lado: 'www.mudadepagina.com'. Digam olá, bom dia ou até logo e façam comigo um brinde aos novos começos ao som do vídeo que vos deixo por lá.

Até já!

em modo mudanças

21.9.13
em modo mudanças nos meus dois blogs. Vêem aí novidades:) É isso mesmo! Andamos em mudanças por aqui e no Quarto de Mudança. Parece mentira mas é verdade.
Vêm aí coisas boas e eu não podia estar mais feliz e ansiosa por partilhar tudo com vocês.
Não estranhem por isso os soluços nos próximos dias.
Bom fim de semana.

sim, eu tenho 60 anos

18.9.13
louceiro work in progress Nos intervalos da correria cibernética que preenche os meus dias, ando a tentar por ordem a algumas coisas cá em casa. Há já algum tempo que herdei este louceiro (lindo!) e ainda não tinha arrumado nada lá. Nunca há tempo para nada e deixo sempre para amanhã.

Por outro lado, andava a pensar como lhe dar uma utilização diferente daquela para o qual foi concebido, mas depois pus-me a olhar bem para ele e percebi que estava feito para receber louça, tem suportes para pratos, protecções nas prateleiras, enfim, é o que é e eu gosto dele assim. Porquê tentar mudar aquilo que está bem feito?
Então, resolvi por de lado os preconceitos e dar espaço ao meu universo mulher de 60 anos.
Fui buscar o serviço de louça (aquele de família para as festas importantes que nós nunca damos, sabem? Aquele?) e arrumei-o na parte de baixo com os belos dos paninhos de linho a proteger a prateleira e depois em cima comecei a organizar a enorme colecção que tenho de louça, desde chávenas de chá, a conjuntos de café. pratos, etc, que ou eram da minha mãe ou comprei algures nas feiras de velharias (menos este prato lindo do amor perfeito que comprei nos saldos da Zara Home e que gosto tanto dele que nem tenho coragem do o usar).
Acrescentei as barras de crochet amarelo e alguns naperons que andavam perdidos nos baús e tudo começa a fazer sentido, ainda me falta muito, mas estou a gostar, mesmo!

Muitas vezes desejo fugir para uma casa de paredes impecáveis e brancas, apenas com o essencial, sem nada destes 'tarecos', mas a verdade é que no fundo eu sou mesmo assim, a vida e as suas voltas fizeram-me assim, carrego comigo muitas memórias e imagens do passado, não sou saudosista, mas tenho necessidade de congelar algumas coisas, para que nem tudo se perca na rapidez dos dias.
Às vezes sinto-me uma senhora de 60 anos, rodeada dos seus livros, pratos e imagens, a tentar relembrar coisas que a memória já perdeu.

Mas tenho 35, decoro o meu louceiro com crochet e chávenas, ao mesmo tempo que uso umas nike cor-de-rosa, e trabalho com os olhos postos no futuro e nas novidades. São os sinais dos tempos, já nada é datado, já ninguém é apenas o que parece. A moda não nos amarra mais, somos hoje, mais do que nunca uma geração livre de sentir e misturar épocas e estilos sem muitas preocupações.
Seremos esteticamente mais livres? Gosto de pensar que sim!

o nosso trabalho vs o prazer dos outros

15.9.13
sometimes i forget i have all the luck in the world!
"What if surfing was your job? 
Same waves, different day. 
The risk of skin cancer. The falling. Sand in your socks. The people hassling you for your spot on the wave. The pressure to do more sets. The other guys at the beach who don't appreciate your style. The drudgery of doing it again tomorrow, when the weather sucks. And then every day, from now on, never ceasing. Where would you go on vacation? Your drudgery is another person's delight. It's only a job if you treat it that way. 

The privilege to do our work, to be in control of the promises we make and the things we build, is something worth cherishing."

Seth Godin

Todas as pessoas que trabalham algures nos campos de lazer e prazer dos outros são facilmente identificados como tendo trabalhos fantásticos.
As pessoas que trabalham na praia, os desportistas, quem faz boa comida, o trabalho da moda, etc, etc.
A verdade é que o trabalho é sempre trabalho e o que é um hobby para os outros muitas vezes é trabalho duro para quem os proporciona.
No meu caso, ao criar e desenvolver blogs para outras pessoas, sou muitas vezes associada ao prazer das páginas pessoais, as pessoas pensam que o meu trabalho é procrastinar na net. Mas está longe disso. Já não consigo olhar para um blog apenas pelo prazer de o ler, rapidamente o desconstruo a ele e a quem o escreve e já não consigo olhar para ele como uma fonte de prazer.

Trabalhar em casa e neste lugar lindo onde vivo é também um privilégio que facilmente se dissipa na loucura dos dias, na mistura do trabalho profissional com o da casa e a família, a falta de limites impede-me de identificar os momentos de prazer.
Não me estou a queixar, estou apenas a constatar.
A necessidade de mudança é uma constante para mim, e eu sei que mudar é urgente para mim neste momento. Parar e olhar para mim, para  o meu espaço, para o meu trabalho e o meu lazer, para refazer e reorganizar é essencial. Este é o momento. Para nunca esquecer que mudar é bom!

o que diz a tua casa?

11.9.13
HomeHomeHomeHomeIn love with a sofa!
Ontem recebi no correio o famoso catálogo do IKEA. Apesar de já o ter visto online, a versão papel é sempre muito mais interessante. Gosto de ver e admirar todas as suas soluções e novidades e gosto de saber que aquelas imagens são para todos, que não são imagens ou conceitos só para ver, podem ser realmente usados e implementados, dando espaço à imaginação e criatividade de cada um. Para mim esse é o sucesso do IKEA.

Para mim a casa é, muito mais do que a roupa ou qualquer outro bem material, aquilo que mais mostra de nós. O quê e como nos sentimos bem, diz muito sobre quem somos. Eu gosto de ver casas arrumadas e com pouca coisa, gosto, mas nunca o consigo ter, essa não sou eu. A minha casa tem cores e texturas e fotografias e quadros e discos e livros por todo o lado. É um bocado caótica e confusa como eu própria sou. Não sou a rainha da organização, mas consigo fazer algo em tempo recorde sob pressão e com ideias que nascem na minha cabeça à velocidade que as ervas daninhas crescem no jardim!

Nós somos o que somos e vivemos no espaço que criamos. Não vale muito a pena grandes esforços, porque o que lá está é o reflexo da nossa vida. É deixar estar e deixar crescer connosco e com a nossa família, devagar, bonito ou feio, não interessa, desde que seja nosso, o nosso espaço, a nossa cara.

E pronto, toda esta filosofia para rematar que aquele sofá verde do IKEA é a minha cara! Tem tudo a ver com o caos de cor e objectos que é a minha casa. Eu podia ter desenhado aquele sofá. O número 999 ficará presente na minha cabeça durante todo o Inverno. Provavelmente nunca consumarei o desejo, porque tenho outras prioridades onde gastar as 999 moedas de um euro, mas fica o desejo e a ideia, o toque do veludo e o verde, uma das minhas cores de eleição, que ia matar aqui na minha sala ao lado de amarelo e rosa e tantas outras cores, seria o caos, o louco e belo caos em que o meu cérebro gosta de viver!

Bom dia pessoas!

das coisas simples

5.9.13
Das coisas simples...

É simples.
Tens uma ideia.
Tudo muito simples, nada de complicações.
Mas então isso não é simples?

Pois, simples é a palavra mais complicada da vida, imagens simples são as mais difíceis de conseguir, relações simples, quase não há, casas simples não conheço, pessoas simples muito menos.

Todos somos intrincados, cheios de cores e feitios e personalidades, mas todos gostamos de ver a simplicidade que tantas voltas dá apenas para ser simples.

Ser simples é complicado.

Mas hoje depois de ideias muito complicadas está a nascer uma simples ideia.
Foi difícil mas nós chegamos lá.
Basta não desistir.
Simples, não?

achados de domingo

1.9.13
Achados de DomingoQuando os amigos também acham para nós. Viva os bons amigos:)Achados de DomingoAchados de DomingoAchados de DomingoAchados de DomingosAchados de Domingo

Vou assumir-me! Sou uma viciada. Ou melhor, vendo por outro prisma, sou uma profissional das velharias. Já não compro para colocar aqui ou acolá, compro por colecção, compro apenas porque é bonito e não os consigo deixar lá. Um dia a colecção vai ser tal que vou ter de começar a vender eu mesma!

Há alguns anos atrás quando eu achava que ter uma loja era 'the coolest thing ever', o meu sonho era ter uma loja de roupa e decoração 'vintage' (de coisas velhas portanto!). Hoje já não acho que ter uma loja é assim tão divertido, mas continuo a ver-me um dia atrás de um balcão e de uma bela porta de madeira rodeada por tesouros que só eu vou encontrar. Talvez mais tarde, muito mais tarde, sem qualquer objectivo financeiro isso possa vir a acontecer, não sei...já não penso nessas coisas. Já não sonho muito com ideias pré concebidas, vou vivendo e fazendo o presente.

A verdade é que já conheço e sou reconhecida por alguns vendedores e qualquer dia vou-me dedicar a saber quais são os sítios onde eles vão comprar os caixotes de velharias, e avanço para o segundo nível:D

Hoje foi muito engraçado ver o dono do lenço de Viana a tentar vender-mo em inglês! Eu fui deixando...até que falei em Português e ele lá baixou em quase cinco euros!

Todas as peças da fotografia são de valores entre os 1 e 2,5 euros com excepção do lenço.

Também a panela de esmalte foi um achado da minha melhor amiga que o trouxe para mim. É bom haver quem se lembre de nós no meio de coisas velhas, não é?

Bom Domingo pessoas!